Santa Carolina Varietal Merlot 2007

Tinto, 100% Merlot

País: Chile

Santa Carolina S.A.

Preço: R$ 20

Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs. Um merlot chileno da safra de 2007. Tecnicamente não dá para dizer que tem defeitos ou que o vinho é mal feito, mas não me agradou, fiquei com a sensação que o vinho estava aguado. Não compraría outra garrafa desta safra.

Tem cor rubí translúcida com reflexo violáceo leve, em declínio. Muitas lágrimas que escorrem lentamente pela taça, um vinho chorão. Podemos sentir facilmente os aromas de frutas vermelhas maduras quase passadas, dando uma sensação doce ao nariz. Existem nuances de especiairias, pimenta e balsâmico.

Na boca tem leve desequilíbrio de álcool e amargor final. Ainda apresenta acidez moderada, corpo leve e taninos rústicos, beirando os verdes. Com o tempo os taninos podem melhorar, mas acredito que o amargor se acentuará logo concluo que é melhor bebermos este vinho agora. Os aromas de boca remetem a frutas doces, praticamente uma geléia. O final é ligeiro.

Pode acompanhar massas simples e leves, além de grelhados de frango e carne bovina.

Forte Abraço!

Salton Reserva Ouro Brut

Espumante, Chardonnay, Riesling e Pinot Noir

País: Brasil

Vinícola Salton

Preço: R$ 26

A Confraria Brasileira de Enoblogs deciciu postar um espumante no último dia 15 de dezembro como sugestão para as festas... Bom eu estou atrasado... mas ontem bebí novamente este espumante e vou comentá-lo abaixo. Afinal faltam dois dias para o Reveillon e você ainda pode não ter comprado o seu.

Este espumante da Salton já recebeu alguns prêmios internacionais, medalhas de prata e bronze mundo afora. Recentemente na Veja São Paulo ficou em quinto lugar numa degustação de espumantes, 0,7 ptos atrás do segundo colocado.

É um vinho amerelo palha com reflexo esverdeado, com muitas bolhas, o perlage é contínuo, incansável! Quando se coloca na taça parece um sabão de tanta espuma, essa característica canarinha é perigosa, cuidado para não derramar.

Aromas de frutas tropicais, maçã verde, nuances minerais e de fumaça, um vinho com boa persistência aromática. De corpo médio e refrescante tem como ponto alto a acidez. Também está bem equilibrado, pena que a persistência final é pequena, ponto fraco deste vinho.

Ideal para aperitivos, patês e salpicão. Fica ideal quando acompanha aquela conversa descontraída a beira da piscina num bom dia de calor...

Forte Abraço!

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Mais Natal... e promessas para 2009!!!

O Dia 25 começou com um belo café da manhã que só foi terminar perto do meio dia... Um banho e 20 km de estrada para chegar a casa da minha tia onde o churrasco esperava.

Muita animação e confraternização, pois além de ser Natal, minha tia faz niver em 25/12!!! Mais uma vez: Parabéns!!! Que vc continue sendo este ser humano sem igual no mundo.

Voltando ao churrasco, falei em Malbec argentino no post passado... mas comecei com umas cervejas Stella Artois, que são fantásticas!

Quando saí de casa optei por um vinho uruguaio, um 100% Tannat, o Viña Salort Tannat Roble 2005, um belíssimo vinho, encorpado, equilibrado e com carga tânica elevada e agradabilíssima. Aromas de frutas maduras e nuances de especiarias e cacau, como só bebemos uma garrafa fica mais fácil de lembrar... risos.

Já estava há algum tempo na adega, mas não conhecía ainda, me surpreendi com os taninos, esperava-os mais rústicos, fiquei muito contente com este vinho. Serviu também para provar que a Tannat não é só para corte como alguns defendem.

Ontem 26, no almoço, só água e refrigerante... mas no jantar fomos a Avenida Paulista Pizzabar, fica na Rua Emiliano Perneta em Curitiba, estou em Curitiba visitando meus pais. Este lugar é agradabilíssimo! Tem um Piano bar no mezanino, e, por incrível que pareça, tinha um pianista!!! As últimas vezes que fui a um Piano bar, o piano era peça de decoração...

Mas vamos ao que interessa, porque se for bonito e a pizza for ruim, não adianta! Não é o caso! Prova disso que para um dia 26/dez tinha fila de espera de 30 minutos quando saímos, por volta das dez horas. O atendimento foi classe A também.

As pizzas são excelentes! Tem sabores tradicionais e especiais, destaque para a Parma i Capri, deliciosa combinação de Presunto Parma, Queijo de Cabra com tomates e folhas de manjericão.

A casa ainda oferece massas e pratos diversos para quem não quiser pizza e quer estar com a família ou com os amigos. Aliás tinha uma Lasanha recheada com Filet Mignon e Funghi no cardápio que encheu a boca d'água... Esse lugar vale a pena, não deixe de conhecer.

E os vinhos? Achei a carta com os preços bem salgadinhos, mas não resistí e pedi um Alamos Bonarda 2007, um vinho equilibrado, de corpo médio, frutado, com boa acidez e taninos gentis. Recebeu 86 pontos de Parker e da Wine Spectator, com certeza uma das melhores opções argentinas para conhecer esta uva, inclusive em custo benefício, uma garrafa nas lojas gira os R$ 35. Gostei muito deste vinho.

Aqui um comentário particular, a febre da Pinot Noir é grande e os preços dos vinhos feitos com esta cepa estão inflacionando... a Pinot Noir, pra mim, faz os mais elegantes vinhos que bebí até hoje, mas encontrar um Pinot bom abaixo de R$ 40 é um senhor desafio! Cepas como a Trincadeira, a Bonarda e alguns Merlot's tem se mostrado uma alternativa interessante, pois normalmente os vinhos são interessantes e de corpo médio para leve, mesmo quando há passagem por madeira. Não tem a mesma elegância da Pinot Noir, mas tem o custo-benefício. Como vivemos num país tropical, os tintos leves e médios tem que fazer parte do nosso dia a dia.

Bom, como diz o Alexandre (Diário de Baco), hoje a farra continua com um Pinot Grigio italiano e camarões com palmitos... depois eu conto como ficou...

E as promessas? Bom todos sabem que eu procuro passear pelo mundo do vinho nos meus posts, não tenho o objetivo de beber vinhos bons e baratos, mas sim de conhecer o que se produz em lugares que não são tradicionais ao nosso consumo, quero dizer ao consumo do brasileiro. Neste ano vimos vinhos gregos, portugueses da região do Dão, espanhóis da Galícia em breve um da Navarra, além de cepas que não são tão comuns como a Trincadeira ou a Chenin Blanc e também muitos brancos, já que o consumo do brasileiro é majoritariamente de vinhos tintos.

Não perderei esse objetivo, mas tentarei vinhos com preços limitados a R$ 50, não dá para beber vinho europeu, norte americano ou australiano, de boa qualidade muito abaixo disso, mas posso encontrar algo interessante nessa faixa de preços e vou procurar! Quanto aos vinhos sulamericanos, vou trabalhar num patamar de preço menor, R$ 35. Com certeza pelos benefícios do Mercosul dá para encontrar vinhos legais nesta faixa de preços.

Para finalizar, apenas ressalto que isso não é uma regra, mas sim um objetivo.

Forte Abraço!

Então é Natal...

Um Feliz Natal a todos!!!

Ontem dia 24 aconteceu a esperada ceia!!! Um verdadeiro evento gastronômico aqui na minha família... tinha bacalhau, penne a carbonara, Perú (é lógico e indispensável), salpicão, risoto de pêra com gorgonzola, fora as sobremesas... frutas, mousse de damasco, sorvete de creme caseiro com calda de chocolate... tudo muito bom e delicioso!

Como eu gosto de vinhos, a micelânia enogastronômica estava armada!!! Um Cava Espanhol Don Román Brut para iniciar as atividades, 11,5% de álcool, equilibrado, porém de acidez marcante e muito aromático, que bouquet! Não tomei anotações, só sei do álcool porque tem uma outra garrafa fechada e estou olhando para ela, a propósito as uvas são: Macabeo, Xarello e Parellada.

Ainda tivemos uma opção de Gewurztraminer da Alsácia, era um 2005, Domaine Paul Blanck, de cor amarelo palha com reflexo dourado, o vinho é aromático, mel e flores, na boca a untuosidade do mel se confirma junto com as frutas brancas e o pêssego. Todo conjunto é harmonioso! Um belo vinho! O melhor da noite natalina...

Com o bacalhau optamos por um Chardonnay chileno, mas a madeira excessiva no corpo do vinho me desapontou. Era um Casas del Bosque Chardonnay 2006, são 06 meses de estágio em carvalho francês de primeiro uso. O vinho com o corpo sobressaltando na boca, um vinho intenso, forte. Mas não deu muito certo com o bacalhau. Não gostei.

Sempre tento com bacalhau beber um Chardonnay com estágio em madeira, mas acho que não estou sendo feliz com essa combinação, vou voltar aos tintos do Alentejo para este prato. Por outro lado meu pai gostou muito desta combinação. Achou o vinho "esplêndido".

Servimos um tinto, leve é claro, optamos pelo Trincadeira 2006 da Adega de Pegões, que você já conhece de um outro post, é só clicar e relembrar.

E hoje a comilança continua... é dia de churrasco! Acho que um malbec argentino para desentoxicar... risos

Mais uma vez: Feliz Natal!!!

Forte Abraço

Os Melhores de 2008

Aproveitando a minha abstinência, termina amanhã, decidí fazer um post com os melhores vinhos que bebí neste ano. Não é uma grande base, uma grande amostra, pelas minhas contas foram aproximadamente cerca de 250 rótulos que experimentei ao longo do ano, mas é uma lista que pode ajudar você leitor a fazer boas compras, mas nem sempre a baixo preço...

Dividí os melhores da seguinte forma, 03 tintos, 03 brancos, 02 rosés, 01 sobremesa e 01 espumante, formando assim o meu Top Ten. Nao existe ordem de melhor ou pior.

No final ainda tem mais uma lista de quatro rótulos nacionais que valem a pena!

Forte Abraço! e Confira abaixo!

Tintos:

Primitivo di Manduria 2005 - Vini Farnese - Itália - Uva: Primitivo - Preço: R$ 165

Casa Rivas Maria Pinto Estate 2003 - Casa Rivas - Chile - Uva: Corte de Cabernet Sauvignon e Syrah - Preço: R$ 100

Humberto Canale Gran Reserva Cabernet Franc 2003 - Bodega Humberto Canale - Argentina - Uva: Cabernet Franc - Preço: R$ 110

Brancos:

Gewurztraminer 2004 - P. E. Dopff & Fills - França - Uva: Gewurztraminer - Preço: R$ 82

Alta Vista Premium Torrontés 2007 - Alta Vista Wines - Argentina - Uva: Torrontés - Preço: R$ 38

Saint Clair Sauvignon Blanc 2007 - Saint Clair Estate Wines - Nova Zelândia - Uva: Sauvignon Blanc - Preço: R$ 67

Rosés:

Crios Rosé of Malbec 2007 - Suzana Balbo - Argentina - Uva: Malbec - Preço: R$ 40

Melipal Malbec Rosé 2007 - Bodega Melipal - Argentina - Uva: Malbec - Preço: R$ 27

Sobremesa:

Tabalí Late Harvest 2006 - Tabalí - Chile - Uva: Moscatel Rosada - Preço: R$ 45

Espumante:

Salton Brut Reserva Ouro - Salton - Brasil - Uva: Corte de Chardonnay, Pinot Noir e Riesling - Preço: R$ 27

Os melhores Nacionais:

Quinta do Seival Castas Portuguesas 2004 - Miolo - Uva: Corte de Alfrocheiro, Touriga Nacional e Tinta Roriz - Preço: R$ 50

Gran Reserva 2002 - Don Laurindo - Uva: Corte Ancelotta e Tannat - Preço: R$ 100

Volpi Sauvignon Blanc 2008 - Salton - Uva: Sauvignon Blanc - Preço: R$ 40

Fortaleza do Seival Pinot Grigio 2006 - Miolo - Uva: Pinot Grigio - Preço: R$25

Salton Reserva Ouro

Este mês de dezembro a Confraria Brasileria de Enoblogs escolheu fazer um post no dia 15 (ontem) sobre um espumante. A escolha do espumante era livre. Eu escolhi este Salto, respeitado e premiado, além de ter sido um presente de pessoas muito estimadas para a minha pessoa.
Mas nos últimos dias tive um problema, um pequeno percalço de saúde me fez tomar determinado medicamentos que me proíbem o consumo do álcool, quem nunca tomou um antibiótico? Portanto não o degustei ainda com a requerida atenção. Mas a Ivania, por coincidência, escolheu o mesmo espumante, clique sobre o nome dela ou no título do post e aproveite para conhecer já este vinho e este interessante blog.
No fds estou de volta as atividades e pretendo postar as minhas impressões!
Forte Abraço!

Notas de Degustação: Lágrimas

Vamos a mais um Notas de Degustação, neste post comentarei um pouco a respeito das chamadas "lágrimas" que um vinho pode ter. Mas antes vamos relembrar um pouco o processo de degustação. Ele acontece em três partes: análise visual, análise olfativa e análise gustativa. Na primeira parte, análise visual, quando observamos o vinho atentamente encontraremos as lágrimas.

As lágrimas demonstram o álcool do vinho, o grau alcóolico do vinho. Normalmente vinhos mais alcóolicos possuem bom corpo e isso agrada o paladar da maioría hoje em dia.

Elas surgem quando agitamos ligeiramente a taça, de forma circular, após um momento de espera, no qual o vinho retorna ao fundo da taçae repousa, as lágrimas se precipitarão das paredes da taça. Quanto maior a quantidade de lágrimas e mais lentamente elas descerem pelas paredes maior o grau alcóolico do vinho.

Um lembrete importante, taças com bojo maior que a boca facilitam as análises que fazemos durante a degustação, mas obviamente não são obrigatórias.

A análise das lágrimas pode ser considerada inútil por alguns pois o rótulo costuma trazer o grau alcóolico do vinho. Mas, para alguns loucos como eu, é fascinante, pois muitas vezes fazemos a degustação "as cegas", sem saber de fato qual vinho estamos bebendo dos quais selecionamos para aquela oportunidade... e aí fica bem divertido tentar descobrir qual é o vinho. E as lágrimas ajudam bastante, pois como sempre tem uvas com mais açúcar que por consequência produzem vinhos mais alcóolicos.

Finalmente, como dizem os portugueses: "se o vinho não chora, choro eu!"

Forte Abraço!

Viña Costeira 2007

Branco, Treixadura(62%), Torrontés(24%), Loureira(4%), Godello(4%) Albariño(6%)

País: Espanha - Galícia

Viño Ribeiro

Preço: R$ 55

Primeiramente, confira o site do produtor! A propaganda do Viña Costeira é no mínimo convencida. Mas é difícil de não gostar de um vinho como esse. Conheci o Viña Costeira 2007 através da Sociedade da Mesa, o qual foi comercializado por melhor preço, R$ 33,50!

É produzido na Galícia, terra de bons vinhos brancos e raros bons tintos. Há de se dizer que para alguns, poucos é verdade, os brancos da Galícia são os melhores da Espanha. Como não experimentei um Rueda ainda, não posso falar, mas este aqui é muito bom e está entre os melhore brancos espanhóis que bebí. Uma curiosidade na Galícia os vinhos são bebidos em taças de louça.

O Viña Costeira tem coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, brilhante. As lágrimas são mais escassas, apenas 11% de álcool. Os aromas trazem as frutas brancas bem frescas, destaque para maçã verde e a pera, com pouco tempo na taça surgem os aromas florais, que são realmente encantadores.

Na boca um vinho leve como uma pena! Com boa acidez e correta, álcool equilibrado e final prazeroso. Este vinho apresenta na boca um toque untuoso bem leve, diferente daquela "manteiga" que alguns chardonnay's são. Ficou bem interessante.

É um companhia perfeita e deliciosa para um final de tarde preguiçoso, especialmente nesse verão quente que está pintando. Pode serví-lo com porções de queijos leves, palmitos e patês.

Este vinho pode ser uma alternativa a um Espumante num coquetel, pela leveza e boa acidez

Forte Abraço!

Duetto Pinot Noir/Syrah 2008

Tinto, Corte Pinot Noir e Syrah

País: Brasil

Casa Valduga

Preço: R$ 23

Este é o segundo vinho nacional que avalio, produzido na serra gaúcha. É um vinho simples e sem madeira. Ao estilo brasileiro as tão combatidas "notas verdes" infelizmente estão presentes.

Na taça cor rubí com reflexos violáceos e já com halo aquoso aparente, o que é ruim, as lágrimas são muitas e de espessura fina. Os aromas são frutados, frutas vermelhas com um toque de ameixa.

Na boca o corpo é leve com boa acidez e taninos rústicos. O álcool está equilibrado e o amrgor é presente, o retro-olfato traz o fruto vermelho e o final é curto

Talvez com comida melhore, mas não pode ser nada muito pesado, talvez uma tábua de queijos leves.

Forte Abraço!

Fortaleza do Seival Tempranillo 2006

Tinto, 100% Tempranillo

País: Brasil

Miolo

Preço: De R$ 18 a R$ 25

Este vinho foi tema da Confraria Brasileira de Enoblogs em outubro, eu ainda não era blogueiro e não participava. Este vinho está na minha adega há praticamente um ano, e não tinha intenção de comentá-lo, mas como ví alguma controvérsia, discordâncias nos posts dos confrades mudei de idéia.

Este vinho vem da Campanha Gaúcha, região de grande esperança para nós enófilos brasileiros. Muito próxima do Uruguai e dentro dos chamados paralelos do vinho, basicamente regiões que são propícias para o cultivo da uva, com características como amplitude térmica, noites frias e dias quentes. As vinhas da Miolo nesta região tem mais de 30 anos. Esses dois fatos aliados nos dão a esperança de grandes vinhos nacionais e a bons preços. Em breve farei um "Notas de Degustação" a respeito dos paralelos para melhor compreensão.

A Tempranillo é uma das uvas emblemáticas da Espanha, muito presente na Rioja e na Navarra, normalmente faz vinhos de muita longevidade.

Sobre o vinho tem coloração rubí com reflexos violáceos e halo aquoso já aparente denotando evolução. As lágrimas são abundantes e de espessura fina, demonstrando o grau alcóolico elevado.

Os aromas remetem a frutas negras maduras, especiarias e algo de madeira que não consegui identificar. Os aromas tem persistência moderada, em que pesem não sofrerem alterações, as frutas se fortalecem com o tempo.

Na boca apresenta corpo bom, mas sem grande estrutura, boa acidez e leve amargor. Os taninos e o álcool podem evoluir. Os taninos estão um pouco verdes e a sobra de álcool aparece dando aquela queimadinha na garganta. Os retrogostos são herbáceos, quase vegetais. O final é razoável.

Foi com pizza e acompanhou bem, as pizzas eram leves (marguerita e cogumelos), dá para dizer que melhorou com a comida.

É um vinho bom, mas não é uma boa compra, nessa faixa de preço temos melhores opções argentinas e chilenas, mas nacionalmente falando, com certeza é uma boa compra, se vc conseguir encontrar por menos de R$ 20 então... é possível.

Forte Abraço!

Crios Rosé of Malbec 2007

Rosé, 100% Malbec

País: Argentina

Domínio del Plata - Susana Balbo

Preço: De R$ 35 a R$ 40

Outro rosé argentino, outro rosé de Malbec. Susana Balbo tem "nome" no mundo do vinho, é respeitada, é a Enóloga presidente do projeto "Wines of Argentina" e esteve em Campinas recentemente apresentando-o numa degustação promovida pela ABS-Campinas. Ela considera que "o vinho está vinculado à cultura, à gastronomia e ao bom viver." Como nós, uma apaixonada!

O Crios Rosé é um vinho reconhecido por sua qualidade e vem ganhando premiações e boas notas, na edição atual da Adega (número 37) está bem pontuado e com o selo de Best Buy, a Gula elegeu como o "Rosé do ano", para ficarmos no Brasil.

É um vinho vermelho vivo, brilhante e translúcido, uma cor fascinante! Chorão, tem muitas lágrimas finas, denotando os 13,8% de álcool. Outro ponto é que o halo aquoso já aparece e é visto facilmente, indicando bom momento para o consumo.

Os aromas remetem basicamente a frutas vermelhas maduras, característica incomum a um rosé, normalmente essas frutas são frescas, admito que essa característica empolgou! No nariz ainda tive uma sensação forte de groselha e algo floral, muito gostoso e com boa persistência aromática.

Na boca a empolgação se confirmou com um vinho fresco e equilibrado! O álcool totalmente domado, a acidez é boa e correta, o corpo é médio e sem amargor, definitivamente um vinho surpreendente. Os aromas de boca e retro-olfato trazem as frutas vermelhas maduras dando ao vinho um final adocicado. Aliás esse final me chamou a atenção, por ser um rosé, é muito persistente, com certeza um final longo para esse tipo de vinho.

Depois disso tudo apenas reforço que deve ser consumido de imediato! Assim, nesta exuberante juventude, como diz o contra rótulo.

Harmonizou elegantemente com um aperitivo de linguiças de frango. Também acho que com patês ficará bom, especialmente se forem de gorgonzola e azeitonas pretas, deve ficar sublime.

Superou o Melipal Malbec Rosé, que eu havía dito como o melhor rosé do Novo Mundo que bebí este ano. Este vinho merece todos os elogios!

Fica aqui ainda uma crítica as pontuações que recebe, sempres inferiores a 90 pontos, o que mais se quer de um rosé? É lógico que não é perfeito (100 pts), mas exigir mais dele é transformá-lo num tinto, e não é o seu propósito. 4 taças para ele e com louvor!

Forte Abraço!

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Notas de Degustação: Taninos

Este final de semana que passou foi muito especial! Meu grande amigo Faber se casou com a minha grande amiga Heloísa, foi uma festa linda! E ainda fui honrado com a oportunidade de ser padrinho de pessoas tão estimadas.
Como foi em São Paulo, passei o fds na casa de outro estimado casal de amigos, Gugu e Fernanda, que se casaram recentemente e me honraram com o convite para padrinho também. Foi a primeira vez que visitei o apto e fui brindado com um magnífico risoto de funghi no jantar de sexta, acompanhado das excelentes cervejas Eisenbahn, o mundo não é só vinho... Isso para não falar no Brigadeirão de sobremesa... Que delícia!
Conversando com meu amigo sobre este blog e possíveis melhorías, descobrí algo que me chamou atenção, ele não sabía o que eram lágrimas nem taninos. O que me faz perceber que a cultura do vinho em nosso país é de fato mínima, para não utilizar um termo mais pesado. Das lágrimas falarei em outro post.
Os taninos são percebidos na análise gustativa, ou seja quando bebemos o vinho. Trazem aqulea sensação comum a frutas verdes, o "amarrar". Quando comemos uma fruta verde reclamamos que ela "trava" a boca, amarra, a ponto, em casos extremos, de não conseguirmos terminar de comê-la.
No vinho essa sensação define muitas vezes a qualidade do vinho, quando o tanino está ruim, quando o vinho amarra de forma a trazer um desconforto, classificamo-os como um tanino verde e o vinho como ruim.
Quando esta sensação é prazerosa, gentil, enfim quando a "amarrada" é gostosa, é possível, acredite, chamamos os taninos de maduros. Mas eles podem melhorar... sendo classificados como redondos, finos, finíssimos e o delicioso veludo. Há alguns que falam ainda em taninos doces, isso surge geralmente quando a carga tânica é pequena e os taninos são prazerosos, redondos, aliados há algum retrogosto doce.
Um vinho pode ter ainda muito ou pouco tanino. Isso depende basicamente da uva, existem uvas com cargas tânicas menores, como por exemplo a Trincadeira, Bonarda, Merlot e a Pinot Noir. Normalmente vinhos com carga tânica de razoável para pequena tem uma longevidade menor. Sempre há exceções que confrimam a regra. Malbec, Cabernet Sauvignon, Primitivo, entre outras são uvas de carga tânica elevada.
Perceberam que citei apenas uvas tintas? Os taninos vem da casca da uva, tem na semente também, mas estas não passam pelo processo de vinificação. Nos vinhos tintos as cascas passam, já nos brancos as cascas não fazem parte e portanto os vinhos brancos não tem taninos. Bom, a gente sabe que pra toda regra tem exceção, já sei de vinhos brancos onde as cascas passam por uma suave prensagem, para uma maior extração, esses vinhos brancos podem ter taninos, mas a quantidade é tão pequena que passa despercebida...
Os taninos são os principais responsáveis pelos benefícios que o vinho traz a saúde, logo concluímos que apenas os vinhos tintos fazem bem a nós seres humanos.
A sensação de amarrar do tanino ainda tem o nome "técnico" de Adstringência.
Forte Abraço!

Château Bel Air 2005

Tinto, Corte de Merlot e Cabernet Sauvignon

País: França

Petit Châteaux - Bordeaux

Preço: R$ 45

Para os "francóticos" de plantão! É meu pai... esse é para vossa senhoría. Um Bordeaux! Só que de Superieur, como diz no rótulo, ele não tem nada! É um vinho simples.

Isso não quer dizer que seja ruim, apenas simples. Como todos os vinhos franceses preza pela elegância, apenas 12% de álcool.

No visual temos uma cor rubí translúcida e brilhante. As lágrimas são finas e em pouca quantidade. Os aromas trazem a grande virtude deste vinho: frutas! vermelhas e frescas, acompanhadas de notas de especiarias e menta.

O corpo é médio, os taninos estão redondos, porém em quantidade apenas razoável. Tem boa acidez e leve amargor. Um retrogosto de fruta com toque herbáceo. O final é intrigante pois é ligeiro mas prazeroso! Um vinho aceitável, honesto!

Apesar da pouca complexidade, uma boa opção, especialmente, para os "francóticos".

Forte Abraço!

Obs.: "Francóticos" são os admiradores do vinho francês com forte ímpeto para defendê-lo como o melhor do mundo...

Argento Reserva Bonarda 2007

Tinto, 100% Bonarda

País: Argentina

Argento Wine Company

Preço de R$ 20 a R$ 30

Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, foi selecionado pelo curitibano Leonardo do Viva o Vinho! Não encontrei o vinho em Valinhos, Campinas ou Jundiaí. Como estava de viagem marcada para Curitiba, para visitar meus familiares, não me preocupei muito.

Em Curitiba fui dureto na Cave del Rey, onde sempre fui muito bem atendido pelo Ismael. Não tinham o vinho. Pensei comigo, vou para o Mercado Municipal, paraíso dos amantes da gastronomia e do vinho, se não encontrar em uma das inúmeras adegas que tem lá, vai ficar difícil. Antes parei no Mercadorama Juvevê, supermercado com uma adega bem legal, mas não tinha também...

No Mercado Municipal encontrei em algumas lojas os preços rondavam R$ 20, comprei por R$ 19,90. Fiquei satisfeito. Depois cheguei a ver até por R$ 30... E incríveis R$ 17,60 na Família Farinha, uma das melhores padarias,confeitarias e café que tem em Curitiba. Lá tem uma adega razoável, quando bati o olho nos R$ 17,60, fiquei triste, mas o Melipal Rosé a noite resolveu essa tristeza momentânea.

Depois conversando com o Rafael (De Vinho em Vinho...) e o Alexandre (Diário de Baco), ambos não encontraram o vinho em Campinas também. Começamos a chamar o Argento de lendário... risos... Enfim acabamos bebendo o lendário juntos.

A Bonarda é uma uva com origem no Piemonte, Itália. É muito cultivada na Argentina, sendo a segunda em consumo por lá, quando falamos de vinho tinto. Até pouco tempo existiam mais vinhedos de Bonarda que de Malbec na Argentina, fiquei pasmo quando li esta informação no guia Descorchados 2008 de Patrício Tápia.

Assim como a Trincadeira, uva do último post, a Bonarda também tende a fazer um vinho "feminino" com pequena carga de taninos e bem agradáveis. É um vinho para harmonizar com massas leves e molhos simples (ao Sugo, coisas do tipo), aves e grelhados. Se você é como meu grande amigo Farache e não gosta de vinho branco, primeiro que Deus te perdoe! risos... Mas você podería beber este com peixe, desde que sejam os gordos (como Pintado ou Salmão) e/ou fritos. Já com os peixes brancos e delicados acho que não dá, mas se não tiver alternativa... Pode tentar.

O lendário é um vinho de cor rubí com reflexo violáceo e chorão! Os aromas remetem a frutas vermelhas e negras frescas, com muita especiaria, principlamente pimenta, conforme fica na taça, os aromas de baunilha e chocolate surgem preguiçosos. Este vinho estagia 09 meses em barricas de carvalho, mas a madeira está bem integrada e discreta.

Na boca o vinho tem corpo de leve para médio, acidez moderada e álcool equilibrado. A carga tânica é pequena e redonda resultando num final apenas razoável e doce.

Um vinho para momentos de descontração e com os amigos principalmente no famoso "Queijos e Vinhos".

Forte Abraço!

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