Notas de Degustação: Taninos

Este final de semana que passou foi muito especial! Meu grande amigo Faber se casou com a minha grande amiga Heloísa, foi uma festa linda! E ainda fui honrado com a oportunidade de ser padrinho de pessoas tão estimadas.
Como foi em São Paulo, passei o fds na casa de outro estimado casal de amigos, Gugu e Fernanda, que se casaram recentemente e me honraram com o convite para padrinho também. Foi a primeira vez que visitei o apto e fui brindado com um magnífico risoto de funghi no jantar de sexta, acompanhado das excelentes cervejas Eisenbahn, o mundo não é só vinho... Isso para não falar no Brigadeirão de sobremesa... Que delícia!
Conversando com meu amigo sobre este blog e possíveis melhorías, descobrí algo que me chamou atenção, ele não sabía o que eram lágrimas nem taninos. O que me faz perceber que a cultura do vinho em nosso país é de fato mínima, para não utilizar um termo mais pesado. Das lágrimas falarei em outro post.
Os taninos são percebidos na análise gustativa, ou seja quando bebemos o vinho. Trazem aqulea sensação comum a frutas verdes, o "amarrar". Quando comemos uma fruta verde reclamamos que ela "trava" a boca, amarra, a ponto, em casos extremos, de não conseguirmos terminar de comê-la.
No vinho essa sensação define muitas vezes a qualidade do vinho, quando o tanino está ruim, quando o vinho amarra de forma a trazer um desconforto, classificamo-os como um tanino verde e o vinho como ruim.
Quando esta sensação é prazerosa, gentil, enfim quando a "amarrada" é gostosa, é possível, acredite, chamamos os taninos de maduros. Mas eles podem melhorar... sendo classificados como redondos, finos, finíssimos e o delicioso veludo. Há alguns que falam ainda em taninos doces, isso surge geralmente quando a carga tânica é pequena e os taninos são prazerosos, redondos, aliados há algum retrogosto doce.
Um vinho pode ter ainda muito ou pouco tanino. Isso depende basicamente da uva, existem uvas com cargas tânicas menores, como por exemplo a Trincadeira, Bonarda, Merlot e a Pinot Noir. Normalmente vinhos com carga tânica de razoável para pequena tem uma longevidade menor. Sempre há exceções que confrimam a regra. Malbec, Cabernet Sauvignon, Primitivo, entre outras são uvas de carga tânica elevada.
Perceberam que citei apenas uvas tintas? Os taninos vem da casca da uva, tem na semente também, mas estas não passam pelo processo de vinificação. Nos vinhos tintos as cascas passam, já nos brancos as cascas não fazem parte e portanto os vinhos brancos não tem taninos. Bom, a gente sabe que pra toda regra tem exceção, já sei de vinhos brancos onde as cascas passam por uma suave prensagem, para uma maior extração, esses vinhos brancos podem ter taninos, mas a quantidade é tão pequena que passa despercebida...
Os taninos são os principais responsáveis pelos benefícios que o vinho traz a saúde, logo concluímos que apenas os vinhos tintos fazem bem a nós seres humanos.
A sensação de amarrar do tanino ainda tem o nome "técnico" de Adstringência.
Forte Abraço!

8 comentários:

  1. meu amigo...

    nesse mundo do vinho, de que ainda pouco sei, fico feliz em ver que habitam boas almas como a sua, que sabem expressar com simplicidade, a complexidade.

    um grande abraço!
    Alexandre

    ResponderExcluir
  2. Alexandre,

    Caro amigo, muito obrigado por tamanho elogio.

    Forte Abraço!

    ResponderExcluir
  3. Boa Cristiano!
    Estou adorando o série...
    Espero o próximo post sobre as lágrimas.
    Abração,
    Rafael.

    ResponderExcluir
  4. Fala, Cris. Muito boa a explicação. Agora estou lhe devendo um vinho. Tinto de preferência.
    Gugu

    ResponderExcluir
  5. Gugu,

    Pra mim? Tinto de preferência?

    Não... vinho de preferência...

    Forte Abraço!

    Cristiano

    ResponderExcluir
  6. Cristiano, uma dúvida. Os brancos sur lie não tem tanino?. Provando alguns exemplares, como o Casillero Sauvignon Blanc, e recentemente um Petit Chablis, tive a nítida impressão da (leve) presença de taninos.

    Abraço.

    ResponderExcluir
  7. Aldo,

    Até onde me consta, a resposta é não. Não conheço nenhum branco onde as cascas passem pelo processo de vinificação.

    Quanto aos vinhos que vc experimentou, não conheço o Petit Chablis, mas o Casillero Sauvignon Blanc já bebi 2006 e 2007, a sensação que tenho é de um caráter herbáceo muito marcante na boca. Esse caráter vegetal pode lembrar taninos, pois dão uma sensação "verde" à boca.

    Obrigado por participar!

    Forte Abraço!

    Cristiano

    ResponderExcluir
  8. Prezado, comprei recentemente o argentino CRIOS MALBEC para acompanhar um churrasco. Apesar de todos falarem muito bem desse vinho, para sua faixa de preço, ele ressecou demais a minha língua. Parecia banana com cica. Como tenho mais umas garrafas pergunto se com o tempo (1 ou 2 anos) melhora. Sei que não é um vinho para guarda e como não tenho adega essa guarda não é nas melhores condições. Entretanto, do jeito que está o vinho não é prazeroso. obrigado.

    ResponderExcluir

Algum comentário? Fique a vontade!

Advertência

O conteúdo deste blog é destinado a maiores de 18 anos. Seja responsável, se beber não dirija!