Cono Sur Riesling 2009, Convidativo!!!


Branco, Riesling
Chile
Cono Sur
Preço: R$ 29
Esse foi o vinho tema da Confraria Brasileira de Enoblogs deste mês, porém na safra 2007. Foi escolhido pelo amigo Jean, o Tanino. Eu não estava encontrando e quando o encontrei foi muito gratificante e interessante poder encontrar a safra 2009, assim podemos fazer um comparaivo.
De um riesling sempre esperamos elevada acidez e elegante mineralidade e este aqui atendeu as expectativas. Um vinho leve, fresco e aromático.
Na taça apresentou cor amarelo-palha com reflexo esverdeado e lágrimas, muitas lágrimas. Ao nariz trouxe intensos aromas de fruta cítricas em caldas, como abacaxí e pêssego, belo toque mineral, algo semelhante a um petrolado, atraente! Convidando você a experimentar de imediato.
Na boca o ataque teve frescor, discreta untuosidade e doçura, confirmando as frutas em caldas como retrogosto, boa persistência. Definitivamente a acidez marcante da riesling se destacou tornando o vinho típico!
Sugiro com camarões ao molho de maracujá ou laranja e de preferência no final de uma tarde preguiçosa...
Forte Abraço!

Berço do Infante 2006, um Best Buy...


Tinto, Aragonês (50%) e Castelão (50%)
Portugal
Dão Sul
Preço: R$ 24,80
Temos aqui uma das melhores compras disponíveis no mercado, na minha modesta opinião. Os vinhos básicos portuguesese tem demonstrado qualidade excelente e excepcional relação de preço.
Vinho Regional da Estremadura, o Berço do Infante agrada pela sua fruta madura e pela textura de seu corpo e taninos, tudo equilibrado e saboroso. Está em excelente momento de consumo e pode ser encontrado com facilidade, principalmente nas lojas da Expand, seu importador.
Na taça apresentou cor rubí com reflexo violáceo, halo aquoso semi desenvolvido indicando bom momento para o consumo. O nariz não é complexo mas os aromas são muito intensos e persistentes com destaque para as frutas vermelhas maduras.
A boca confirma as frutas no retrogosto com bom volume de sabor e corpo equilibrados a textura de taninos sedosos, boa acidez e álcool correto. Sem arestas, este vinho surpreende com boa persistência.
É um vinho do estilo frutadão que podemos servir aos amigos sem nenhuma preocupação. Pode acompanhar pratos como porco: lombo, pernil e até mesmo uma costelinha... E podemos nos divertir com ele por todo 2010...
Forte Abraço!

A Sirio 2000, Soberbo!!!


Tinto, Sangiovese, Cabernet Sauvignon
Itália
A A Sangervasio
Preço: R$ 149
Este italiano, um supertoscano, foi o segundo vinho do almoço. Bateu forte no Clos de los Siete. Este vinho é oriundo da mágica Toscana e mostrou que o tempo lhe faz bem, muito bem...
Na taça apresentou cor rubí viva e translúcida, com halo aquoso desenvolvido e muitas lágrimas na taça. Outro ponto que chamou a atenção é que apesar de decantado este vinho apresentou muito material sólido, residual na taça.
Os aromas começaram com notas animais, algo de couro e terra molhada. As frutas secas começaram foram perdendo a timidez com o tempo até dominarem o painel, ainda encontramos notas de balsâmico e alcaçuz. Muita intensidade e complexidade aromática...
Na boca o ataque teve elegância e sutileza. Os taninos estavam maduros e amigáveis, acidez e álcool corretos e corpo médio. O retrogosto tem excelente persistência e traz a lembrança das frutas secas. Acho que pode ser harmonizado com porco, especialmente pernil assado.
Enfim... um vinho para beber com os melhores amigos.
Forte Abraço!

Clos de Los Siete 2006, Frustrante...


Tinto, Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot
Argentina
Clos de los Siete
Preço: R$ 97
Era domingo chovía e os nossos planos de churrasco foram literamente por água abaixo. Mesmo assim eu e Alexandre (Diário de Baco) nos reunimos para assar as carnes no forno e beber duas garrafas.
A primeira foi este blend argentino, famoso, devidamente decantado, mas, infelizmente, não entregou o resultado prometido e não vale o preço. É uma pena investir tanto num vinho e se desapontar, mas... o que fazer? Ainda bem que o vinho seguinte deu conta do recado.
O Clos de Los Siete apresenta coloração rubí púrpura muito intensa e sem halo aparente. Os aromas tem forte presença das frutas veremelhas e negras maduras. Aí temos o primeiro problema, apesar da boa intensidade não apresentou mudança, não apareceu mais nada na taça, só fruta...
Na boca sobra álcool apesar do bom corpo e boa acidez. Taninos macios e retrogosto frutado com razoável persistência. Pode acompanhar carnes mais fibrosas.
Apesar de não ser um 'mico' não recomendo o consumo deste vinho nesta safra. Eu sei que é ousado, ainda mais por se tratar de um vinho do mundialmente conhecido Michel Rolland porém não me agradou e achei caro, muito caro.
Forte Abraço!

Abre Aspas: Vinho e Amizade

Essa é de um grande amigo do Paulo Queiroz (Nosso Vinho), o Alcir, que me falou essa no Varanda em Sampa:

"Vinho se harmoniza com os amigos!"

Reformulações... Tentando Melhorar Sempre

Durante o mês de novembro estudei uma forma de reformular o conteúdo deste Blog e percebí que o Vivendo Vinhos tem algumas carências, que pode explorar mais alguns temas e resgatar alguns projetos.
A partir de janeiro você irá encontrar minha opinião sobre algum tema relacionado ao vinho, na verdade é o início de uma sessão que se chamará "Opinião" e que será encontrada a direita da sua tela.
Voltará a encontrar os posts 'Notas de Degustação' que tratam sobre o ritual da degustação. Tenho o objetivo de criar uma sessão de harmonizações e gastronomia com posts mensais e quem sabe... análisar alguns restaurantes e mais especificamente suas cartas de vinho.
Quero abrir um espaço para citações sobre vinho. Também pretendo criar a sessão de vinhos 'não recomendáveis', normalmente não 'posto' os meus micos, mas está na hora de mudar.
Por fim gostaría de esclarecer que o conteúdo central do Blog continuará sendo as minha vida "enológica", principalmente os vinhos que bebo e degustações que participo.
Forte Abraço!


Montes Selección Limitada Pinot Noir 2008


Tinto, Pinot Noir
Chile
Viña Montes
Preço: R$ 46
Este é um dos vinhos da minha lista de dicas de Natal. Um Pinot Noir, uva emblemática da Borgonha e que se adaptou bem ao solo do Vale de Casablanca no Chile. Este pinot tem uvas de Casablanca, mas também do Vale de Leyda, portanto é um blend de mesma cepa.
Sou fã dos pinot's em geral pela sua maciez e elegância. Vinhos leves, frescos, fáceis de agradar e saborosos, em que pese alguns serem de extrema complexidade e longevidade. Curioso pois a pinot é uma uva de tão árduo cultivo que chega a ser difícil acreditar que algum produtor possa todo ano fazer um vinho de qualidade.
Final de primavera, chegada de verão... Tempo de calor, mas ainda temos aquelas chuvas no fim da tarde que refrescam o clima... Acho ideal esse entardecer para beber um bom pinot noir pois essa mudança climática nos inclina a deixar os brancos e partir para os tintos... Então por que não bebermos um vinho feito com a uva mais branca das tintas???
Enfim, depois de todos esses argumentos espero que experimente harmonizar este vinho com o clima e alguns bons amigos. Este aqui bebí em Jundiaí na Rosso Bianco acompanhado de minha esposa e do amigo Daniel (Vinhos de Corte).
Na taça cor rubí translúcida e intensa, viva! Muitas lágrimas, mas nem no nariz nem na boca o álcool incomodou. Os aromas remeteram as frutas vermelhas e do bosque já maduras. Toques herbáceos, de especiarias e ervas completavam o painel. Um leve toque de animal e terroso deu o ar da graça depois de um bom tempo na taça.
Na boca bom equilíbrio entre álcool, acidez e taninos (finos). Com boa persistência o retrogosto confirmou o olfato com muita fruta madura.
Como percebemos, apesar de 08 meses de madeira (carvalho francês), este vinho tem um estilo frutado e a madeira amacia o palato e dá ao vinho um bom tempo de guarda. Falando nisso acredito que possamos consumir esse vinho nos próximos 04 anos, sem dúvida ele vai evoluir nesse período.
Apesar de ter sugerido que harmonize este vinho com o clima podemos pensar num bom faisão para acompanhar.
Forte Abraço!

Dicas de Natal: Alguns Vinhos...

O Natal está chegando e é hora de presentarmos nossos entes queridos e amigos. As vezes fico me perguntando como esse momento é tão mágico? No fundo acho que o Natal tira dos seres humanos o melhor! Tira o compartilhar, o dividir, o alegrar-se enfim o amor!
Bom... sempre temos um amigo que gosta de um vinhozinho... mas como escolher o dito cujo? E agora??? Sei... e ainda tem o tamanho do meu bolso versus o tamanho do bolso dele... competição muitas vezes desigual. Não vamos perder os cabelos.
Todo mundo sabe que apesar do crescimento dos vinhos brancos e espumantes no Brasil as opções mais seguras ainda são os tintos, ainda mais se for um amigo (homem) a ser presenteado. Então tivemos um bom começo! Mas existem milhões de uvas, mais de uma dezena de países produtores e, Meu Deus!!!, uma montanha de safras para escolher... Desse jeito você vai ficar careca...
Não invente, escute o vendedor caso o mundo do vinho seja estranho... Caso não lembre-se que os vinhos chilenos caíram no gosto do brasileiro faz algum tempo, especialmente os Cabernet Sauvignon, mas os Carmenère e os Merlot chilenos de safras recentes são boas opções, principalmente se seu amigo disse, reclamou de algum vinho muito "forte"...
Mas se não reclamou os Malbec´s argentinos ainda estão na moda, aliás na Argentina existe alguma coisa de Tempranillo interessante a bons preços. Mas se ele(a) reclamou do vinho forte mais de uma vez parta para um Pinot Noir chileno que não tem erro! Pode ser da Patagônia argentina também...
Não falei de nenhum vinho europeu ou norte-americano ou australiano ou sulafricano, de onde mais tem? Quando saímos do Mercosul o preço fica um pouquinho mais salgado e nem sempre temos a mesma qualidade, então... não invente!
Mesmo assim, se for de Australia as linhas Rosemount e Down Under´s são bem interessantes especialmente os Shiraz. Nos EUA encontramos com alguma facilidade Painter Bridge e Delicato, opte pelo Zinfandel para surpreender ou pelo Cabernet Sauvignon para garantir o resultado. Aliás da África do Sul também vá de Cabernet... apesar da Pinotage ser a uva ícone ela produz vinhos mais leves nem sempre do gosto do presenteado.
Europa é outro departamento... um verdadeiro desafio escolher algo, mas Alentejo e Douro em Portugal são opções para lá de seguras e a bons preços. Na Espanha, para economizar, procure vinhos da Navarra e na Itália??? Seja tradicional e compre um bom Chianti! Talvez um IGT Toscana... Na França esqueça Bordeaux, Borgonha (isso deve me trazer algum azar), parta para o Sul da França... bons vinhos com certeza.
Agora vou me arriscar indicando alguns rótulos... Apenas brancos e tintos. Estabelecí como preço limite R$ 100, mas algum vinho pode ter passado disso... porém a maioria deles fica entre R$ 30 e R$ 60. Espero que desfrutem deles com os melhores amigos e familiares, recebendo-os ou melhor... presenteando com eles!!!
- TINTOS:
- Finca La Linda Malbec ou Tempranillo (ARG)
- Crios Malbec (ARG)
- Newen Pinot Noir (ARG)
- Norton Merlot (ARG)
- Mendel Malbec (ARG)
- Alamos Malbec, Bonarda ou Pinot Noir (ARG)
- Casillero Del Diablo Merlot 2007 (CHI)
- Monte Selección Limitada Cab Sauv/Carmenère ou Pinot Noir (CHI)
- Casas Del Bosque Pinot Noir (CHI)
- Casa Lapostolle Merlot ou Cabernet Sauvignon (CHI)
- La Joya Merlot (CHI)
- Delicato Zinfandel ou Cabernet Sauvignon (EUA)
- Lucilla IGT Toscana (ITA)
- Artero Tempranillo (ESP)
- Quinta de Seuval Castas Portuguesas (BRA)
- Reserva da Serra Merlot - Lídio Carraro (BRA)
- Quinta do Cabriz Reserva (POR)
- Quinta do Crasto (POR)
- BRANCOS:
- Saurus Chardonnay (ARG)
- Crios Torrontés (ARG)
- Alta Vista Premium Chardonnay ou Torrontés (ARG)
- Casa Valduga Gewurztraminer (BRA)
- La Joya Sauvignon Blanc, Gewurztraminer ou Reserva Sauvigno Blanc (CHI)
- Secreto (CHI)
- Anakena Riesling (CHI)
- Chateau Saint Michele Gewurztraminer ou Riesling (EUA)

E o Paulão quebrou a banca!!!

Sabe... há alguns meses conhecí um sujeito. Cara bacana, articulado, bem humorado, profissional de sucesso, pai de família, esposo dedicado, bom de papo e amante dos vinhos. Esse cara tem um blog sensaconal e único, porque nele os vinhos não são comentados, descritos, algo mais acontece por lá, os vinhos são colecionados! Ou seríam os amigos? Conhecendo um pouco dele, tenho certeza que são os amigos, mas como ele não é nenhum pouco egoísta ele divide a paixão dos amigos pelo vinho. Negócio de louco, não? Mas espetacular!
Bom... já volto nesse assunto... Era sábado, o dia amanheceu claro aqui no interior de SP, razoavelmente quente, prometía... sete blogueiros e enófilos inverterados estariam juntos nas primeiras horas do almoço para se confraternizar. Confraternizar um ano de amizades, um ano de sucesso, um ano de bons vinhos e um ano de Enoblogs.
O local escolhido era o Varanda, onde o excepcional Sommelier Thiago Locatelli daría um show escolhendo a ordem dos vinhos e serivindo-os com maestria. Os cavalheiros eram Alexandre (Diário de Baco), Beto Duarte (Papo de Vinho), Claudio (Le Vin au Blog), Daniel (Vinhos de Corte), João Filipe (Falando de Vinhos) e Paulo (Nosso Vinho). É óbvio que pelo título e pela descrição vocês já sabem de quem estou falando, mas deixemos esse assunto para um pouco mais adiante...
Os vinhos eram: Brédif Vouvray Brut (duas garrafas), Juan Rojo, Erasmo, Afincado, Montuz, Quinta da Leda, Farnese Primitivo di Manduria, Prios Maximus Roble, Abadia de San Quirce Crianza e John Duval! 07 países representados entre 02 garrafas de espumante e 9 de tintos. A idéia foi simples cada um leva uma garrafa e nos confraternizamos, aí, gentilmente a Vinci cedeu ao João Filipe duas garrafas desse delicioso espumante para brindarmos, que aliás harmonizou com uma picanha suína de forma esplêndida. A Cultvinho cedeu dois espanhóis (Prios Maximus e Abadia de Quirce) equilibrados e marcantes para desfrutarmos. A tarde seguía fantástica entre os brindes de alegria.
Bom já tínhamos almoçado os Bifes de Ancho e Chorizo, já estávamos no café na verdade, aí  sabe que aquele cara do começo do post apareceu, aquele cara cheio de qualidades mas com um defeito só! Competitividade!!! Como o vinho dele não podería ser o melhor do almoço??? Nós não conseguíamos decidir qual vinho escolher... E ele apelou... pediu um Tignanello e ganhou!!! Abençoado seja esse Paulo Queiroz por gostar tanto dos amigos e nos brindar com este presente. Enfim ele quebrou a banca de julgadores e ganhou por unanimidade.

Para falar só um pouquinho do Tignanello, foi como o Claudio definiu: estávamos com uma Ferrari estacionada a nossa frente, cada um pegou sua taça e dirigiu livremente por uma auto estrada, a cada curva, reta, subida ou descida uma sensação, uma emoção! O vinho beira a perfeição, equilibrado, potente, redondo, de acidez excepcional , tinha tudo no retrogosto e no aroma além da infinita persistência. Mas o melhor aconteceu, como diz o Alcir, grande amigo do Paulão, o vinho harmonizou com os amigos! Não podería ser melhor. Depois elegemos os três melhores excluindo o Tignanello...
Ficam as fotos das vítimas...
Forte Abraço!

Terramater Shiraz Zinfandel 2006


Tinto, Zinfandel, Shiraz
Chile
Terramater
Preço: R$ 35
Este vinho com certeza é uma boa opção. Chance de conhecer um Zinfandel que não é norte americano, quase um milagre para dizer a verdade.
Na taça um rubí quase preto com muita intensidade de cor, sujando a taça... halo aquoso notório e muitas lágrimas correndo pela taça.
Os aromas remeteram as duas cepas! O herbáceo e as especiarias foram de responsabilidade da Syrah e faziam o "pano de fundo" do palco da Zinfandel que trazia as frutas vermelhas e negras em geléia com exuberância! Muita intensidade aromática para este vinho. O tempo trouxe notas de chocolate e baunilha.
Na boca o ataque foi elegante, com bom corpo, acidez correta e taninos maduros este vinho com certeza faz um bom par com comida. Final satisfatório e perene.
Diferente de muitos sulamericanos este vinho não tem toda aquela potência e o retrogosto doce, confirmando as frutas em geléia, sugerem carnes como molhos agridoces. O meu foi com uma Fraldinha com Canela e Alecrim, mas um Cordeiro com Molho de Jabuticaba ou um Lombo de Porco com geléia de futas negras podem ser um casamento de sucesso!
Forte Abraço!

G. Butron Late Harvest 2006



Branco Doce, Gewurztraminer, Sauvignon Blanc
País: Chile
G. Butron
Preço: R$ 25
Este chileno de sobremesa foi uma grata surpresa! É talvez o melhor custo-benefício que encontrei nos vinhos de sobremesa recentemente. É a Vinis de Itatiba SP que noz trás este bom exemplar.
Na taça já apresenta cor amarelo dourada com halo aquoso já aparente. As lágrimas são espessas e correm abundantemente pelas paredes da taça.
O nariz trouxe um painel de boa complexidade e boa intensidade com aromas florais dominando além de fruatas brancas e frutas cítricas em caldas.
Na boca apresentou boa untuosidade e equilíbrio. Com acidez suficiente para suportar o açúcar, corpo médio e final de média persistência e com o retorgosto confirmando as frutas cítricas em caldas.
Com certeza uma boa opção para acompanhar as mais variadas sobremesas, sempre respeitando aquela regra de que o vinho deve ser mais doce que a sobremesa em si. Sugiro experimentar com um aperitivo de damasco recheado com queijo brie ou gorgonzola.
Forte Abraço!

PARABÉNS ENOBLOGS!!!




Hoje o Enoblogs completa um ano de vida! Esse portal que uniu os blogs do Brasil e alguns do mundo cresce de forma fantástica e brilhante. Proporcionando a todos os leitores e apaixonados pelo vinho material e opinião de qualidade.
Se você não conhece o Enoblogs não perca esta oportunidade!
Ao amigo Alexandre parabéns por mais este sucesso!
Forte Abraço!

E para comemorar...

Acho que devemos sempre comemorar as vitórias da vida e um ano de Vivendo Vinhos foi comemorado com dois casais de amigos que fiz através do vinho. Além do reencontro com um deles que tinha passado 15 dias pela Europa... Abraços, sorrisos, alegria, tudo aquilo que faz a vida valer a pena.

Foi um churrasquinho muito bacana, com dois vinhos brancos de uvas italianas e desconhecidas para nós (Grilo e Pecorino). A Grilo lembra um Sauvignon Blanc e a Pecorino, que não é queijo, é um vinho levíssimo de sabores e aromas cítricos. Para quem quiser conhecer um pouco mais da Pecorino, pode clicar aqui e consultar a Wine Library (utilizei o Google Translator... não sei se foi a melhor idéia...)

Depois quatro tintos... Um dos mais legais foi o Mencia, espanhol da DO Valdeorras, com muita personalidade e carga tânica enorme e aveludada... Mas ainda teve um Rutini maravilhoso e Zuccardi tremendo e Marques de Casa Concha... vida difícil!!!

Finalizamos com Concha y Toro Late Harvest, maracujá puro... Muito bom!!!

Deixo com vcs a foto das vítimas...

Forte Abraço!

Um ano de Vivendo Vinhos!!!

Há um ano atrás começava o Vivendo Vinhos... Criei o blog com dois objetivos básicos, o primeiro era expor minhas opiniões sobre as garrafas que bebía e o segundo conhecer novas pessoas, novos amigos que gostassem de vinho como eu. Acho, sem falsa modéstia, que obtive sucesso nos dois quesitos e fico extremamente contente com esse resultado.

Foi um ano de alguns eventos, muitos vinhos e muitos sorrisos, espero sinceramente que você, caro leitor, apesar de algo técnino, curta o jeito descompromissado e alegre que eu escrevo porque de fato é assim que eu sou, levo a minha vida a sério quando é preciso, do contrário é só alegria!

Agradeço a todos vocês pela audiência, são 45 visitas diariamente e pelos comentários e sugetões. Neste ano fora 124 posts, média de 10 posts por mês, admito que alguns muito organolépticos como diz o meu amigo Paulo (Nosso Vinho) mas todos feito com carinho e dedicação, como o primeiro que vocês podem relembrar clicando aqui!

Alguns dos amigos que ganhei neste ano estão nas fotos aí...

Forte Abraço!

Casas del Bosque Gran Reserva Pinot Noir 2007

Tinto, 100% Pinot Noir

País: Chile

Casas del Bosque

Preço: R$ 65

Dia desses recebí os amigos Alexandre(Diário de Baco) e Daniel(Vinhos de Corte) acompanhados de suas respectivas para almoçarmos um Pernil Cordeiro, melhor dizendo dois pernis... E cada um trouxe um Pinot Noir para acompanhar.

Eu serví este chileno que me agrada bastante pela sua fruta elegante os outros Pinot´s foram o Dal Pizzorno, uruguaio e outro chileno o Catrala. A tarde passou divertida e quando vimos já era noite.

Este vinho tem cor rubí brilhante e translúcida. Os aromas dominates são de frutas vermelhas frescas, especialmente a cereja, o painel evoluí para café, baunilha e chocolate.

Na boca apresenta ataque equilibrado com boa maciez e acidez para refrescar. Retrogosto frutado e perene. Pede um bom prato de comida para ressaltar sua elegância.

Visitei essa vinícola no Chile e admito ser fã dela, relembre aqui!

Dêem uma olhadinha nas fotos do nosso almoço...

Forte Abraço!

Casa Lapostolle Cabernet Sauvignon 2005

Tinto, Cabernet Sauvignon

País: Chile

Casa Lapostolle

Preço: R$ 42

A reconhecida Casa Lapostolle tem no seu portfolio um expoente, o Clos Apalta, corte a base de Carmenère de excepcional qualidade que a Wine Spectator considera como o melhor vinho do mundo em sua última eleição.

Mas não é só dele que este produtor vive. Esta linha que leva o nome da vinícola tem dois excelentes produtos o Cabernet e o Sauvignon Blanc. Dois vinhos de surpreendente qualidade e estupenda relação custo-benefício.

Ainda desse produtor temos a linha Santa Alvara, pela metade do preço, que possuí bons preços com boa qualidade.

Mas falando do nosso vinho de hoje, trata-se de um cabernet já macio mas que ainda tem uns dois anos pela frente sossegado.

Na taça cor rubí intensa, viva e brilhante. Chorão e de pequeno halo aquoso desenvolvido.

Os aromas trazem as frutas vermelhas em primeiro plano já naquele estágio maduro que me agrada bastante, algumas especiarias e herbáceos completam o painel. Importante notar que a goiaba característica do Cabernet chileno se faz presente em sua plenitude.

Na boca desce macio pedindo mais um gole. Potência e equilíbrio em sintonia. Bom corpo, boa acidez, sem amargor, retrogosto frutado e de boa persistência, mas o destaque são os taninios, marcantes! Devido a seu enorme volume, chega a pegar na gengiva, e a estarem maduros quase um veludo.

Um vinho para refeições com grande volume de sabor, com certeza carnes vermelhas são a melhor opção. Mas podemos bebê-lo sozinho...

Forte Abraço!

Alfredo Roca Pinot Noir 2007

Tinto, 100% Pinot Noir

País: Argentina

Alfredo Roca Wines

Preço: R$ 20

Bons pinot´s abaixo de R$ 50 normalmente se assemelham a lendas... É sempre um desafio encontrar algum. Este argentino está entre esses lendários vinhos. Um Pinot que valoriza a fruta e não despreza a madeira.

Este produtor sempre é elogiado por blogueiros devido a boa relação custo-benefício dos seus vinhos. Os blogs Falando de Vinhos e Vinho para Todos são boas referências. Antes desse Pinot aqui nunca havía bebido um vinho do Roca e fiquei satisfeito com a qualidade do vinho, apesar de ser um pouco diferente dos Pinot's chilenos aos quais estou mais acostumado.

Este vinho apresentou cor rubí translúcida com leve reflexo violáceo e lágrimas correndo para todos os lados. Aromas intensos de frutas vermelhas frescas, especialmente cereja que foi confirmada no retrogosto. Ainda evoluiram na taça deliciosos aromas de chocolate, oriundos do estágio de 08 meses em carvalho.

Na boca apresentou corpo médio, boa acidez, álcool equilibrado e retrogosto frutado e persistente. Sem sinais de amargor.

Um vinho legal para aperitivos como um patê de atum ou presunto.

O site da vinícola tem uma versão em português e o blog do Alejandro Roca tem lindas fotos dos vinhedos, vale a pena conferir!

Forte Abraço!

Um Passeio pela Córsega...

Bom... Todo mundo já deve ter lido os posts do Alexandre e do Jean a respeito dos vinhos da Corsega que experimentamos. Eu demorei um pouco para postar sobre eles porque acho importante ressaltar que é muito legal um importador valorizar a opinião de "blogueiros" e ceder algumas garrafas para experimentarmos. Parabéns ao Empório Sorio pela iniciativa.

A Córsega fica na França e lá são produzidos cerca de 450.000 hectolitros de vinho por ano. As principais uvas são a Vermentinu, Sciaccarellu, Nielluciu e Petit Grains, mas nós experimentamos vinhos de cepas internacionais (Chardonnay, Pinot Noir e um corte de Cabernet Sauvignon com Syrah). O Jean preparou o jantar brilhantemente ainda me lembro do sabor daquela bruschetas com açafrão. Iniciamos as atividades com o Domaine de Lischetto Chardonnay 2008, um vinho muito interessante. Ainda com a cor amarelo palha com reflexo esverdeado, este branco apresentou boa intensidade aromática, destacando-se as frutas brancas, completando o painel estavam lá a baunilha, toques herbáceos e nunaces florais. Na boca o ataque foi levemente untuoso sem perder o frescor, um vinho leve e gostoso de retrogosto frutado e persistente, ideal para o entardecer do verão.

Seguimos com o Terra Mariana Pinot Noir 2007, um tinto rubí-violáceo translúcido. Aromaticamente apresentou cerejas frescas e pouca evolução na taça. Na boca me lembrou mais um Beaujolais, parecia que tinha maceração carbônica, um vinho muito leve, média acidez, retrogosto frutado e final "passageiro". Evidentemente ficou prejudicado por não ter harmonizado com nenhum dos pratos, uma pena, mas gostaría de experimentá-lo mais uma vez.

O terceiro vinho da noite casou bem com o prato de massa que o Jean preparou. O Domaine Pasqua Cabernet Sauvignon/Syrah 2004 mostrou-se uma vinho gastronômico, de cor rubí intensa, aromas de frutas negras doces e nuances herbáceos. Na boca teve um ataque gentil, equilibrado, com taninos maduros, boa acidez e algum açúcar residual (muito pouco como um Zinfandel), acho que pode ir bem com porco, principalmente quando tiver aquele molho de frutas...

Por fim um interessantíssimo vinho de sobremesa. O Domaine Pasqua Vin Doux Chardonnay começa bem por ser um vinho doce numa garrafa de 750ml, doce, mas nem tanto, bem característico, não lembra em nada um Late Harvest. Intenso nos aromas não teve a menor timidez para revelar as frutas cítricas em caldas como sua chave aromática. Na boca açúcar, acidez e álcool equilibrados destacando assim a excelente persistência.

Como pode se ver uma noite para ser lembrada... e com saudades, muita saudade!

Forte Abraço!

Alta Vista Classic Cabernet Sauvignon 2007

Tinto, Cabertnet Sauvignon

País: Argentina

Alta Vista Wines

Preço: R$ 29

Esse é o quarto vinho da Alta Vista que falo aqui no blog, já deu para perceber que sou fã da vinícola.... É um cabernet sauvignon de estilo moderno, encorpado e frutado, do tipo fácil de agradar.

Na taça a cor rubí domina com reflexo violáceo, mas já perdendo força, e pequeno halo aquoso aparente. Os aromas demonstram as frutas, destaque para as vermelhas e frescas, muito intensas, algumas tímidas notas de especiarias completam o painel. Com o tempo desenvolveu alguns nuances do carvalho americano, especialmente o tabaco e o coco.

Na boca está redondo! Com bom corpo, carga tânica madura e intensa, álcool e acidez na medida certa e retrogosto frutado e de razoável persistência.

Bom vinho para acompanhar carnes, esse aqui foi com um Picanha com ervas que faço na panela de pressão, ficou bacana.

Deve manter essas características por mais um ano.

Forte Abraço!

Palo Alto Reserva 2007

Tinto, Cabernet Sauvignon, Carmenère, Syrah

Chile

Concha Y Toro

Preço: R$ 32

Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, escolhido pelo meu grande amigo Alexandre (Diário de Baco).

Observei os comentários dos confrades hoje e notei que apesar de muitos terem gostado do vinho consideraram o mesmo sem grandes virtudes e um vinho de fácil consumo sem muita complexidade. Eu vou me dar o direito de discordar.

Já havía bebido o nosso Palo Alto em um degustação as cegas na qual ele se saiu muitíssimo bem, obrigado! Esses desafios do JFC... E não foi diferente dessa vez.

Na taça apresentou cor rubí com reflexos violáceos além "chorar" muito. Muito intenso na sua cor, o Palo Alto chega a tingir levemente a taça. O halo aquoso é mínimo, praticamente inexistente, dando sinais que podemos guardar o vinho por mais algum tempo.

No nariz muitas frutas negras frescas, especiarias e nuances herbáceos e vegetais. Com o tempo as frutas ficaram um pouco mais "doces" e os aromas de café, caramelo e chocolate desenvolveram-se. Me chamou a atenção a enorme intensidade aromática deste vinho.

Na boca apresentou um bom ataque com bom equilíbrio, apenas uma leve aresta de álcool para "esquentar o peito' aconteceu. Secando bem a boca os taninos se apresentaram em bom volume e maduros, mas podem evoluir um pouco. Bom corpo e boa acidez. Retrogosto confirmando as frutas e boa persistência.

Acompanhou muito bem os filet´s de Noix e é um vinho que deve acompanhar carnes, fica muito prazeroso.

Forte Abraço!

Elos 2007

Tinto, 80% Cabernet Sauvignon, 20% Malbec

Brasil

Lidio Carraro

Preço: R$ 56

Este é um interessante corte nacional. Um vinho bem equilibrado onde tudo se encaixa muito bem. Gostei muito deste vinho.

Na taça apresentou cor rubí, pequeno halo de desenvolvimento e muitas lágrimas. Nos aromas sentimos a presença da Malbec com um belo bouquet de frutas negras acompanhados dos aromas herbécos. Muita intensidade aromática.

Na boca boa presença, com bom corpo, carga tânica elevada, boa acidez e sem sinais de amargor. Retrogosto frutado e de boa persistência. Bom equilíbrio.

Um vinho que se resolve bem sozinho e que pode acompanhar pratos com bom volume de sabor.

Forte Abraço!

Reserva da Serra Merlot 2006

Tinto, Merlot

Brasil

Lidio Carraro

R$ 33

Bom continuamos a primeira degustação do Vivendo Vinhos com outro Merlot, o da safra 2006. E é nessa análise comparativa que percebemos a diferença de qualidade das safras.

Este vinho (2006) é redondo e gostoso. Está pronto para ser consumido! Porém não apresenta a mesma estrutura da safra 2005, nem por isso é um vinho ruim. Nesse momento inclusive está mais amigável, carga tânica menor e redondinha.

Na taça cor rubí violácea , aromas de frutas vermelhas frescas, florais e herbáceos. Boa intensidade aromática.

Na boca, álcool para amaciar o palato, taninos maduros, corpo médio, boa acidez, retrogosto frutado e perisitência média. Esse vinho é mais leve que o Merlot 2005 mas suporta bem uma massa ou um grelhado, particularmente tentaría com um bom galeto, especialmente se for um "ao primo canto" que é tçao tradicional na Serra Gaúcha.

Forte Abraço!

Reserva da Serra Merlot 2005

Tinto, Merlot

Brasil

Lidio Carraro

R$ 30

Este foi o melhor vinho da noite! Equilibrado e com boa persistência. Mais um merlot nacional que me surpreendeu... e eu não sou muito chegado na merlot.

Na taça apresentou coloração rubí violácea, com pequeno halo de evolução. Os aromas demonstraram frutas vermelhas frescas ainda, sinalizando jovialidade, acompanhados de herbáceos e especiarias. Com um pouco de tempo na taça, uma certa ameixa apareceu saliente.

Encorpado e saboroso, sem nenhum sinal de amargor nem de desequilíbrio alcóolico. Boa acidez. carga tânica elevada e madura eu fiquei doido para experimentar uma carne com este vinho.

Acho uma boa escolha para um almoço com a família. Quem sabe até numa data especial.

Forte Abraço!

Dádivas Chardonnay 2008

Branco, 100% Chardonnay

Brasil

Lidio Carraro

Preço: R$ 35

A primeira degustação do Vivendo Vinhos seguiu com um branco, como não podería deixar de ser. Na taça estava o Dádivas, linha lançada em 2009 pela Lidio Carraro, que, salve algum engano da minha parte, está lançando um corte bordalês neste ano.

Eu já havía experimentado esse vinho mas fiquei com uma impressão ruim. Dessa vez posso dizer que estava enganado. Um chardonnay fresco mas com um toque de untuosidade característico.

Na taça a cor era amarelo palha e as lágrimas eram abundantes. O nariz toruxe boa intensidade num painel frutas cítricas que com o tempo na taça deixaram o frescor para estarem mais maduras, o abacaxi em caldas apareceu lento e atraente, a baunilha estava por lá também.

Na boca ele é cremoso! Corpo médio, álcool redondo, boa acidez e retrogosto frutado e de média perisitência. Não sentí necessidade de acompanhá-lo com comida e acho que é uma boa opção para abrir uma noite fria com os amigos, mas se você quiser acho que pode sustentar bem um Salmão com azeite e açafrão.

Esse vinho já foi comentado por outros blogueiros em diversos momentos, confira os posts:

- Vinhos de Corte

- Vinho para Todos

- Nosso Vinho

Forte Abraço!

Reserva da Serra Brut

Espumante, Pinot Noir e Chardonnay

Brasil

Lidio Carraro

Preço: R$ 33

Bom, esse foi o primeiro vinho da Degustação do Vivendo Vinhos. Foi servido mais como um "welcome drink" para a noite que viría. Mas mesmo assim me chamou atenção.

Na taça apresentava tonalidade amarelo palha e perlage fino. Um espumante bem aromático onde se destacaram os aromas de frutas brancas e cítricas, algo de fermentado com o tempo, boa persistência, complexidade e intensidade.

Na boca foi cremoso, explico: formou um creme com a saliva devido ao perlage fino, muito interessante para um espumante brut, aliás não é aquele brut seco que estamos acostumados, é ligeiramente mais doce o que convida sempre ao próximo gole.

Ainda apresentou corpo leve, álcool equilibrado, boa persistência e boa acidez. Admito que um camarão de aperitivo passou pela minha cabeça para acompanhar este bom espumante.

Com certeza vale muito a pena experimentar este vinho.

Forte Abraço!

Primeira Degustação Vivendo Vinhos

Na última terça (27) promoví a primeira degustação do Vivendo Vinhos, foi uma satisfação, uma realização...

Gostaría de agradecer o apoio dos blogueiros que prestigiaram e dos que queríam participar e não puderam. Ainda dois agradecimentos especiais; o primeiro para Giovanni Carraro, da vinícola Lídio Carrado, que cedeu 06 vinhos para o evento e o segundo para o Antônio Ruiz proprietário da Enoteca e Restaurante Via Vino que nos atendeu perfeitamente.

Os vinhos degustados vocês conhecerão nos próximos posts, vale a pena! São interessantes...

Para quem quer conhecer o Via Vino, esta Enoteca fica na Av Benedito Storani, 762 - 19 3826-3081.

E, por fim, se você é produtor ou importador e quer participar, meu contato é cristiano.orlandi@uol.com.br.

Forte Abraço!

Salton Volpi Gewurztraminer 2009

Branco, Gewurztraminer

País: Brasil

Salton

Preço: R$ 22

Por uma das coincidências da vida o último branco da noite foi o melhor! Quem me conhece sabe da minha devoção por esta uva, que faz caldos maravilhosos na Alsácia, cheios de elegância e com baixa acidez.

Os Gewurztraminer do Novo Mundo (especialmente no Chile) tem me atraído muito, especialmente por terem carcaterística oposta ao tradiconal, são vinhos com boa acidez! O que os torna mais gastronômicos.

Este nacional é assim! De cor amarelo-palha e sem reflexos e com boa complexidade e intensidade aromática! Flores, frutas cítricas e brancas, como laranja e pêra, além de um elegante toque de erva-doce, muito interessante.

Na boca um ataque com leve amargor mas elegante! Corpo leve, boa acidez e boa perisistência além de álcool na medida. Com certeza um best buy!

Me parece que poderá acompanhar pratos de peixes mais trabalhados, com tendência mais agridoce além de comida oriental, como a tailandesa ou japonesa.

Forte abraço!

Salton Volpi Sauvignon Blanc 2009

Branco, Sauvignon Blanc

País: Brasil

Salton

Preço: R$ 22

Continuamos nossa noite com este Sauvignon Blanc 2009 já conhecía o 2008. Este vinho se diferencia dos chilenos da mesma uva por não ter aquela acidez marcante e refrescante divergindo então do estilo "Novo Mundo" que particularmente me agrada.

Na taça apresentou cor amarelo-palha sem reflexos e muitas lágrimas. Os aromas de frutas cítricas e herbáceos presentes e com boa intensidade, destacaram-se maracujá e maçã verde.

Na boca, corpo leve, acidez moderada, nenhum sinal de amargor, álcool equilibrado e de ligeira persistência.

Um vinho leve para petiscos e "abrir" a noite com os amigos, me lembrou um Pinot Grigio.

Forte Abraço!

Salton Classic Chardonnay 2008



Branco, Chardonnay
País: Brasil
Salton
Preço: R$ 13
E a noite continuou com este chardonnay que surpreendeu pela qualidade! Com certeza uma das melhores relação custo benefício em vinhos brancos nacionais disponíveis.
Este Chardonnay da Serra é interessante, 20% dele descansa 04 meses em carvalho americano e o restante em tanques de aço inoxidável. Isto deu ao vinho um elegante toque de untuosidade ficando mais agradável ao palato e descendo fácil. Um vinho redondo.
Na taça cor amarelo palha com tímido reflexo dourado. Os aromas trazíam frutas tropicais frescas, algo de fruta branca, nuances herbáceos evoluindo para baunilha.
Na boca tem boa presença. Corpo médio, leve untuosidade, boa acidez e álcool bem integrado ao conjunto. Persistênica razoável e retrogosto frutado.
Acho que vai suportar bem o verão e pode acompanhar pratos leves a mesa com tranquilidade. Vou comprar algumas garrafas para o meu verão, ainda mais pela incrível relação custo benefício. Forte abraço!

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