Especial Chile: Almoço em Viña del Mar


Saímos da Casas del Bosque e fomos conhecer Viña del Mar e logo paramos para almoçar. Fomos ao Clube Árabe del Mar também conhecido como Castillo del Mar, restaurante bom, um pouco caro, mas com uma vista para o mar maravilhosa. Aliás atrações a parte o garçon Ivan é uma delas, com um bom humor daqueles...
No Castillo começamos com o Pisco Sour, é muito bom esse negócio! A entrada foi um prato com variedades de frutos do mar típicos do Chile. Destaque para o carnudo molusco Loco e para as deliciosas Machas a Parmesanas, só sobrou a conchinha dela... que pena! O prato ainda trazía vieiras, Centolla desfiada e camarões equatorianos.

Nos pratos principais optamos por peixes. Eu fui de Albacore, um pescado muito saboroso, acompanhado de purê de batatas. O vinho foi o Casillero del Diablo Reserva 2008 Sauvignon Blanc. Bom vinho e sempre com bom preço.
Foi um almoço muito prazeroso e divertido e saímos de lá com tempo para molhar os pés nas frias águas do Pacífico...
Forte Abraço!

Especial Chile: Casas del Bosque

Acordei na terça muito animado, seguiríamos ao Valle de Casablanca, região prodígia em vinhos brancos, especialmente a Sauvignon Blanc e alguns Pinot Noir. O entusiasmo era maior pois visitaríamos a Casas del Bosque, eu sou fã da Vinícola e no momento ela é referida como o melhor Sauvignon Blanc chileno além de um excelente Pinot Noir.
O Valle de Casablanca está há cerca de 30 km do Oceano Pacífico, próximo as cidades de Valparaíso e Viña del Mar, praticamente dentro da Cordilheira da Costa. O Vale é verde e muito bonito e não há só uvas, mas muitas variedades de frutas plantadas por lá. O clima é um pouco mais ameno com mais umidade e uma brisa refrescante.
A visita foi estupenda! Por várias razões, pela mistura de tecnologia e tradição, pela oportunidade de provarmos as uvas nas parreiras e aprendermos a diferenciá-las e pelo belo painel de vinhos que foi apresentado e degustado.
Começamos com um vídeo de 15 minutos que relatou a história do vinho desde os primóridios até alcançar o vinho no Chile, após um breve relato sobre a história da vinícola. O grande destaque aqui é que o vídeo é relamente bom, de linguagem simples e objetiva a ainda didático. Apresenta um ótimo panorama a respeito do vinho, de fácil entendimento inclusive para qualquer leigo no assunto.
Seguimos então aos parrerais acompanhados da simpatissíssima Judith, que aliás adora o Brasil e nossas praias, está visitando Santa Catarina sempre. Nos vinhedos pudemos experimentar as uvas Pinot Noir, Carmenére, Merlot, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc e Chardonnay. O ponto alto foi notarmos as semelhanças de característas dos frutos e vinhos, mais uma prova que o vinho nasce no vinhedo e sem uma boa fruta não se faz um bom vinho. Na foto abaixo um grão de Carmenére e um de Merlot... qual que é qual? Só experimentando para dizer...

Seguimos para a Cantina onde vimos a mesa de produção, após os tóneis de aço inoxidável e por fim a Sala de Barricas.
Antes de falaramos a respeito da degustação, uma dica para quem vai ao Chile em março e abril, na Casas del Bosque há um tour onde participamos da colheita e produção, além da almoçarmos no Mirador onde há uma bela vista do Valle de Casablanca. Acho uma ótima oportunidade. As fotos são motivadoras...
Então vamos aos vinhos! 06 ao todo, 05 gran reserva e 01 reserva, 02 brancos e 04 tintos. Começamos com o Gran Reserva Sauvignon Blanc 2008, um vinho amarelo palha com leve reflexo esverdeado e com muitas lágrimas denotando os 13,5% de álcool. O nariz é verdadeiramente uma salada de frutas! Tem maçã, maracujá, pêra entre outras... o cenário tem como pano de fundo aromas herbáceos. Impressionou pela complexidade e intensidade. Na boca acidez espetacular, corpo leve, equilíbrio e persitência infinita. O retrogosto é de maçã verde. Foi o melhor Sauvignon Blanc da viagem, voltei com três na mala...
O Reserva Chardonnay 2008 estagia 06 meses em carvalho e apresenta cor amarelo com reflexo dourado. Os aromas remetem a abacxi em caldas e muita baunilha. Na boca bom frescoe e bom corpo, muito equilibrado também e de persistência média. Ficou prejudicado no painel por ser mais simples.
O Gran Reserva Pinot Noir 2007 apresentou elegância! De cor rubí clara e translúcida e sem reflexos. Aromas de cereja, amoras, café e chocolate, boa intensidade e complexidade. Na boca taninos macios e sedosos equilibrados a boa acidez e ao corpo leve. Grande persistência sem perder a delicadeza. Um belo Pinot, muito agradável.

O Gran Reserva Merlot 2007 é do Maipo. De cor rubí e chorão apresentou aromas de frutas negras doces, verdadeiramente lembravam geléia de amora, baunilha e chocolate. Na boca um conjunto harmonioso com corpo médio, boa acidez, taninos gentis, sabores frutados e boa persistência. Foi o vinho que mais pediu comida, acho que uma Maminha na Cerveja preta sería um bom par.
Seguimos para o Gran Reserva Carmenére 2007 também do Maipo. De cor rubí violácea, quase preta. Aromas de frutas vermelhas e negras frescas com nuances herbáceos e de ervas, com boa persistência aromática, o que me chamou atenção. Na boca leve desequilíbrio alcóolico. O corpo médio suportou bem a moderada acidez e a pequena e gentil carga tânica. Não apresentou traços de amargor e deixava um retrogosto verde na boca, lembrando ervas com persistência mediana.
Por fim um empolgante Gran Reserva Carignan 2007 do Valle do Loncomilla. A cor era rubí violácea e os aromas marcados pelas frutas secas e a banana passa, deliciosos! Aliás os aromas eram muito intensos. Na boca um espetacular conjunto com uma alta carga tânica, mas sedutora sem nenhum traço de rusticidade. Equilíbrio entre a boa estrutura, acidez e álcool correto. Retrogostos frutados e enorme persistência. Um vinho a lá Novo Mundo, mas diferente. Vieram dois na mala...
Almoçaríamos em Viña del Mar...
Forte Abraço!


Especial Chile: Viña Almaviva


Depois da Centolla fomos a famosa Almaviva. Não é muito longe de Santiago para falar a verdade. Como todos sabem esta vinícola é uma Joint Venture entre a chilena Concha y Toro e a francesa Baron Phillipe Rotschild, podemos dizer que o resultado é um vinho franco-chileno. Foi uma tarde prazerosa onde vimos alguns vinhedos e percebemos uma série de conceitos diferenciados de vinificação.

Fomos muito bem recebidos pela guia Soledad que nos contou rapidamente sobre a história da vinícola e nos mostrou os vinhedos de Merlot, cepa que foi introduzida no corte do vinho recentemente.
O Almaviva é um corte bordalês, trocando em miúdos para quem não é do mundo do vinho, é um vinho feito a partir de várias uvas todas originárias de Bordeaux, na França. Inicialmente o vinho era composto de duas uvas: Cabernet Sauvignon e Carmenére, após alguns anos a Cabernet Franc foi introduzida no Blend e finalmente e recentemente a Merlot! Esta "mistura" procura trazer mais complexidade ao vinho. Já estão plantados os vinhedos de Petit Verdot, nova e quinta uva que será utilizada.
Pela utilização de todas essas cepas é que afirmo um vinho franco-chileno, mas não só por isso. Também pelo fato de usarem conceitos mais tradicionais de vinificação como o conceito de gravidade, onde as uvas são transportadas nos cestos para o alto da vinícola (mezanino) e lá são selecionadas.
Aliás já que estamos falando em seleção, o trabalho é feito exclusivamente por mulheres, na colheita, na seleção, no engarrafamento, enfim, em tudo! Exceção quando trata-se de carregar peso (os cestos) isso fica para os homens... Ao todo são 14 pessoas trabalhando na seleção das uvas.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a explicação da prensagem das uvas. Na Almaviva ela é feita em quatro níveis após a fermentação do mosto. O que quero dizer é que depois do mosto fermentado (suco da uva numa explicação mais simplória) são retiradas as cascas e estas são conduzidas as prensas que atuarão conforme o enólogo entender que é melhor para o vinho, ou seja a força da prensa varia conforme o nível de qualidade que o mosto atingiu.
Hoje a Almaviva tem capacidade para a produção de 350 mil litros de vinho, atualmente são produzidos de fato 100 mil litros. Como detalhe, mas não menos importante, rótulos, garrafas, rolhas tudo importado mesmo aquilo que tem produção no Chile. Por exemplo as garrafas poderiam ser chilenas mas segundo o pessoal da Almaviva são trazidas da França pois no Chile as melhores garrafas ainda possuem micro imperfeições o que podería prejudicar o envelhecimento do vinho.
Em algumas safras é produzido o EPU, segundo vinho da casa que só é comercializado no Chile. Um belo vinho que tem uma personalidade diferenciada do Almaviva mas nem por isso de menor qualidade. A safra 2007 do EPU está espetacular, palavras da Soledad, mas ainda não disponível para comercialização, está amuderecendo nas barricas de carvalho. O EPU descansa os mesmos 24 meses em carvalho que o vinho principal da casa.
Degustamos o Almaviva 2002 que não possuía a Merlot em seu corte ainda. 14,5% de álcool que estavam claros nas lágrimas que abundavam nas paredes da taça. O vinho tem cor rubí e o reflexo violáceo começa a perder força.
O nariz deste vinho é complexo! Os aromas remetem a frutas negras e maduras, anis, baunilha, especiarias e chocolate. Mas há outras coisas, como um toque herbáceo que alguém citou como aromas de raízes, bem interessante.
O Almaviva enche a boca! Boa integração do conjunto com excelente nível de acidez para sua idade além de bom corpo e longa persitência. Sem amargor e uma aresta de álcool sobrando.
Abaixo você pode curtir fotos dos vinhedos de Merlot, da exuberante sala de barricas e da "caixinha" de Almaviva com seis safras que custa a bagatela de USD 1.000,00. Um EPU na vinícola custa USD 25 enquanto o Almaviva sai por USD 150.
Forte Abraço!

Especial Chile: Destroçando uma Centolla!!!


Já era segunda-feira e o tempo voava!!! Depois de um City Tour por Santiago aprendendo a cultura chilena e desfrutando de belas paisagens chegamos ao Mercado Central para almoçar. Depois de uma volta rápida no mesmo entramos no El Galleon, um dos restaurantes que tem por lá. Já na entrada fomos abordados por um dos garçons que dizía que o Pisco Souer era melhor que a Caipirinha!!!??? Só na cabeça dele... É ótimo! Mas nossa Caipirinha é insuperável!
O grande amigo Péricles encorajado pela excepcional língua de cordeiro do dia anterior, topou experimentar uma Centolla! A Centolla é um caranguejo gigante, tinha até de 2,5 kg no restaurante. É um prato muito apreciado no Chile e típico da culinária patagônica. Pelo que entendi também é encontrada no Alaska.
Foi servido "ferventado" em água, digamos assim. Depois foi destroçada pelo simpático garçon, um espetáculo a parte, afim que pudéssemos apreciá-la. Tem a carne bem branquinha e mais leve que a do nosso caranguejo. Ñão tem um grande volume de sabor e o acompanhamento dos molhos é fundamental! O restaurante ofereceu quatro opções de molho... Um problema: esfria rápido! Mas é um prato bem gostoso e uma nova experiência!
Afinal não é todo dia que destroçamos uma Centolla!
Forte Abraço!

Especial Chile: Jantar no Giratório x Sibaris


Uma das atrações de Santiago é o Giratório. Restaurante de cozinha internacional que fica no décimo-oitavo andar de um prédio na região de Providência. Como diz o nome o restaurante gira! Gira no eixo do prédio propiciando assim diversas vistas da cidade de Santiago. É bem legal. A volta leva aproximadamente uma hora.
Outra fato legal é que se encontra brasileiros aos montes nesse restaurante, só se escuta português... e para variar sempre armamos aquela bagunça.
Jantei um Filet a Panorama, escolhi só por causa da relação nome do prato x local. O filet era recheado com presunto e queijo e coberto com um molho de aspargos e champignon, acompanhavam batatas noissete. Um belo prato e que suportou bem o vinho, perdoem a foto, não ficou muito boa...

Escolhemos um Sibaris Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2007 para acompanhar a refeição. Este vinho é produzido pela Viña Undurraga. No Brasil está difícil de encontrar os produtos da Undurraga pelo incêndio que o importador sofreu.
O vinho estagia por 12 meses em carvalho, metade em carvalho francês e a outra metade em carvalho americano. A cor é rubí violácea e as lágrimas são abundantes, os aromas eram de especiarias, frutas vermelhas fresca e algo floral complementando o herbáceo característico da cepa.
Acertamos na escolha pois apesar de um pequeno desconforto com álcool o Sibaris seca bem a boca, tem boa carga tânioca e madura, o que é mais importante, boa estrutura, enche a boca além de boa acidez. Um conjunto bem harmonioso.
Ainda conste que a cidade grega de Sibaris, da época antes de Cristo, era conhecida pelo seu intenso comércio e pela disposição de seus habitantes em desfrutar dos prazeres da vida. Um bom nome para um vinho...
Forte Abraço!

Especial Chile: Viu Manent


A Viu Manent estava nos meus planos desde o início, desde quando começamos a falar em viagem ao Chile. Isso em decorrência de uma degustação vertical do Viu Uno, vinho Top da casa, que participei, pelo fato da vinícola priorizar a produção de Malbec, e ao fato de ser uma das pioneiras em Enturismo no Chile. A expectativa era grande.
Infelizmente, apesar de tudo ter começado bem, acabou sendo a decepção. Não pelaqualidade dos vinhos ou pelas atividades/passeios propostos mas pela grosseria e falta de educação de um dos guias.
A Miriam (primeira guia) começou muito bem nos apresentando o casarão de 120 anos onde é a sede da Viu Manente, nos levando a adega particular do proprietário onde presenciamos vinhos de safras da década de 90, detalhe: estavam todos empoeirados! Sentamos na mesa onde são feitas as negociações com os importadores. A Dinamarca é o principal país importador dos produtos da Viu Manent. Pudemos ver também antigas máquinas de envaze, salas de degustação, etc e tal. Meia-hora divertida e educativa.
Seguimos então para a cantina de fato. Já na companhia do segundo guia acho que o nome dele era Frey, mas não tenho certeza. Fomos de charrete até o local passando por dentro dos vinhedos, ganhando assim uma idéia geral da disposição das vinhas no terreno.
Eu já sabía que a Viu Manent investía muito em profissionais qualificados inclusive contando com a consultoría do proprietário da Viña Montes. Mas a maneira e a arrogância como o guia apresentou tudo isso foi frustrante. Em determinado momento quando um mexicano perguntou porque o Enólogo dos vinhos brancos não era chileno, é um neozalandês, a resposta foi: porque aqui queremos qualidade e não nacionalidade! Num tom pra lá de seco...
Há de se considerar sempres que muitas pessoas não tem o mesmo grau de conhecimento a respeito do mundo do vinho e que muitos não sabem da qualidade dos brancos neozalandeses, especialmente os de Sauvignon Blanc...
Alguns pontos há se considerar ainda. Primeiro a Linha Secreto da casa onde 85% do vinho é conhecido, sabemos qual varietal encontra-se lá, mas os outros 15% são segredo... boa idéia e o que deixa o vinhos mais interessantes, além de ser um excelente apelo de marketing.
Também experimentamos o Secreto Syrah, mas foi tirado do tonel de aço inoxidável, fresquinho, durante o processo de filtragem, o vinho era turvo ainda... uma boa iniciativa e o que deixa o passeio mais interessante.
Degustamos três vinhos, um Secreto e dois da linha Reserva, o ponto falho foi uma única taça para os vinhos tintos.
O Secreto Viognier 2008 apresentava cor amarelo palha com reflexos dourados e aromas de flores e frutas brancas. Na boca corpo médio, boa acidez e retro-gosto de frutas brancas mas um desequilíbrio alcóolico apareceu deixando o conjunto menos harmônico.
O Reserva Cabernet Sauvignon 2007 apresentava cor rubí com leve reflexo violáceo e muitas lágrimas, os aromas traziam frutas negras, pimenta e um herbáceo interessante. Na boca um bom corpo também com retro-gosto frutado, mas mais uma vez o desequilíbrio alcóolico estava presente (14,5 graus), junto com os taninos verdes fez um conjunto desequilibrado que implora por uma carne vermelha mal passada e suculenta. Assim escondería seus defeitos... duas taças sería a nota dele e com certeza a melhores Cabernet's disponíveis no mercado.
Já o Reseva Malbec 2007 foi bem melhor! De cor rubí violácea característica e aromas de ameixas, café e chocolate. Na boca bom corpo, boa acidez equilibrados com taninos maduros e retro-gosto de frutas bem agradável. Apresentou ainda boa persistência.
A Viu Manent não foi um desastre mas podería ser muito melhor...
Forte Abraço!

Especial Chile: Almoço de Domingo...


Domingo é dia de almoçar com a família ou com os amigos, mas é dia de nos divertirmos e esquecermos a pesada semana que passou e rir um pouco.
Bom... estava eu no Chile com meu pai e um grande amigo, cenário feito para um almoço de domingo! E nosso almoço sería na Viu Manent, foi quando o guia Luis nos propôs outro local dizendo que o almoço da Viu Manent não era muito legal... Depois de olharmos um para cara do outro e o Luis ter falado sobre um Coredeiro feito no espeto (espadas em espanhol), topamos!
O Asador del Valle nos recebeu no povoado de Lolol, que fica próximo a cidade de Santa Cruz, ligeiramente afastado. Restaurante em meio ao campo, um local muito agradável com um salão ao ar livre e longas mesas com seus simpáticos banco de madeira. O calor era estupendo e optamos por beber cerveja. E bebemos uma muito especial, cervaja de quínoa! Quínoa é um cereal e faz cervejas, entre outras coisas, do tipo Pale Ale, enfim uma cerveja forte, encorpada e muito saborosa!
Quem me conhece sabe que eu sou o sujeito que pede as coisas diferentes, exóticas, o cara que gosta de experimentar! Havíam várias entradas e eu fui de língua de cordeiro, isso mesmo! Língua de cordeiro (foto ao lado). ESPETACULAR!!! Tenra, macia, leve e saborosa! Valeu a pena, foi o melhor do dia e talvez da viagem.
Seguí com um Avestruz com champignon em pedaços (foto abaixo)acompanhados de um arroz tradicional da casa com muito coentro, errei na combinação devería ter pedido um purê de batatas. O Luís comeu o cordeiro nas espadas, meu pai optou por um belo filet e o Péricles foi de Lombo de carne bovina, eu que não sou bobo experimentei todos e só posso tecer elogios.

 
Enfim a sobremesa, mulheres mordam-se de inveja, só eu encarei um maravilhoso creme bruillé de gengibre acompanhado de calda de framboesas, uma sobremesa mais leve e menos doce que os tradicionais cremes bruillé mas com uma elegância estupenda e um sabor surpreendente.


Seguimos para a Viu Manent, a tarde nos esperava...
Forte Abraço!

Especial Chile: Viña Bisquertt


Era domingo, acordamos cedo e fomos em direção ao Valle de Colchágua, aproximadamente a 200 km de Santiago. Outra viagem tranquila. Aliás as estradas chilenas pelo que vimos são excelentes.
Nossa primeira parada no Colchágua foi a Viña Bisquertt, que vem sendo muito elogiada aqui no Brasil pelo seu Sauvignon Blanc, no qual as uvas tem origem no Valle do Casablanca. E quando chegamos tivemos a agradável surpresa de podermos apreciar o varietal 2008! Vinho elegante de excepcional acidez e fruta marcante com destaque para a maçã verde, realmente muito fresco. Se esse é bom imagina o reserva...
Este produtor tem inúmeras premiações, mas o grande destaque da história da vinícola é o La Joya Merlot Reserva 2000, vinho que conquistou o prêmio de melhor Merlot do mundo na sua safra! Na vinícola além deste troféu, você poderá ver todas as certificações e prêmios na Sala de Barricas.
A Bisquertt valoriza a tradição e a família acima de tudo! Percebem-se esses valores facilmente no casarão de 150 anos de existência onde fomos recebidos, nas inúmeras fotos de toda a família que é proprietária da vinícola, nas celas e charretes conservadas e espalhadas pelo casarão e nas palavras da guia Nina Rodrigues. Aliás o casarão é estupendo! Com lindo acabamento em madeira e móveis antigos e muito bem conservados.

A degustação foi na loja de vendas e optamos pelos vinhos da linha reserva. Apenas uma falha: não nos foi oferecido água durante a degustação.
Começamos com o La Joya Gewurztraminer Reserva 2008 que trazía cor amarelo palha e reflexos esverdeados. Os aromas eram os característicos da cepa: mel, flores brancas, inclusive rosas e jasmin, e uma lembrança de pèra e própolis. Na boca o vinho surpreendeu pois apresentou acidez superior ao que é considerado normal para esta uva, a persistência e equilíbrio também encantaram e o retrogosto trazía geléia de frutas brancas, doce.
Seguimos para a uva emblemática do Chile: Carmenére! O La Joya Carmenére Reserva 2007 possuí estágio em madeira, 08 meses e mais 06 meses em garrafa antes de ser comercializado.
Apresentou cor característica, um forte rubí violáceo. As lágrimas eram numerosas e de espessura fina. Os aromas remtiam a ameixa madura, especiarias e toques herbáceos. Na boca o vinho é redondo! De corpo médio e com pequena carga tânica porém madura, este vinho possuía equílibrio, retrogosto frutado e boa persistência. Acho que podemos harmonizá-lo com risotos e massas leves além de carnes vermelhas suaves e gralhadas como uma picanha de cordeiro.
Por fim o La Joya Cabernet Sauvignon Reserva 2007. Apenas 30% dele estagia em carvalho francês de segundo uso. Um Cabernet com muita fruta!
Um vinho de cor rubí com reflexos violáceos e chorão, denotando os 14 de álcool. Os aromas traziam frutas frescas, especiarias, toques herbáceos, de menta e pimentão. Com bom corpo e boa acidez este vinho implora por um bom pedaço de carne vermelha como companhia, de preferência um corte fibroso como uma fraldinha. Outra opção sería uma boa costela já que a elevada carga tânica ainda precisa maturar. Se for uma costela de panela então...
Fiquei com uma vontade de experimentar o Zeus... vinho premium da casa... Gostei muito da Bisquertt, recomendo!
Forte Abraço!


Wine Dinner - Olivetto Restaurante e Enoteca

Pausa na viagem ao Chile... para jantar!!!

No último dia primeiro de abril, e não é mentira, juntamente com minha esposa e na agradabilíssima companhia do casal Diário de Baco, Alexandre e Vanessa, participei do Wine Dinner mensal do Olivetto, que tinha como tema a Itália! Mais precisamente sua culinária e os vinhos da Toscana.

Uma noite estupenda! Com comida excepcional e vinhos a altura, dêem uma olhada no Menu...

Welcome Drink - Collebelo Toscana IGT 2006, vinho da cepa Trebbiano, muito agradável!

Entrada - Carpaccio Bicolore, só era de Salmão e Liguado com limão sciciliano e erva doce... Fantástico!!! Acompanhado de um Chardonnay frutado e elegante, o Ser Piero Toscana IGT 2006, uma harmonização estupenda!

Primeiro Prato: Raviolli de Rúcula e Queijos ao Pomodoro e Crispie de Pêra, o prato estava desconstruído, numa apresentação bela e surpreendente a altura de seu sabor elegante. Foi acompanhado pelo primeiro Chianti da noite, o Da Vinci Chianti 2006, vinho de corpo médio e muita fruta e outra harmonização interessante.

Segundo Prato: Risoto de Radicchio e Vinho Tinto a Ragú de Funghi, com bom volume de sabor e elegância casou muito bem com o Da Vinci Chianti Classico 2006, um vinho de bom corpo e fruta mais madura.

Terceiro Prato: Esse me deixou nas nuvens... Costela Assada em Redução de Chianti e Batatas Rústicas, com o perdão da expressão: o que que era aquilo???!!! A costela estava carnuda e macia, sem excessos de gordura e o molho... que delícia!!! As batatas temperadas com alecrim... Para harmonizar prazeirosamente, o Da Vinci Chianti Riserva 2004 acompanhou com excepecional estrutura e boa carga tânica, bem fina.

Sobremesa: Crecionda di ciocollato alla Spuma di Limone acompanhado do Porto Taylor's First State Reserve, hummm...

Bom... estou salivando e ficando com fome...

Ao Diego (sommelier), parabéns pelas harmonizações e pelo vice campeonato paulista e terceiro lugar no campeonato brasileiro de Sommelier, mas principalmente parabéns pela forma com que conduziu o jantar com bom humor, descontração e irreverência! Desta forma o Wine Dinner foi numa noite maravilhosa e inesquecível!

Parece que o próximo jantar terá vinhos Catena Zapata... acho que eu não vou perder...

Forte Abraço!

Especial Chile: Viña Santa Rita

Eram por volta de 13:30hs da tarde quando chegamos a centenária Santa Rita para matar aquela fome... A Santa Rita é a terceira maior vinícola chilena e tem um enorme portfolio de produtos, mas admito que estes vinhos nunca me atraíram muito. O almoço acabou por consolidar essa minha posição, os vinhos oferecidos eram da linha Medalla Real, bem feitos porém sem grande complexidade.
Começamos com as famosas empanadas chilenas acompanhadas de um Sauvignon Blanc 2008, perto do vinho que havíamos bebido na Anakena a discrepância era grande... de final fugaz, apresentava equilíbrio e um nariz herbáceo. As empanadas, porém, estavam maravilhosas!
Os Blinis de Salmão Defumado estavam divinos! Uma massa por baixo e os pedaços de salmão por cima acompanhados de um molho bechamel harmonizaram bem com o Chardonnay 2007 oferecido. Com certeza a melhor harmonização da tarde.
O "plato de fondo" foi uma carne cozida, a plateada! Acompanhada de purê picante que casaram bem com o Cabernet Sauvignon 2007, este por sua vez era bem frutado e descia fácil...
Após uma hora de refeição, enfim o postre! (sobremesa) Sorvete de creme com calda de doce de leite sobre uma casquinha em espiral... delicioso! Só de lembrar dá fome...
Eram aproximadamente 15:00hs quando seguimos para a visita. Fomos guiados pela srta Maria Paz, muito bem preparada que fez um tour bilingue.
O que mais chamou a atenção na Santa Rita foi sua monstruosidade! Com mais de 250 tanques de aço inox de até 40.000 litros, além da enorme área e das inúmeras garrafas em repouso.

Dois detalhes chamaram nossa atenção; primeiro uma cave (Bodega cal y Canto) no subsolo que foi construída com pedras, areia e clara de ovo afim de manter a resistência e a flexibilidade perante os terremotos. A outra curiosidade vem da técnica com a qual as garrafas são empilhadas, é tão eficiente que no último grande terremoto, mais de oito graus, que houve no Chile na década de 80 haviam por volta de um milhão de garrafas empilhadas e apenas doze se quebraram...
Nas fotos você pode conferir as palmeiras "piernas de elefante" nome dado pelo tronco característico que possuem.
Destaque também para o museu de cultura andina que fica na propriedade e tem acesso gratuito. Infelizmente neste local as fotos não foram permitidas...
Forte Abraço!

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