Especial Chile: Casas del Bosque

Acordei na terça muito animado, seguiríamos ao Valle de Casablanca, região prodígia em vinhos brancos, especialmente a Sauvignon Blanc e alguns Pinot Noir. O entusiasmo era maior pois visitaríamos a Casas del Bosque, eu sou fã da Vinícola e no momento ela é referida como o melhor Sauvignon Blanc chileno além de um excelente Pinot Noir.
O Valle de Casablanca está há cerca de 30 km do Oceano Pacífico, próximo as cidades de Valparaíso e Viña del Mar, praticamente dentro da Cordilheira da Costa. O Vale é verde e muito bonito e não há só uvas, mas muitas variedades de frutas plantadas por lá. O clima é um pouco mais ameno com mais umidade e uma brisa refrescante.
A visita foi estupenda! Por várias razões, pela mistura de tecnologia e tradição, pela oportunidade de provarmos as uvas nas parreiras e aprendermos a diferenciá-las e pelo belo painel de vinhos que foi apresentado e degustado.
Começamos com um vídeo de 15 minutos que relatou a história do vinho desde os primóridios até alcançar o vinho no Chile, após um breve relato sobre a história da vinícola. O grande destaque aqui é que o vídeo é relamente bom, de linguagem simples e objetiva a ainda didático. Apresenta um ótimo panorama a respeito do vinho, de fácil entendimento inclusive para qualquer leigo no assunto.
Seguimos então aos parrerais acompanhados da simpatissíssima Judith, que aliás adora o Brasil e nossas praias, está visitando Santa Catarina sempre. Nos vinhedos pudemos experimentar as uvas Pinot Noir, Carmenére, Merlot, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc e Chardonnay. O ponto alto foi notarmos as semelhanças de característas dos frutos e vinhos, mais uma prova que o vinho nasce no vinhedo e sem uma boa fruta não se faz um bom vinho. Na foto abaixo um grão de Carmenére e um de Merlot... qual que é qual? Só experimentando para dizer...

Seguimos para a Cantina onde vimos a mesa de produção, após os tóneis de aço inoxidável e por fim a Sala de Barricas.
Antes de falaramos a respeito da degustação, uma dica para quem vai ao Chile em março e abril, na Casas del Bosque há um tour onde participamos da colheita e produção, além da almoçarmos no Mirador onde há uma bela vista do Valle de Casablanca. Acho uma ótima oportunidade. As fotos são motivadoras...
Então vamos aos vinhos! 06 ao todo, 05 gran reserva e 01 reserva, 02 brancos e 04 tintos. Começamos com o Gran Reserva Sauvignon Blanc 2008, um vinho amarelo palha com leve reflexo esverdeado e com muitas lágrimas denotando os 13,5% de álcool. O nariz é verdadeiramente uma salada de frutas! Tem maçã, maracujá, pêra entre outras... o cenário tem como pano de fundo aromas herbáceos. Impressionou pela complexidade e intensidade. Na boca acidez espetacular, corpo leve, equilíbrio e persitência infinita. O retrogosto é de maçã verde. Foi o melhor Sauvignon Blanc da viagem, voltei com três na mala...
O Reserva Chardonnay 2008 estagia 06 meses em carvalho e apresenta cor amarelo com reflexo dourado. Os aromas remetem a abacxi em caldas e muita baunilha. Na boca bom frescoe e bom corpo, muito equilibrado também e de persistência média. Ficou prejudicado no painel por ser mais simples.
O Gran Reserva Pinot Noir 2007 apresentou elegância! De cor rubí clara e translúcida e sem reflexos. Aromas de cereja, amoras, café e chocolate, boa intensidade e complexidade. Na boca taninos macios e sedosos equilibrados a boa acidez e ao corpo leve. Grande persistência sem perder a delicadeza. Um belo Pinot, muito agradável.

O Gran Reserva Merlot 2007 é do Maipo. De cor rubí e chorão apresentou aromas de frutas negras doces, verdadeiramente lembravam geléia de amora, baunilha e chocolate. Na boca um conjunto harmonioso com corpo médio, boa acidez, taninos gentis, sabores frutados e boa persistência. Foi o vinho que mais pediu comida, acho que uma Maminha na Cerveja preta sería um bom par.
Seguimos para o Gran Reserva Carmenére 2007 também do Maipo. De cor rubí violácea, quase preta. Aromas de frutas vermelhas e negras frescas com nuances herbáceos e de ervas, com boa persistência aromática, o que me chamou atenção. Na boca leve desequilíbrio alcóolico. O corpo médio suportou bem a moderada acidez e a pequena e gentil carga tânica. Não apresentou traços de amargor e deixava um retrogosto verde na boca, lembrando ervas com persistência mediana.
Por fim um empolgante Gran Reserva Carignan 2007 do Valle do Loncomilla. A cor era rubí violácea e os aromas marcados pelas frutas secas e a banana passa, deliciosos! Aliás os aromas eram muito intensos. Na boca um espetacular conjunto com uma alta carga tânica, mas sedutora sem nenhum traço de rusticidade. Equilíbrio entre a boa estrutura, acidez e álcool correto. Retrogostos frutados e enorme persistência. Um vinho a lá Novo Mundo, mas diferente. Vieram dois na mala...
Almoçaríamos em Viña del Mar...
Forte Abraço!


6 comentários:

  1. O Reserva Sauvignon Blanc 2008 também é ótimo. Comprei duas garrafas no carnaval, lá em Santiago. E ainda tem outro SB, o top de linha, que foi classificado como o melhor branco do Chile em um guia local.
    Parece que eles já têm importador no Brasil, mas nunca vi em Salvador.

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  2. Marco,

    O Top se chama Pequeñas Producciones, e só duas mil garrafas são feitas deste vinho.

    A importadora é a Obra Prima.

    Forte Abraço!

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  3. Cristiano,
    Provei hoje o Reserva Sauvignon Blanc 2007. Que espetaculo de vinho branco!!
    Nao tenho tomado muitos brancos ultimamente, mas olha depois de hj, vou balancear a compra entre brancos e tintos.

    Fantastico sabor mineral vc notou!? Tb tem maçã mesmo, com um fim de boca longuissimo. Grande vinho, e ainda fiz sucesso com o sograo, que provou junto.

    abs

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  4. Rogerio,

    Vinho branco é o que há!!!

    Forte Abraço!

    Cristiano

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  5. Cris,

    Mesmo ausente do blog, continuo bebendo aqui e ali. Vou para o Chile semana que vem e fiquei matutando um negócio: Será que não vou pagar excesso de pagagem na volta, trazendo garrafas comigo? vale a pena pagar menos lá e depois ter a despesa do excesso de bagagem.
    Se for 1,5kg por garrafa e trouxer 6, serão 9kg só de vinho. Tá frio lá e terei de levar roupas grossas...

    Pretendo ir na Alma Viva, na Matetic (talvez Del Bosque também). To pensando na Aquitanea.
    No colchagua, vou dormir na Bisquertt e ainda estou estudando dar um pulo na Montes. Parece que a La Postolle não abre em Agosto :(.

    Grande amigo, um abraço.
    Brindes
    Leonardo

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  6. Gde Leo,

    Como vai o amigo?

    Essa viagem está recheada, hein? A Del Bosque é show! Não dá para perder...

    Que eu me lembre o excesso de bagagem é USD 10/kg, se forem gfas caras vale muito a pena... Os preços lá eram um terço do preço no Brasil... Vale muito a pena investir nos vinhos premium...

    Tá no Rio ainda? Qdo nos vemos?

    Forte Abraço!

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