Monte Velho Tinto 2006

Tinto, Trincadeira, Aragonês e Castelão
País: Portugal - Alentejo
Preço: R$ 38
Ultimamente ando procurando boas opções de meia-garrafa por aí. O Monte Velho é uma delas! Essa procura visa beber menos e principalmente porque minha esposa me acompanha numa taçinha e olhe lá!
Gosto dos vinhos do Alentejo pelo seu lado gastronômico, pelo corpo médio e pela carga tãnica sempre firme. O Monte Velho é um vinho interessante, frutado, preservando a elegância, mas resguardando alguma potência. Bebí essa meia garrafa acompanhada de minha esposa e me custou R$ 23.
Este vinho apresentou cor rubí violácea intensa, halo aquoso mínimo e muitas lágrimas e bem espessas. Os aromas remeteram a frutas frescas, com um toque de ameixa e nuances defumados. A evolução aromática trouxe aromas de chocolate e caramelo.
Na boca um bom ataque com retrogosto frutado, boa carga tãnica e madura, sustentada por um bom corpo, acidez correta e álcool na medida para amaciar a boca. Uma pequena aresta de álcool, característica do Alentejo, que serviu para esquentar mais uma fria noite de inverno.
E o mais importante, a Val gostou!
Um vinho que permanecerá bom por uns dois anos, mas sem grandes evoluções. Experimente com carnes e massas.
Forte Abraço!

Barbera D'Asti Camp du Rouss 2005

Tinto, 100% Barbera

País: Itália

Luigi Coppo

Preço: Acima de R$ 100

E passamos pelo Piemonte mais uma vez. Ao norte da Bota com os Alpes como paisagem e limítrofe, é uma região de esplendorosos vinhos como este Barbera. Mas não se esqueçam dos Barolos, Barabarescos, etc e tal.

Nosso Barbera envelhece 12 meses em carvalho francês, barricas mesmo, 20% novas. Percebemos as marcas da madeira no vinho, mas elas não superam fruta apenas a complementam tornando esse Barbera elegante.

Um vinho de cor rubí, sem reflexos e de média intensidade, com halo aquoso perceptível e lágrimas finas. Os aromas trazem frutas maduras, couro, caramelo e um terroso com o tempo na taça. Todos os aromas de média intensidade.

Com taninos de razoável qualidade, boa acidez, corpo médio, leve amargor e um pouquinho de álcool a mais achei que um casamento com massa a bolonhesa sería interessante. O ataque na boca ressaltou a mistura da fruta com a madeira e me lembrei do balsâmico.

Nesse inverno uma boa opção para acompanhar massas. E eu não guardaría este vinho por mais de uma ano.

Forte Abraço.

San Fabiano Calcinaia 2006 - Chianti Classico

Tinto, 100% Sangiovese

País: Itália

San Fabiano Calcinaia

Preço: De R$ 60 a R$ 100

Chegamos a Toscana, terra de grandes vinhos. Lá tem Chianti, tem Supertoscano, Brunellos, tem tanta coisa boa... A Toscana fica no centro-oesta da Itália, esclarecendo: no cano da bota, parte da frente e lá em cima...

Os Chiantis harmonizam com assados de aves, porco e massas, inclusive com o tradicional molho ao sugo.

O nosso exemplar tem cor rubí violácea de média intensidade, com pequeno halo aquoso e lágrimas de média espessura. Os aromas remetem a frutas negras frescas e baunilha. Com o tempo temos um balsâmico e posteriormente algo de café. Os aromas são de média intensidade e complexidade.

Na boca um vinho que agrada bastante e pede comida. Boa acidez equilibrada ao médio corpo. Bom ataque na boca sem lembranças de álcool e apenas uma pontinha de amargor. Sabore frutados e final satisfatório. Um bom equilíbrio de forma geral, um vinho prazeroso.

Forte Abraço!

Valpolicella Classico Campo del Biotto 2007

Tinto, 70% Corvina, 20% Rondinella, 5% Molinara, 5% Castas Antigas
País: Itália
Castellani Michele & Figli
Preço: De R$ 30 a R$ 60
Continuamos passeando pela Itália e chegamos a maravilhosa região do Vêneto, especial para esse blogueiro, pois remete a seus antepassados. Minha família tem origem lá. O Vêneto é a região dos famosos e disputados Amarones...
Mas estamos falando do Vêneto que corre pelo Rio Pó até a fronteira da Áustria com solo de aluvião e muitos Prossecos... Mas lá está o Valpolicella, o "Vale das muitas Adegas", onde encontramos esse interessante corte de uvas italianas. Com base na Corvina, os Valpolocellas são vinhos de corpo médio para leve, gastronômicos e para consumo imediato. No nosso Brasil encontramos diversos deles pelas prateleiras dos supermercados.
O nosso exemplar é um vinho de intensidade de cor baixa, um rubí translúcido e já apresenta refelxos atijolados e halo aquoso perceptível. As lágrimas são de média espessura.
Os aromas remetem afrutas vermelhas frescas e flores. Pano de fundo para um aroma herbáceo, todos de média intensidade.
O ataque na boca é moderado assim como os taninos, em pequena quantidade mas finos. Bem equilibrado, de corpo leve, acidez excelente e final médio. Implora por um bom assado de ave na mesa devidamente acompanhado de uma massa leve.
Uma ótima pedida! Inclusive pode ser um bom vinho para começar a noite de "Queijos e Vinhos" ou acompanhar aquela sopa numa noite fria.
Forte Abraço!

Primitivo di Manduria - Ognissole 2005

Tinto, 100% Primitivo

País: Itália

Feudi di San Gregorio

Preço: De R$ 60 a R$ 100

No calcanhar da Bota (Itália) fica a região de Puglia, região influenciada pelo Adriático, região onde encontramos a Manuduria e seus primitivos. Vinhos de muito corpo, carga tânica elevada e longa guarda.

Temos aqui o exemplar da Feudi di San Gregorio, excelente produtor. Na taça apresentou cor rubí, ainda com reflexo violáceo e halo aquoso inexistente. Pocuas e espessas lágrimas correram pelas paredes da taça.

Os aromas apresentaram média intensidade e complexidade. O ponto alto foram as frutas negras bem maduras, lembrando geléia e o desenvilvimento dos chamados aromas secundários e terciários de couro, pimenta e café torrado.

Na boca um vinho potente mas com uma característica mais elegante. Bom equilíbrio entre álcool e acidez, o que amacia bem a boca e torna o vinho bem gastronômico. Como era de se esperar, encorpado e com boa carga tânica, grande e fina. O retro olfato trouxe o balsâmico.

Um bom vinho que acompanharía perfeitamente uma boa carne vermelha. Acho que uma picanha de forno faría uma harmonização inesquecível.

Sou fã dos primitivos... e acho que não devem nada para os badalados vinhos do norte da Itália.

Forte Abraço!

Vivendo Vinhos Valorizado!

Ontem fui contatado pelo Sr Fábio Gonçalves da Portugal Wines, onde, no blog deles, há um novo link para o Vivendo Vinhos.

O Portugal Wines é um projeto para o produtor Português! Ele visa orientar o mesmo sobre qual é a melhor forma de exportar vinhos para os EUA. Dentro desse projeto eles colocam links para Críticas de Vinho e a opinião desse blogueiro foi considerada relevante. Clique aqui e conheça o trabalho da Portugal Wines.

Espero sinceramente que os produtores brasileiros cheguem a essa maturidade algum dia e percebam a importância dos blogs e de suas opiniões.

Ao Fábio e a Portugal Wines obrigado pelo reconhecimento e valorização. Segue abaixo o comunicado na íntegra.

E os colegas me desculpem se isso parece algum tipo de soberba ou arrogância da minha parte. Mas é apenas uma divulgação de um excelente trabalho que é feito em Portugal.

Forte Abraço!

"Muito boa tarde, Escrevo-lhe este e-mail para o informar que adicionámos o seu Blog como um dos links úteis, no Website/Blog da PortugalWines. A PortugalWines é um projecto que estamos a conduzir no sentido de ajudar os produtores de vinho Portugueses a exportar os seus produtos para os EUA. O facto de fornecemos diversos serviços na área do marketing, vendas, e consultoria em criação de rótulos, nomes e conceitos para vinhos, foi aquele que nos fez decidir, em primeira instância, criar este Blog. A intenção é fazer com que os produtores tenham a possibilidade de se manter a par das últimas novidades acerca do mercado americano, e receber algumas dicas relativamente à tarefa da exportação e as acções que lhe estão inerentes. Uma vez que queremos alargar cada vez mais a quantidade e tipo de informação que disponibilizamos aos nossos clientes, e aos produtores em geral, temos vindo a adicionar alguns links que consideramos ter algum interesse para os produtores, no que diz respeito a criticas aos seus vinhos, eventos da área, gastronomia, etc, e foi esta a razão que nos levou a adicionar o seu blog "Vivendo Vinho" também! Acreditamos no real valor e qualidade dos vinhos Portugueses, e temos a convicção que poderemos fazer um trabalho cada vez melhor “lá fora”, afinal esta é a nossa melhor “arma biológica” (foto abaixo!) menos aproveitada. Visite-nos, e caso considere o nosso projecto interessante, ficaremos gratos se nos divulgar seja através de link, post, ou imagem (podemos disponibilizar o nosso logo). Escusado será dizer que estamos abertos à sua participação. Opiniões e sugestões que considere relevantes são sempre bem-vindas! Com os melhores cumprimentos, Fábio Gonçalves

Office Manager"

Degustação Dessilani

Chegamos a maravilhosa bota! A Itália tem vinhos excepcicionais, tem autenticidade, originalidade, tem sabor e o vinho italiano harmoniza maravilhosamente com comida.

Há algum tempo participei de uma degustação da Dessilani, produtor do maravilhos Piemonte, terra da soberana Nebbiolo. Conhecí seis vinhos interessantes, destaque pra mim foi o Gattinara (confira no Nosso Vinho), mas o Ghemme tem sua tipicidade, sem falar no Barbera muito bem feito e no Barolo, um infanticídio! Precisava ainda de uns dez anos na garrafa... Percebe-se que fiquei encantado com a qualidade.

A Degustação doi dirigida pelo carismático Sr Enzo Lucca, sócio-proprietário da vinícola. O importador Mercovino estava representada na figura simpática de André Maculan. A degustação mais uma vez foi promovida pela Excelência Vinhos e pela ABS- Campinas.

O Piemonte fica a noroeste da bota, é responsável por cinco regiões vinícolas importantes e conhecidas: Barolo, Barbaresco, Barbera, Alba e Asti.

O relevo da região é marcado pelos Alpes (Piemonte = "aos pés das montanhas") e pelos seus vales com muitos rios. Obviamente os invernos são severos mas os verões são quentes, nada excessivo. O detalhe aqui é o longo outono... essa é a chave para o sucesso da Nebbiolo, uva de maturação tardia, ela se beneficia desse época do ano.

A Azienda Vitivinicola Dessilani Luigi e Figlio do Piemonte é secular, data de 1892 e tem muita tradição. Inclusive fornecendo uvas para outros produtores.

Bom, e os vinhos mesmo? Não encontrei minhas anotações... Mas posso adiantar que todos valem a pena! O Gavi (branco) pela sua leveza e mineralidade, o Barbera pela sua fruta marcante, o Nebbiolo pelo seu potencial gastronômico, o Ghemme pelos seus tanino redondos, o Barolo pelo seu potencial de guarda e o Gattinara pela sua complexidade aromática. Mas para você conhecer um pouco melhor estes vinhos, visite a avaliação feita pela ABS-Campinas, é só clicar!

A Excelência Vinhos mais uma vez meu obrigado! Esta parceria tem sido fantástica e só posso agradecer o carinho que vocês tem por mim.

Se você é de Campinas e Região, pessoa física ou loja especializada, e se interessou por estes belos caldos italianos contate a Ana, ou o Silnei, ou o Walter, eles ficarão felizes em atendê-los.

Forte Abraço!

Alentejo: Degustação na Brancotinto

Era uma noite fria de segunda-feira nada melhor que um vinho para aquecer o coração e o corpo. Estava lá eu para mais uma graciosa degustação de vinhos portugueses, a região que passearíamos era o Alentejo, noite tranquila e prazerosa...
O convite para a degustação venho da Josi e do Marcelo da Brancotinto, espaço amplo, fino e agradável, onde você de Indaiatuba pode comprar bons vinhos de diversos importadores. A Degustação trazía 05 vinhos, apenas um branco, mas o mais legal é que os produtores estavam lá! José Castello Branco, proprietário da Sociedade Agrícola do Guadiana, produtor dos conhecidos Herdade Paço do Conde e Henrique Cachão, sócio da Cachamoa - Cia de Vinhos e Azeites e também sócio da importadora Lusitana de Vinhos e Azeites. Dois senhores extremamente educados, gentís e simpáticos, além d seree obviamente apaixonados por vinhos como nós.
Podería falar dos cinco vinhos, mas dessa vez vou fazer um post mais curto e vou falar de dois apenas, porque de um eu já falei, o interessante Herdade Paço do Conde Reserva, é só clicar e relembrar. Mas gostaría de afirmar que todos os vinhos eram interessantes e prazerosos, como devem ser.
Começo então pelo branco, o primeiro vinho da noite, extremamente delicado, o Herdade Paço do Conde Branco 2007, chama a atenção pelo aroma floral e de frutas brancas, com sutíl e agradável toque mineral. Acidez razoável e leveza de corpo bem integrados ao 12% de álcool. É um corte de Antão Vaz e Arinto. Recomendo com entradas muito leves como saladas com palmito.
Partimos para outros tintos, mas o que mais me agradou foi o Barão do Sul Garrafeira 2002, vinho das Terras do Sado, o único que não era do Alentejo, eu particularmente tenho um caso de amor com essa região portuguesa.
Este tinto passa 18 meses por carvalho francês e fica mais 18 meses na adega em garrafa antes de ser comercializado. É um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Castelão. Boa potência e equilíbrio resultando em elegância! Boa carga tânica de boa qualidade e casou bem com o Bacalhau que foi servido ao final da degustação. Me agradou muito.
A Josi e Marcelo meus sinceros agradecimentos e espero por outros convites.
Gostaría de convidar você, meu leitor, a conhecer o outro projeto deles com muitas entrevistas e bom conteúdo, o Brancotinto TV é um portal digital para quem ama o néctar de Baco.
Forte Abraço!

Na foto: Henrique Cachão, Josi Pieri e José Castello Branco

Desafio Assemblage Novo Mundo

Pausa rápida e deixemos a europa por alguns instantes...

Durante o mês de maio tive a felicidade de poder encontrar meu amigo João Filipe Clemente (Falando de Vinhos) para um novo desafio. Degustamos nada mais que nove rótulos do novo mundo. Todos com as seguintes características: Preço até R$ 85 e todos do chamado Novo Mundo do Vinho.

A noite foi agradável e foi ali na Granja Viana na Loja Assemblage, do simpatissíssimo casal Marcel e Bete. Para quem quer conhecer um novo espaço e ter um bom atendimento seguem as coordenadas: Rua José Felix Oliveira, 866 / Granja Viana / 4702.3832 / 4617.4129

Bom, vamos aos vinhos? Com certeza, clique aqui e confira o resultado no Falando de Vinhos. Apenas um detalhe, pra mim o Sul africano foi o melhor da noite, mas para o painel de degustadores o campeão foi brasileiro. Degustação as cegas sempre traz surpresas...

Não perca mais tempo, clique e confira!

Forte Abraço!

Wine Dinner Oliveto x Quinta da Bacalhôa

Mais uma terça de clima ameno no final de abril, eu, acompanhado de minha esposa, me dirigia ao Olivetto para mais uma noite de harmonização. Bons pratos e bons vinhos, pensados e harmonizados com maestria pelo Sommelier Diego Arrebola, que sempre com seu humor refinado e boa apresentação agiganta o evento. Eu já sabía disso... Ir assim a um jantar é mais que uma boa experiência.
Ainda encotraríamos os vinhos da Quinta da Bacalhôa, vinícola portuguesa de destaque internacional e que tem o Brasil como um de seus principais mercados. Os vinhos foram apresentados pelo Alessandro, neto de um dos proprietários da vinícola e representante da Portus Cale (importadora).
Chegando ao restaurante dois bons casais de amigo para encontrar e curtir. Para acompanhar um Lóridos Clássico 2005, espumante português de boa acidez e leveza, um pouco cremoso, bem interessante.
Vai começar! A primeira harmonização é servida! No prato Brandade de Bacalhau servido com Purê de Favas (feijão branco) e uma espuma de tomilho. Na taça um Catarina 2007, branco composto por Fernão Pires (70%) e Chardonnay (30%). Foi servido mais gelado do que devería prejudicando os aromas, mas bom equilíbrio entre o frescor (acidez) e a untosidade da Chardonnay. Um vinho delicado e gostoso.
Vamos em frente com a tradicional Alheira, desta vez esta linguiça portuguesa estava a milanesa (frita) e foi recheada com um ovo de codorniz, saborosa. Ainda teve o inusitado acompanhamento de uma azeitona esferificada (sem semente) parecía uma colher de patê de azeitona, culinária molecular e seus encantamentos. Na taça, pra mim, o melhor vinho do Alentejo que já bebí: Tinto de Ânfora 2006, um elegante blend de 04 uvas portuguesas com um toque de Cabernet Sauvignon (5%). Como a maioría dos vinhos do Alentejo, um vinho muito gastronômico devido a seu equilíbrio, corpo médio e excepcional acidez!
Enfim na taça o famoso Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon 2006 harmonizado com Galinha d'Angola Braseada ao Molho de Mirtillo e folhas de azedinha. Um vinho potente, com características marcantes da Cabernet, mas que não surpreende e sim atende as expectativas, já o prato... sensacional!!!
No prato uma fantástica paleta de cabrito acompanhada com batatas ao murro, que agradou até a minha mulher, que costuma fugir de pratos com grande volume de sabor. Na taça um Palácio da Bacalhôa 2005, complexo, elegante, equilibrado e longevo! Tanto na persistência de sabores na boca como na certeza que pode ficar muitos anos na adega. Já é interessante agora, imagine daqui 05 anos...
O Gran finalle ficou pro conta de uma sericaia com frutas secas e um Moscatel de Setúbal 1998. É por essas e outras que as noites são tão especiais no Olivetto. De cor âmbar, esse néctar apresentou elegância, aromas de mel e laranjeiras (nuances florais), deixa a boca doce sem melar o palato e de persistência inacreditável...
Forte Abraço!

Porto! Cockburns Tawny 20 anos

Vinho do Porto

Portugal - Porto

Cockburns Smithes e Cia SA

Preço: Acima de R$ 100

Chegamos ao maior patrimônio do vinho português: os Vinhos do Porto!!! Produzidos a centenas de anos, os Portos são conhecidos mundialmente por sua elegânciae distinção. Classificar um Porto como digestivo é ofendê-lo! Forte isso, nem tanto... Vinho do Porto é Vinho do Porto! É único, é original, é emblemático... assim como os vinhos da Madeira, os Borgonhas, os Riojas, etc e tal...

A região onde é produzido o vinho do Porto e á mesma do Douro. As uvas e obviamente o clima, geografia e solo são os mesmos. Normalmente finalizam a degustação, tem características doces, e sempre são um gran finale!

Acho que o que causa mais confusão é entender a quantidade de categorias, classificações que um vinho do Porto pode ter, coisa de português... risos. Perdoem os patrícios, mas é impossível resistir... Primeiramente são formados por duas grandes famílias, estilos: Portos Ruby e os Tawny. Mas existem os Portos Brancos também...

Sem complicações, vamos lá! Quer entender? www.ivp.pt, site do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto. Rota: Vinhos>Vinhos do Porto>Introudução e Categorias Especiais. O site é claro e objetivo, vale a pena!

Bom vamos falar do nosso exemplar! Um tawny (aloirado) com passagem em madeira e características de 20 anos de vida. Porque dentro desta garrafa podemos ter parcelas do vinho com 10 anos e outras com 30 anos, o importante é que o vinho tenha característica de 20 anos de idade!

Cor âmbar claro, lembrando um whisky... halo aquoso ainda pequeno e espessas lágrimas correm lentamente pela taça. Sinceramente, só de olhar, já tive aquela sensação de preguiça que vem depois de um bom almoço, eu ali esperando a sobremesa... risos

Os aromas trazem amêndoas torradas e frutas secas, com muita intensidade, persistência e boa complexidade.

Na boca, doce! Mas não melado e sim elegante! Corpo médio com aquela sobra de álcool característica (20%), num Porto isso não é defeito! Bom ataque na boca, sem amargor, sem adstringência e retro-olfato de frutas secas. Excelente equilíbrio reforçando a elegância.

Por não ser tão doce precisa acompanhar sobremesas mais leves. Mas ele encerra a refeição por si só com maestria! Acho que não harmonizaría com nada...

Continuo atrasado! Já estamos em Junho e nem passei por Espanha, nem Itália... coitada da Alemanha, vai ficar só com um post... Mas espero que estejam gostando. Ainda em Portugal temos a Quinta da Bacalhôa pela frente e mais uma degustação... Aguardo os comentários e sugestões.

Forte Abraço!

Advertência

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