Wine Dinner Oliveto x Quinta da Bacalhôa

Mais uma terça de clima ameno no final de abril, eu, acompanhado de minha esposa, me dirigia ao Olivetto para mais uma noite de harmonização. Bons pratos e bons vinhos, pensados e harmonizados com maestria pelo Sommelier Diego Arrebola, que sempre com seu humor refinado e boa apresentação agiganta o evento. Eu já sabía disso... Ir assim a um jantar é mais que uma boa experiência.
Ainda encotraríamos os vinhos da Quinta da Bacalhôa, vinícola portuguesa de destaque internacional e que tem o Brasil como um de seus principais mercados. Os vinhos foram apresentados pelo Alessandro, neto de um dos proprietários da vinícola e representante da Portus Cale (importadora).
Chegando ao restaurante dois bons casais de amigo para encontrar e curtir. Para acompanhar um Lóridos Clássico 2005, espumante português de boa acidez e leveza, um pouco cremoso, bem interessante.
Vai começar! A primeira harmonização é servida! No prato Brandade de Bacalhau servido com Purê de Favas (feijão branco) e uma espuma de tomilho. Na taça um Catarina 2007, branco composto por Fernão Pires (70%) e Chardonnay (30%). Foi servido mais gelado do que devería prejudicando os aromas, mas bom equilíbrio entre o frescor (acidez) e a untosidade da Chardonnay. Um vinho delicado e gostoso.
Vamos em frente com a tradicional Alheira, desta vez esta linguiça portuguesa estava a milanesa (frita) e foi recheada com um ovo de codorniz, saborosa. Ainda teve o inusitado acompanhamento de uma azeitona esferificada (sem semente) parecía uma colher de patê de azeitona, culinária molecular e seus encantamentos. Na taça, pra mim, o melhor vinho do Alentejo que já bebí: Tinto de Ânfora 2006, um elegante blend de 04 uvas portuguesas com um toque de Cabernet Sauvignon (5%). Como a maioría dos vinhos do Alentejo, um vinho muito gastronômico devido a seu equilíbrio, corpo médio e excepcional acidez!
Enfim na taça o famoso Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon 2006 harmonizado com Galinha d'Angola Braseada ao Molho de Mirtillo e folhas de azedinha. Um vinho potente, com características marcantes da Cabernet, mas que não surpreende e sim atende as expectativas, já o prato... sensacional!!!
No prato uma fantástica paleta de cabrito acompanhada com batatas ao murro, que agradou até a minha mulher, que costuma fugir de pratos com grande volume de sabor. Na taça um Palácio da Bacalhôa 2005, complexo, elegante, equilibrado e longevo! Tanto na persistência de sabores na boca como na certeza que pode ficar muitos anos na adega. Já é interessante agora, imagine daqui 05 anos...
O Gran finalle ficou pro conta de uma sericaia com frutas secas e um Moscatel de Setúbal 1998. É por essas e outras que as noites são tão especiais no Olivetto. De cor âmbar, esse néctar apresentou elegância, aromas de mel e laranjeiras (nuances florais), deixa a boca doce sem melar o palato e de persistência inacreditável...
Forte Abraço!

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