Opinião Vivendo Vinhos: Taxa de Rolha


Bom.. Vamos estrear a coluna de opinião do Vivendo Vinhos tratando de um tema complicado, um tema que gera diversas posições, a 'rolha'! Sou contra a cobrança mas vou tentar apresentar as duas posições de forma sucinta e objetiva. O espaço de comentários está aberto para a sua opinião! Não somos obrigados a concordar, certo?
Mas antes vamos explicar o que é essa tal de 'rolha'? Afinal nem todos devem saber. A taxa de 'rolha' na verdade é uma tarifa cobrada pelos bares e restaurantes quando o cliente leva o próprio vinho ou whisky ou outra bebida qualquer. Para cada garrafa que o estabelecimento abre (por isso fala-se 'rolha') o mesmo cobra um valor. Já ví a tal da 'rolha' chegar a módicos R$ 100.
Agora que sabemos o que é a 'rolha' vamos tratar do assunto com cautela. Os restaurantes argumentam que fazem investimentos em taças, profissionais(sommelier), adegas climatizadas, rótulos, etc e por isso fazem a cobrança. Esses são basicamente os argumentos que defendem a 'rolha'.
Os refuto baseado na lógica do negócio do restaurante. Como àquele 'restaurante x' pode existir sem esses elementos? Esses investimentos são intrínsecos ao negócio e devem ter seu retorno conforme o crescimento do estabelecimento. Sinceramente não acredito que alguém leve um vinho a um bar ou restaurante que não esteja apto a lhe atender bem.
Ainda, para completar, será que os restaurantes não percebem que a cobrança é dupla??? Afinal já existem os 10% de serviço... que muitas vezes são cobrados sobre o preço da 'rolha'.
Talvez você esteja se perguntando porque eu quero levar o vinho? Já que frequento restaurantes que normalmente tem cartas elaboradas e com boas opções. São duas as razões, primeira o restaurante não tem obrigação de ter na carta o vinho que desejo beber; segunda as margens de lucro praticadas atualmente são exageradas, normalmente os restaurantes dobram os preços que encontramos nas etiquetas das lojas, acho que o preço fica injusto.
Por fim gostaría de dar uma sugestão aos restaurantes que praticam a 'rolha', mudem essa política! Fica aqui uma outra opção, como pratica a Casa Bráz de Campinas, se o cliente levar um vinho que não está na carta nada é cobrado mas se o vinho estiver na carta é cobrado o preço da carta. É possível... e com inteligência...

Enfim, mais uma vez convido você a participar!
Por fim estou lançando essa coluna com uma promoção! Afinal quem não gosta de ser presenteado com uma garrafa de vinho??? Deixe um comentário com seu e-mail e concorra a uma garrafa de Serrera Del Pecado 2007! Harmônico corte de Malbec e Cabernet Sauvignon. Não é preciso opinar sobre a 'rolha' apenas deixar seu e-mail.
Serão aceitos comentários até 25 de janeiro! O vencedor será anunciado dia 31 deste mês. Esssa promoção tem o apoio da Vinhos Web.
Forte Abraço!


43 comentários:

  1. Caro Christiano,

    Muito bom o seu coloquio. eu trabalhei por vinte anos em varios restaurantes de ponta em NY e essa e' minha posicao quanto ao assunto:
    Se o meu negocio e' restaurante, eu vendo: comida, bebida, servico e ambiente. O "business" de restaurant e' cansativo, oneroso, se trabalha todos os dias, longas horas, etc. Um restaurante para operar e' nescessario empregar muita gente, custos altos com seguro de todas as classes, contadores, imostos de todos os tipos etc. O custo operacional e' alto, o nivel de stress e' alto, etc. Para ter sucesso e reconhecimento no negocio pode levar um bom tempo. Na norma, nao faz sentido nao cobrar pela taxa-de-rolha ainda mais se o vinho sendo trazido, seja um vinho comum, ou seja, nao seja um garrafa especial, um Burgundy Grand Cru, Um Barolo Vigna Rocche, Um champagne Salon, Um Riesling Trockenbeerenasulese, etc. Sem o lucro da bebida nenhum restaurante que se preza conseguiria sobrevirer. O ""bons"" retaurantes americanos, francesesm etc, aplicam uma margem de 250 a 500% numa garrafa de vinho, do cntrario nao teriam motivo de estarem aberto para o publico.
    Favor notar que eu estou me referindo a restaurants de medio a alto nivel e nao restaurantes da vizinhaca, etc.
    O que eu acho logico ser cobrado, seria o preco da garrafa mais barata da carta de vinhos do restaurante.
    savio
    www.savinho.com

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  2. Cristiano, confesso que ainda não tenho uma opinião definitiva sobre o assunto. Por vezes acho justo, mas em outras fico indignado. Não encontrei ainda um meio-termo.

    Mas mesmo assim, quero concorrer ao vinho. Vai meu e-mail: vinhoparatodos@bol.com.br

    Saúde.

    VPT

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  3. Oi Cris!

    Também não concordo muito com a cobrança, mas as vezes acho justo pelo uso de taças, decanter, etc. Relamente uma boa opção seria cobrar a garrafa caso ela estivesse na carta... mas os preços abusivos realmente desanimam.

    Legal a promoção! Meu email é avispa@gmail.com

    Abração e feliz 2010!

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  4. Cristiano,

    Tenho uma opinião definitiva sobre o tema na revista Divino n° 9, que está nas bancas. Aceito pagar rolha desde que o valor não seja exagerado. O ideal é não pagar, porém, é direito do restaurante exigí-la. O que não concordo são os valores abusivos que alguns estabelecimentos cobram pela rolha e pelos vinhos (acima de R$ 45). Acredito na razoabilidade do racíocinio que exclui essa cobrança qdo. o vinho levado não faça parte da carta. O tema escolhido é apropriado, parabéns!

    Forte Abraço

    Jeriel
    blogdojeriel.com.br

    Segue meu e-mail: jerielc@bol.com.br

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  5. Cristiano,

    Sou da opinião que se o vinho não esta na carta do restaurante que não seja cobrado. Existindo, que seja cobrado um valor fixo, mas não abusivo. Penso num valor de no máximo R$15,00 por garrafa.

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  6. Oi Cristiano,
    Concordo com o comentário.
    Quero acrescentar que a rede Ráscal também não cobra rolha por vinhos que não estão na carta.
    Acho que o restaurante pode cobrar por um prato o valor que achar justo. Afinal o Chef é um artista!
    Mas no caso dos vinhos o artista acaba sendo quem menos recebe pela sua obra. O produtor recebe do importasdor, que paga para o governo, paga para o transportador, paga para incluir seus vinhos em cartas e prateleiras e o consumidor paga tudo isso. Precisamos lembrar que para figurar em algumas cartas de restaurantes os importadores presenteiam adegas, caixas de introdução e até taças.
    Não existe justificativa para os restaurantes!
    Só existe a rolha por saberem que cobram um absurdo, caso contrário ela não teria razão de existir.
    abraços
    Beto Duarte

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  7. Caros,

    Obrigado a todos por contribuirem! A discussão vale muito.

    E não esqueçam de deixar seu e-mail para concorrerem a um vinho.

    Forte Abraço!

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  8. Cristiano!

    Obrigado por nos mencionar, estamos acompanhando o teu blog.

    Att,

    VinhosWeb

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  9. Caro amigo...

    Um restaurante é, antes de mais nada, uma empresa e como tal, visa o lucro. Até aí, tudo bem. O que não concordo é com alguns que entendem a taxa de rolha como uma fonte de lucro secundária.

    O mais sensato seria os restaurantes isentarem da taxa, caso o vinho levado pelo cliente não, conste na carta do restaurante, como é o caso do Bráz. Mais que sensato, é elegante.

    Os restaurantes deveriam usar a cobrança da "taxa de rolha" a favor do restaurante e não contra. Cobrar um valor absurdo deliberadamente não pega bem.

    No bom exemplo acima, o restaurante usou a cobrança favor da imagem deles. Como consequência, o cliente fica satisfeito e o leva muitas vezes a consumir mais do que é a especialidade da casa, a comida.

    um abraço!
    Alexandre

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  10. Cristiano, realmente não precisamos concordar.
    Imagine alguém que entra em um restaurante, abre uma sacola, retira uma quentinha e pede para servir. A situação do vinho é a mesma. Vender bebida é o negócio do restaurante. Eu penso que os restaurantes que aceitam a rolha estão prestando um serviço a mais pois muitos proíbem que você leve a sua própria bebida. Se eu tivesse um restaurante, só amigo meu poderia levar o próprio vinho e ainda assim, teria que ser melhor que os meus.
    Bjs

    Paulo

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  11. Cristiano, Cobrar rolha é uma enooooorme concessão do restaurante. Muita gente nem aceita isto aqui na França. Não se trata de um direito adquirido. Não cobrar rolha é um presentaço, o cara deve estar pagando promessa. Defendo a taxa de rolha e considero que o preço justo é o do mais barato da casa. Santé.

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  12. Já que tem prêmio mando outro post para ter mais chances.he,he,
    O fator de multiplicação do vinho em 2 ou menos é bem interessante. Ruim é onde se multiplica por 3 ou 4. Como em grande parte da França. Quando se calculam os preços de um restaurante é necessário incluir todos os itens que serão vendidos. Refeições e bebidas. O "prato" mais caro é muitas vezes um vinho e não a lagosta ou o camarão. Com o intuito promocional acho legal poder levar o vinho. Mas não acredito que possa ser regra. Ou por quê não levar meu prato e apenas pedir um vinho??? E se eles não tem o prato que quero comer mas tem o vinho que quero beber? Invertendo a questão sua afirmativa" São duas as razões, primeira o restaurante não tem obrigação de ter na carta o vinho que desejo beber", fica capenga.

    Acho que um restaurante praticar fatores de multiplicação mais condizentes vai vender mais vinhos. Veja que este foi o caminho para o sucesso das whiskerias no Brasil, inclusive com patrocínio dos fornecedores e criação de clubes com garrafas personalizadas.
    Isso de sair com garrafa debaixo do braço para o restaurante é um modismo brasileiro e ouso dizer um abuso do direito não adquirido de rolha. Este é um favor, uma gentileza, cortesia do restaurateur.
    Vou parar por aqui pois isto dá uma dissertação.
    Abraços
    Rogerio

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  13. Caros Christiano e Confrades,

    A cobrança da rolha em restaurante tem o mesmo sentido da cobrança do serviço, hoje denominado couvert. Além disso, temos os 10% que são, teoricamente, da equipe (garçons, cumins, cozinha, etc.) Para ilustrar vou contar uma história. Ao chegar a um restaurante, pronta e atenciosamente o garçom colocou o pãozinho e a manteiga na mesa. - Garçom não preciso do serviço, disse o cliente. Ele então retirou o pão e manteiga e informou ao proprietário do restaurante. Este solicitou que retornasse a mesa e retirasse o copo, os talheres e o guardanapo. Ao fazê-lo o cliente, espantado, disse: - Mas eu vou jantar! O proprietário se aproxima do cliente e explica: Senhor o serviço em um restaurante é cobrado em função dos utensílios que deixamos a disposição dos clientes e que tem que estar em perfeitas condições de higiene e manutenção. E isto tem um custo. O pão, a manteiga e outras cortesias foram adicionadas ao longo dos tempos como uma forma de atrair, encantar e manter os clientes. O senhor tem o direito de não querer comer o pão e manteiga mas não tenho como abrir mão de lhe cobrar o serviço.

    Da mesma forma, não cobrar rolha é uma decisão do restaurante.

    E só acho conveniente levar seu próprio vinho se for um vinho raro e incomum.

    O custo da rolha é justo e o valor cobrado é o que se pode discutir assim como se pode discutir o valor do serviço cobrado. Mas que é justo é justo.


    Abraços,
    Rogério Daudt

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    Respostas
    1. Prezado, os pratos, talheres e garçons são partes inerentes ao negócio. VC não vai a um cinema e paga 10% pela limpada da sala ou pelo uso da tela ou dos oculos 3d.. A cobrança de 10% de serviço é apenas uma maneira de explorar ainda mais o consumidor. No Brasil o cliente tem a opção de se recusar a pagar mas é tanto incomodo q nem vale a pena. Existe outras maneoras , de BOA FÉ para se ganhar dinheiro. Basta saber calcular e praticar o preço justo para se ter o lucro desejado.

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  14. - Com relação a Rolha, acho justo a cobrança, desde que em patamares razoáveis, acho que cobrar R$ 100,00 é um exagero. Claro desde que o vinho levado não esteja na carta do restaurante.

    - Quanto a questão do couvert levantada pelo Rogério, já discordo, acredito que o restaurante deveria calcular o custo e adicionar ao valor do prato de comida.

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  15. Concordo com o Jeriel, acho que estão no direito de cobrar.

    Conto aqui uma história:

    Abriu um restaurante recentemente que não cobrava rolha. A certa altura os clientes começaram a ir ao supermercado na frente, comprar o vinho para beber no restaurante e ainda chegavam lá com o saquinho do supermercado. Resultado: passaram a cobrar rolha, a meu ver, com justiça.

    Acho que o público brasileiro ainda não está preparado para uma política de não cobrança de rolha. Querem tudo e não querem dar nada, querem levar vantagem sempre.

    É claro, sempre dou preferencia a locais que não cobram ou que cobram uma taxa que considero honesta. Gosto por ex. do sistema do Vecchia Cucina que cobra uma taxa fica por pessoa independente do numero de gfs.

    Recentemente fui ao KAA. R$ 80,00 a rolha e ainda cobram o serviço em cima, ou seja, 88,00. Lá não volto tão cedo, acho exagerado e injusto mas ainda assim estão no direito deles.Se tem gente que paga e não se importa, melhor pra eles.

    Grande abraço,
    Carlos Hakim
    Revista diVino

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  16. Christiano, também tenho que discordar: a rolha não me parece por nada injusta, uma vez que o vinho - como você mesmo argumenta - é íntrinseco ao negócio do restaurante. O que acontece muito freqüentemente é um "abuso" ou desequilíbrio colossal na hora de se estabelecer o valor dessa rolha, especialmente em restaurantes que tenham uma carta de vinhos simples ou incompleta. Concordo bastante com o Hakim e com o sistema do Vecchia Cucina ou ainda o dos restaurantes que, em uma ou duas noites na semana, isentam os clientes da taxa.

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  17. Pessoal,

    Legal!

    Agradeço a contribuição e as idéias de todos. Está muito bacana!

    Quanto aos argumentos pró e contras prometo efetuar um post com os "highlihts"...

    Forte Abraço!

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  18. Pessoal,

    Mais uma vez agradeço todos os comentários, de muita gente de respeito, sou fã de alguns de vcs! Mas agora com tempo vou contra-argumentar numa boa e espero enriquecer um pouco mais essa discussão, que relamente está bem legal.

    Primeiro cobrar a rolha ou não é sim uma decisão do estabelecimento, afinal é uma prática, mas, com todo respeito a vc Rogério, retirar os talheres é grosseria e um mau exemplo.

    Há um foco claro no restaurante, eu discordo, vejo as coisas como consumidor, se o restaurante faz uma concessão em permitir que eu leve um vinho, eu faço outra escolhendo este restaurante para cuidar do meu vinho e serví-lo. Sim! O restaurante conquistou isso com sua qialidade, mas na minha opinião isso não dá o direito a cobrança. Há concessão dos dois lados afinal eu podería beber em casa.

    Terceiro, a grande maioria das pessoas escolhe o restaurante em função de sua especialidade (comida italiana, francesa, asiática, pizza, churrascaria, etc e tal) e não em função do vinho. O vinho não é nem o segundo fator na decisão, mas, na minha modesta opinião o ambiente que o local oferece (mais descontraído, mais rústico, mais requintado e por aí vai...). Afinal vamos até lá para desfrutar dos prazeres da mesa onde o prato é o ator prinicipal. Portanto, com todo respeito, entendo que qualquer exemplo que considere levar a comida ao restaurante não faz sentido, meu argumento pode até ser capenga mas este aqui ainda é mais...

    Quarto, as pessoas até frequentam os restaurantes mas não consomem o vinho, consomem refrigerantes, sucos ou cervejas. Quando levamos o vinho consumimos água, normalmente em níveis razoáveis, ou seja margens e volume de lucro semelhantes a anteriores, abrindo garrafas de outras bebidas e sujando copos da mesma forma... Pergunto: o que o restaurante ganha ou ganhou com a rolha?

    Forte Abraço!

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  19. Oi Cristiano, esse assunto dá muito pano pra manga mesmo. eu também já falei sobre no meu blog. Quando tiver um tempinho , apareça lá. O post sobre a rolha foi esse http://ojantarestaservido.blogspot.com/2009/09/taxa-de-rolha.html

    Eu não sou propriamente contra à taxa, mas claro que muitos restaurantes abusam e adotam uma postura muito antipática com o cliente. Por que não cobrar uma taxa de rolha baseado no vinho mais barato> Mas que no final das contas, o cliente LEVE o vinho para casa.
    Abraços
    Meu email é holandaster@gmail.com
    Sorte e um 2010 maravilhoso

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  20. Acho que o estabelecimento esta no direito de
    cobrar rolha assim como estamos no direito de ir aonde queremos. Se não gosta da postura ou da política do lugar, não vá. Opções não faltam em SP.
    Quando escolhemos um restaurante pra ir nos sujeitamos ao que ele oferece (atendimento, comida, preços, etc..). Se não gosto da comida, ou acho muito caro pelo que oferece, não vou, escolho outro. O mesmo se aplica à questao da rolha.
    Claro, cada um sente aonde lhe dói. Alguns reclamam que andam cobrando demais pela comida, outros que o serviço nos restaurantes anda pessimo, outros na questão da rolha.
    Eu mesmo já deixei d frequentar vários lugares por cobranças abusivas de rolha, ou mesmo por não terem taças e serviço adequado.
    Enfim, a decisão ainda esta em nossas mãos de pagar ou
    não por rolha.

    Abs a todos,
    Carlos Hakim

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  21. Sou a favor da cobrança não porque concorde com ela, mas sim pelos inúmeros "sem noção" que existem por aí.
    Se não fosse cobrada a taxa, iria ter muita gente que sentaria no restaurante, usaria toda a infraestrutura e atendimento do lugar, e consumiria uma porção de azeitona, por exemplo. Aí o dono do restaurante ocupou uma mesa por várias horas, ar condicionado, garçom, teve que lavar taças, talheres, guardanapos, etc... e não vendeu praticamente nada!
    Infelizmente é Brasil e o povo aqui é muito sem noção, aquela velha máxima do "jeitinho brasileiro" que na verdade eu chamo de "se dar bem"!
    Concordo mesmo é com a opção que foi mencionada de que se a bebida não costar das opções do restaurante não seja cobrada.
    Outra coisa, sinceramente para que alguém se daria o trabalho de sair de casa com uma garrafa de bebida para sentar num restaurante? Sinceramente eu acho que é gostar de aparecer...
    Afinal, se já tenho a bebida, chamo os amigos em casa e bebemos ali mesmo.

    Muito bom o post e o debate, parabéns.

    Segue meu e-mail para participar da promoção:

    nimesulide@gmail.com

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  22. Carlos,

    Obrigado por contribuir!

    Assino embaixo! A decisão é nossa e como consumidores temos esse poder de escolha.

    Mas esse poder de escolha também é poder de negociação. Temos que utilizá-lo para mudar as coisas.

    Forte Abraço!

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  23. Opa Cristiano,

    Excelente tema...

    Acho justíssima a taça de rolha. Há prestação de serviços, deve haver cobrança. Aliás, prefiro assim, ao invés de embutir o rateio desta cobrança nos demais serviços e produtos oferecidos.

    Quanto ao julgamento dos valores cobrados, é preciso avaliar a qualidade do serviço prestado. R$10 por taças ruins e garçons desatentos ao serviço do vinho, me parece caro. Por outro lado, R$80 por taças adequadas ao vinho, sommelier ou garçom que cuida da temperatura, da aeração do vinho e do ritmo do serviço, me parece uma cobrança mais justa.

    É claro que em alguns casos, esta cobrança pode superar o próprio preço de compra do vinho, aí é preciso considerar o "valor" da ocasião.

    Jantar romântico em casa, fazendo as vezes de sommelier, pode quebrar um pouco o encanto (principalmente se a companhia não compartilha da sua paixão e dos seus cuidados com o vinho). Nestas horas, um serviço profissional, em restaurante, é a melhor saída. Com a vantagem de poder levar aquele vinho especial, comprado naquela viagem, ainda mais especial.

    Abs.,
    Marcus
    marcusflavius@terra.com.br
    www.azpilicueta96.blogspot.com

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  24. Começou o ano polemizando, não meu amigo? Na minha opinião o grande gerador deste dilema é essencialmente o próprio restaurante que joga contra. Que os restaurantes estão cobrando os olhos da cara por seus pratos, pelo menos aqui em Sampa, isso não é mais assunto para discussão, é fato consumado. Querer ganhar dinheiro com a venda de vinhos e garantir seu ROI, beleza e plenamente justificável. O problema surge quando os vinhos custam 100 a 150% do preço de prateleira, aí parte-se para um outro extremo que chamo de ASSALTO e não precisa disso para o restaurante se garantir. Aliás, é de uma visão extremamente míope e de curtissimo prazo. O consumidor não é mais idiota e isento de informação.
    Fiz uma pesquisa junto a meus leitores faz cerca de um mês e quase 80% dos que responderam, e foram bastantes, disseram que um sobrepreço de até 40% é aceitável e justificável o que demosntra que o consumidor entende que haja a necessidade de ganho. Considerando-se que os restaurantes compram com pelo menos 20% de desconto sobre o preço de prateleira, teríamos uma margem bruta de 60%, isso quando não têm todas as benesses que o Beto tão corretamente inumerou acima! Que negócio dá isso? Os caras ainda querem mais?!!! Existe de tudo no mercado e quando se tem uma carta de qualidade (bons vinhos em todas as faixas)com politica de preços adequada como o Varanda Grill, La Marie, Bassi, etc., não existe razão para levarmos nosso vinho de casa, a não ser por alguma razão muito especial.
    Como em tudo na vida, o segredo está no equilibrio e no bom senso, que não são tão comuns assim. Não tem na carta, cobre-se uma rolha simbólica razoável, tipo R$20,00. Tem na carta, cobre-se 30/40% do valor da carta para cobrir seu lucro cessante. É cliente da casa, traz um baita vinho para comemorar um grande momento, exenta-se de tudo. Gente, isto é business!! Trate mal o cliente, meta a mão no seu bolso de forma inescrupulosa e crau, terá o troco. O Carlos não irá mais no KAA, pois eu que ainda não tinha ido agora não vou mais, até porque comer bem e só tomar água ou suco, para mim, é brochante. Por outro lado, não gosto de me sentir roubado, seja em dez Reais, oitenta ou duzentos, não interessa se posso ou não pagar, o que interessa é o ato!
    Como bem diz o Cristiano, é uma mera questão de escolha. O restaurante faz a sua e nós a nossa, simples. (KAA, bye, bye)
    Salute e um excelente ano para todos.
    ps. Cris, já tens meu e-mail, ó pá!

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  25. JFC, CLaudia, Helio, Carlos , Marcus e outros...

    Obrigado por participar!

    A discussão continua aberta...

    Forte Abraço!

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  26. Cristiano,

    Concordo com o João Filipe. Os restaurantes deviam pensar de forma estratégica as suas cartas de vinhos. Uma carta de vinhos inteligente, planejada e pensada de acordo com o que o restaurante quer em relação ao vinho pode ser de extrema importância para definir o posicionamento do restaurante. É possível sim praticar margens justas e ter um grande retorno com o vinho. Cobrar rolha, aqui no Brasil, está muito relacionado ao preços altíssimos dos vinhos. No caso de você querer levar um vinho especial, acho que algum valor poderá ser cobrado.

    Abs.,

    Claudio(levinaublog@gmail.com)

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  27. É isso aí Cris, muito bom o seu texto.

    Ao meu ver, uma forma justa seria cobrar somente quando o vinho for da carta do restaurante.

    se for um outro vinho, a rolha nao deveria ser cobrada.

    Enfim, cada um vê o seu lado da história...

    Jean
    otanino01@gmail.com

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  28. Pois é, sempre achei um assunto espinhoso. O ideal seria usar, sempre, o bom senso. Estava pesquisando o assunto, pois no baile de formatura de minha esposa estão cobrando R$ 50 a rolha. Para um baile, que não tem uma carta de vinhos e espumantes, achei caro.
    Em um restaurante, até aceito pagar, desde que não seja abusivo.
    Conheço locais com preços muito honesto de vinhos, onde nunca levaria uma garrafa. Já outros locais cobram mais de 100% sobre valor de mercado da garrafa, aí vc. sabendo o quanto está pagando de ágio fica mais difícil.

    U abraço,

    Luiz
    lc_bonetti@yahoo.com.br

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  29. Excelente debate. O blog assumiu às vezes de forum. Boa!
    Em primeiro lugar, não vejo os sócios dos restaurantes que frequento pedindo esmola por aí, portanto vai por terra o argumento de que eles quebrariam se não cobrassem rolha.
    Também não é o caso de regular a cobrança de rolha por lei. Fica aberto para a política do estabelecimento.
    Sobre qual o preço justo do vinho, quando me cobram mais do que 100% no vinho em comparação com as lojas, sinto que me estão chamando de otário na cara dura e não bebo vinho no local. Entre 50% e 100% só peço vinho em situações muito particulares, todavia tenho certa noção sobre preço de vinhos, outros clientes podem estar sendo ENGANADOS mesmo.
    Não me estou referindo a muita grana, não. Só de pagar R$40 num vinho que vale entre 20 e 25 já fico p.
    Considero muito elegante a casa não cobrar rolha. Pode ser uma forma de atrair amantes de vinho como nós. Gente que valoriza ($$$) os prazeres do bem viver, mas que também não gosta de ser passada para trás.
    Cobrar rolha não é crime nem imoral; exagerar no preço do vinho não é crime e é imoral.
    Abrir mão da rolha ou cobrar o preço justo do vinho é a melhor política para me atrair como cliente.

    PS: Cris, não vou escerver o e-mail (que você já tem) aqui. Mais spammers podem usá-lo deixando assim o endereço em comentários na rede. Concorrer ao vinho fica a seu critério.

    Brindes
    Leonardo
    vivaovinho.blogspot.com

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  30. Ola Cristiano
    Vc já não nos visito há algum tempo lá no Olivetto hein?
    O tema proposto com certeza é dos mais polêmicos, mas gostaria de contribuir com o ponto de vista de que trabalha no ramo.
    Em primeiro lugar, alguns dos argumentos já apresentados são pertinentes, afinal, além da taxa de serviço, que nada mais é do que nossa justa comissão sobre as vendas, existem muitos outros custos envolvidos (taças, decanter, sommelier, toalhas, hora/homem, etc) que são custos de manutenção, e não mais parte do investimento inicial do empresário. O restaurante é uma empresa, e como tal visa o lucro em todos os produtos vendidos; assim como não é permitido ao cliente levar a própria comida ou a própria cerveja, o mesmo vale para o vinho.
    Álem desta questão mercantilista ( que foi o foco do debate até aqui) existe um outro aspecto; imagine o proprietário, ou no meu caso, o sommelier, que elabora uma seleçã ampla de vinhos ( no Olivetto são 546), prestigiando os mais diversos estilos, castas e países, ver o cliente abdicar disto em favor do seu vinho do dia-a-dia? Eu particularmente fico um pouco frustrado com isso...
    Destaco que não estou falando de vinhos especiais, pois estes sim tem o seu lugar no restaurante. A Taxa de Rolha, neste caso, nada mais é do que uma pequena taxa que o cliente paga para degustar o seu vinho especial em um ambiente especial, contando com atendimento e atenção profissionais. Já no caso dos vinhos comuns, o objetivo da rolha é sim desestimular o seu consumo, em favor dos vinhos do próprio restaurante.
    Espero ter de alguma forma contribuido com a discussão.
    Grande abraço
    Diego Arrebola - Sommelier
    diego_arrebola@yahoo.com.br
    E.T. No Olivetto cobramos uma taxa de rolha de R$ 40,00

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  31. Leo,

    Obrigado por contribuir!

    Diego,

    Agradeço e fico lisonjeado com sua contribuição. Afinal um profissional do seu gabarito passando por aqui e acompanhando o blog é bem bacana. O Diego ficou entre os três melhores no último campeonato brasileiro de Sommelier.

    Mais uma vez obrigado pela contribuição.

    Forte Abraço!

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  32. Concordo com a maioria.
    Acredito que o restaurante tenha direito e deve cobrar, porém existe um certo limite...$50 - $100 não faz sentido!

    abs,

    vinhosss@terra.com.br

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  33. Cristiano, com os devidos abraços curitibanos, entro na roda fervilhante da discussão sobre a rolha com prazer.

    Inicialmente, temos que ser maduros e conscientes de que, ao entrar num restaurante, você está sob o teto e as regras do estabelecimento. Como um negócio privado, o restaurante tem o direito, desde que não contrarie seu papel legal de fornecedor e as regras das leis que regulam a relação entre fornecedor e consumidor, de cobrar até um trilhão de guaranis pela rolha (ok, ok, pela lei não se pode cobrar nada em moeda estrangeira, mas vocês entenderam a mensagem).
    Assim, vamos fazer rapidamente uma análise jurídica da questão, por mais chato que papo de advogado seja:
    1. Ao levar o vinho para consumo num restaurante, o consumidor isenta o restaurante do seu papel de fornecedor quanto à bebida. O que se estabelece a partir do momento em que o cliente leva ao restaurante sua própria bebida, é uma mudança na relação de consumo neste ponto: o restaurante passa a ofertar um serviço puramente, e não mais o fornecimento de produto e serviço, como acontecia com a refeição e os vinhos que ele mesmo serviria.
    2. Prestando um serviço agora (o de retirar a rolha de sua garrafa, decantar, climatizar, colocar nas taças, servir enquanto se come, etc), o restaurante passa a fazer preço ou não por isso. Entenda-se com clareza: a "rolha" é então o serviço prestado de cuidar, manusear e servir o vinho levado. Isto pode ter um preço, e se for ofertado como cortesia, passa a ser um serviço realizado sem cobrança, onde as obrigações do restaurante, na excelência do serviço do vinho, permanecem.
    3. Neste ponto, percebemos que, numa análise essencial da questão, os restaurantes que disponibilizam o serviço de vinho trazido pelo cliente sem cobrança estão operando um simples atrativo comercial, pois entendem que podem deixar de ganhar com o fornecimento da bebida, mas isso fidelizará o cliente e será um chamariz para que se ganhe com o vallet, com a comida, com o cafezinho, com a água com gás ou sem servida muitas vezes sem se perguntar se a reposição é desejada, etc, etc.
    4. Obviamente, dentro da mesma ótica, se houve a cobrança de rolha, seja qual ela for, a gratuidade cessou, e com ela, a tolerância quanto à imperfeição. A partir do momento que o restaurante cobre a "taxa de rolha", seu dever de fornecimento de serviço passa a ser exigido no critério esperado, a dita "legítima expectativa do consumidor". Um bebedor de vinho com um singelo conhecimento, por exemplo, já pode passar a exigir, já que paga por isso, taças corretas e de cristal, garçom com conhecimento do serviço do vinho, balde com gelo, decanter e até, numa interpretação mais ideal, sommelier na casa.
    5. Disso vem a conclusão de que qualquer argumento tolinho e choramingante do estabelecimento quanto a não permitir que se leve o vinho para ser consumido em seu estabelecimento é a mais antipática e infantil das políticas, até meio cegueta. Se há cobrança do serviço do vinho, há remuneração. Havendo remuneração, não cabe ao cliente se apiedar do restaurante porque ele cobrou 15 reais ou 200 reais. Quem faz o preço é o fornecedor, quem pode saber se ele será viável como negócio com aquele preço é exclusivamente o gestor do negócio.

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  34. 6. Saindo da face jurídica da questão, as conclusões de senso comum são normalmente afeitas e indexadas à carga cultural e poder de reflexão das pessoas. Nisso, qualquer argumento que afirme que "é errado se cobrar rolha", é raso e pouco relevante, já que o cerne da discussão não está e nem nunca poderia estar na dicotomia "certo e errado." A coisa vai muito além desse pseudo-maniqueísmo. Usos e costumes são também definidores de nosso cotidiano (aliás, os maiores definidores), e o acordo de cavalheiros ou cavaleiros (em outras épocas ou ainda hoje em certos rincões desse paízão), deve ser a tônica da questão. A coisa é muito, muito mais simples do que parece: restaurantes que não cobrem rolha e tenham boa comida a preços justos, merecem a beatificação. Restaurantes que cobrem o serviço do vinho em valores coerentes e disponibilizem ótimas taças, bons garçons e se orgulhem de que sua comida foi eleita para o nosso afetivo e prazeiroso vinho particular, merecem nossa amizade e frequência. Estabelecimentos que cobrem taxas de rolha caras ou muito caras ou ainda insanamente caras, ou não permitam que se leve o vinho, merecem apenas ser vistos como negócios geridos por gente mesquinha, que acredita estar acima do bem e do mal, e merecem um lock out dos amantes do vinho. Esses restaurantes merecem inclusive que nunca se peça seu couvert, que nunca se beba seu cafezinho, e que, ao se enxugar as mãos em suas toalhas de papel, se use 8 folhas em vez de 2. Brincadeiras à parte, a evolução do papel de fornecedor no Brasil está em andamento, e restaurantes com grife ou que são frequentados por uma maioria de abastados que sequer conferem sua conta são um resquício de um encabrestamento subserviente do consumidor, e que, especialmente por serem expostos na mídia e terem glamour em seu cardápio, prosseguirão existindo em nossas cidades porque o brasileiro é um povo que não aprendeu ainda a "dar nota ao que está na taça" e não ao rótulo ou à safra.
    7. Assim, numa ideologia mais "paz e amor", os restaurantes, bistrôs, cafés, etc, que agem sem tino comercial, se podem assim fazer sem deixar de garantir a casa em Campos do Jordão do dono ou as suas camisas da Lacoste, devemos reconhecer que entenderam e mantiveram a peteca no ar sem ser "consumer friendly". Ou seja, merecem ser estudados, mas não frequentados. Já os locais que sabem manter a peteca no ar, sorrindo e nos cativando, intercalando a isenção da cobrança de rolha com uma cobrança justa e serviço de vinho de qualidade, merecem nossa preferência quase obrigatória, especialmente porque quase todo mundo que escreveu aqui não deve conseguir pensar em boa comida sem (bom) vinho.
    8. Depois portanto de ter tentado reescrever os Lusíadas aqui, só posso dizer que a força dos amantes do vinho ainda não ecoa necessariamente nas políticas dos estabelecimentos de gastronomia, mas os locais que conseguem tratar cada grupo com interesse e lhe ofertando um bom negócio por seu dinheiro, merecem nossa presença reiterada e seus nomes destacados com paetês e lantejoulas nos enoblogs, pois o fornecedor que não entendeu ainda que a relação com a enogastronomia não é estritamente de negócios, só pode ser uma salamandra cega que vive nas cavernas mais escuras e profundas do mercado.
    Inteligência, simpatia e preços justos gera clientela cativa. Todos nós temos referenciais na mente, e, desde que não sejamos toscos e aproveitadores consumidores (esses merecem apenas ser o percentual indesejável de perda estatística de um negócio, ossos do ofício), apenas restaurantes que todos os dias tem todas as suas mesas lotadas em todos os seus horários é que podem ter uma política ruim quanto à taxa de rolha.
    No mais, é burrice.
    Abraço
    ELMO

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  35. Cristiano,
    É difícil adequar uma solução justa entre a Casa e o Cliente,seja um % em relação ao prato consumido...ou o valor do vinho mais barato...de qualquer forma ele não poderá constar na Carta de Vinhos da Casa...e olha q.isso é assunto da antiga como podem conferir clicando abaixo...

    https://docs.google.com/Doc?docid=0AZZIvP3kg0_NZGR0bjNzamRfMTljN2RjdG1jMw&hl=pt_BR

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  36. Caros,

    Ontem paguei 41, pela rolha no Speranza e achei caro. Um amigo trouxe o vinho de fora não muito caro mas queríamos experimentar e valeu muito. Aproveitei e consultei a carta da casa a qual tinha Uxmal Malbec a 60, ou seja, custa 21, não acho justo. Considero estas cobranças seja o preço do vinho ou a rolha muito altos para a nossa cultura e bolso. Mesmo numa pizzaria tradicional como a Speranza ao olhar o panorama poderia dizer que ninguém estava tomando vinho mesmo numa noite fria e devidamente apropriada para uma bela harmonização. Tenho certeza que com estes preços mesmo nos lugares mais tradicionais os frequentadores pensam 2x antes de pedir uma carrafa. Vamos baixar o preço para divulgar a cultura de beber vinho pois em comparação com a Europa aqui já pagamos o preço do restaurante comprando do próprio importador e o europeu tambem considera caro no seu restaurante mas pela cultura o vinho faz parte e terminam pagando. Em resumo preços altos consumo pequeno e ninguem ganha.

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  37. Os vinhos em restaurantes são superfaturados ao extremo. O mercado tb vende vinho, tem lucro na venda e custa uma fração do restaurante. Portanto, são injustidicáveis os preços dos restautantes. Quem tem um restaurante tem que correr atrás de preço, tem que comprar caixas no importador pra vender a um preço justo apenas pouco acima do mercado (por estar resfriado), e não 4x o preço de venda do importador.
    Cobrar o valor do menu se o vinho estiver na carta do restaurante é Enriquecimento ilícito! É pilantragem! Veda logo que é melhor.
    Além disso, no Pan Americano a justiça através do Ministério Público determinou que o público poderia entrar com alimentos e água. O mesmo vale para os restaurantes, é ilegal proibir uma pessoa de ingressar no estabalecimento com vinho ou uma torta de aniversário pra depois. Não são obrigados a fornecer as taças, mas não podem proibir a entrada do vinho e tb não podem cobrar taxas pelo que não lhes pertence(o vinho em sí).
    A justificativa de que o lucro da comida em sí é pequeno é ridículo. Comida é o que menos tem imposto comparado com outros ramos, e o lucro é grande e proporcional a estrutura do estabalacimento. Estrutura pequena, preço mais em conta, estrutura de luxo, preço alto, de qualquer forma, o lucro é de no mínimo 100% proporcional ao preço. Fora que há clientes que só consomem refrigerante e água, e é claro que eles nào dão prejuízo. Por fim, fosse o preço justo e não compensaria levar nada.
    A taxa de rolha, se existir, deve ser cobrada individualmente para remunerar o uso das taças do restaurante apenas (se o cliente não levar) e deve obrigatoriamente ser inferior ao preço de uma taça ou da bebida mais barata do restaurante, afinal, será usada a taça apenas, sem consumo de líquido do estabelecimento.
    Quem tem restaurante vai me odiar, mas a palavra chave é razoabilidade. Cobre um valor razoável e justo pelo vinho ou a cobrança razoável recairá sobre o simples uso das suas taças.
    Eduardomercado tb vende vinho, tem lucro na venda e custa uma fração do restaurante. Portanto, são injustidicáveis os preços dos restautantes. Quem tem um restaurante tem que correr atrás de preço, tem que comprar caixas no importador pra vender a um preço justo apenas pouco acima do mercado (por estar resfriado), e não 4x o preço de venda do importador.
    Cobrar o valor do menu se o vinho estiver na carta do restaurante é Enriquecimento ilícito! É pilantragem! Veda logo que é melhor.
    Além disso, no Pan Americano a justiça através do Ministério Público determinou que o público poderia entrar com alimentos e água. O mesmo vale para os restaurantes, é ilegal proibir uma pessoa de ingressar no estabalecimento com vinho ou uma torta de aniversário pra depois. Não são obrigados a fornecer as taças, mas não podem proibir a entrada do vinho e tb não podem cobrar taxas pelo que não lhes pertence(o vinho em sí).
    A justificativa de que o lucro da comida em sí é pequeno é ridículo. Comida é o que menos tem imposto comparado com outros ramos, e o lucro é grande e proporcional a estrutura do estabalacimento. Estrutura pequena, preço mais em conta, estrutura de luxo, preço alto, de qualquer forma, o lucro é de no mínimo 100% proporcional ao preço. Fora que há clientes que só consomem refrigerante e água, e é claro que eles nào dão prejuízo. Por fim, fosse o preço justo e não compensaria levar nada.
    A taxa de rolha, se existir, deve ser cobrada individualmente para remunerar o uso das taças do restaurante apenas (se o cliente não levar) e deve obrigatoriamente ser inferior ao preço de uma taça ou da bebida mais barata do restaurante, afinal, será usada a taça apenas, sem consumo de líquido do estabelecimento.
    Quem tem restaurante vai me odiar, mas a palavra chave é razoabilidade. Cobre um valor razoável e justo pelo vinho ou a cobrança razoável recairá sobre o simples uso das suas taças.
    Eduardo

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  38. Eduardo,

    Obrigado pela contribuição! Venha sempre!

    Forte Abraço!

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  39. Em defesa das rolhas de cortiça. Preserve essa ideia.
    No natal de 2009, durante uma de suas degustações, Alessandro Garcia, Sidney Garcia e Claudio Frazão (Respectivamente), incentivados pelos presentes, tiveram a ideia de criar uma instituição para defender, cuidar e discutir os assuntos relacionados as rolhas de cortiça, em especial as tradicionais rolhas de cortiça cuja fabricação tem sido ameaçada, pela crescente substituição por rolhas de plástico, em decorrência do intitulado desenvolvimento sustentável com a preservação da natureza. Mas como aceitar essa substituição com sensível prejuízo ao sabor do vinho e suas tradições? Então, por que não reciclar as rolhas de cortiça. Seria esse o caminho? Então se instituiu a ONG DA ROLHA - Ano I.

    Att.
    Alessandro Garcia
    www.ongdarolha.webnode.com.pt/

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  40. Estou num hotel que cobra rolha do vinho consumido no quarto. Não importa se nem taças do hotel sejam utilizadas para consumí-lo. Alguém sabe se há lei contra isto?
    Grato

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  41. Nelson,

    Sinceramente não sei se há alguma lei que proíba a cobrança seja em hotéis, seja em restaurantes...

    Mas essa situação que viveu é ridícula... E pior que vivemos muitas vezes isso em restaurantes...

    Forte Abraço!

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