Picció Syrah 2006

Tinto, Syrah
País: Itália
Podere Castorani
R$ -
Eu era muito curiosos em relação aos Syrah`s do sul da Itália afinal essa cepa francesa vem sendo cultivada com sucesso por lá e eu não tinha experimentado nenhum ainda. Eis que meu grande amigo Alexandre me presenteia com este vinho da Podere Castorani.
Essa vinícola foi fundada em 1793... precisa falar algo mais? De vinho eles entendem... Esta experiëncia me mostrou um Syrah mais elegante, normalmente quando bebo um Syrah espero um vinho com muita presença em boca, com uma "pegada forte", mas este aqui é volumoso mas não é agressivo.
Na taça apresentou cor rubí violácea, brilhante e intransponível. Os aromas remeteram a frutas veremelhas frescas como morangos e framboesas além nuances de especiarias completavam o painel típico da Syrah, destaque para a pimenta.
Na boca o vinho demonstrou boa estrutura, bom volume de taninos e sedosos, sem amargor e excelente acidez, essa úlitma influência total do terroir italiano! Os sabores confirmaram os aromas e final de boa persistência.
Abrí este vinho com um casal de amigos e um maravilhos pão de calabresa que minha esposa fez, a foto, que não ficou boa... perdoem... está logo abaixo.
Forte abraço!

Mais "Palhaçada" na F1... Um brinde a Carlos Reutemann, Didier Pironi e René Arnoux!

Mais palhaçada na F1... e esse fã aqui cada vez tem menos vontade de assistir as corridas e brindar as vitórias dos pilotos brasileiros... Sabemos que são situações difíceis, contratos e mais contratos, inúmeras e desgastantes cláusulas...
Mas os três pilotos do título deste post ainda faziam da F1 um esporte! Para eles, com certeza, eu abriría meu melhor vinho... clique aqui e descubra o porquê.
Forte Abraço!

Retsína "Karaváki" EKP, um Vinho Intrigante...


Branco, Savatianó e Rodítis
País: Grécia
Cambás
R$ 32
Como disse terça-feira foi o dia da amizade então decidí abrir alguns vinhos e receber os amigos para brindar, celebrar!
E começamos a noite com este Retsína. Eu tinha uma enorme curiosidade em relação a estes vinhos. Curiosidade da antiga tradição grega de vinificá-los com resina de pinho e qual sería o resultado disso...
O nome "Karaváki" seginifica barco, que é devido ao rótulo. É conhecido desta forma na Grécia.
Bom, não é um vinho para todos os dias nem um vinho de exceção, sei lá... é um vinho intrigante... na verdade é para saciarmos estas curiosidades que sempre possuímos. Abra com alguns amigos pois se trata de algo diferente e nem sempre agrada a todos, foi o que aconteceu na terça.
De com amarelo palha ainda com reflexo esverdeado e poucas lágrimas. Aromas verdes dominates, mas diferente do que estamos acostumados, remetem a mata silvestre, muitas ervas, madeira (com certeza pinho, vai evoluindo para um resinoso. Complexo e intenso mas sobretudo: diferente!
Na boca corpo médio mas de sabores acentuados, fortes, marcantes. Sabores verdes confirmando o olfato. Seco, álcool correto e sem amargor. Boa persistência. Deve ser apreciado sozinho sem a companhia de pratos, eu acho...
Acredito ser melhor abrir com outros comensais pois muitos não beberíam duas taças deste vinho. E isso não significa que ele é ruim, apenas particular. Sendo assim, não agrada todos os paladares.
Forte Abraço!

20 de Julho... Dia da Amizade! E Vinhos que Emocionam...

um brinde de amigos no Varanda

Hoje é 20 de julho, dia da amizade! Amizade que é um sentimento universal, já que todos nós a sentimos, independente de cor, raça, religião, caráter, etc. Deus a permite para todos! E todos que passam por esse mundo não tem a opção de não sentí-la.
E o que um blog de vinhos está fazendo quando fala sobre amizade? Está apenas lembrando que a bebida, seja ela qual for, cerveja, vodca, whisky ou mesmo o vinho, foi criada para celebrar, para comemorar e entre as celebrações nós devemos celebrar a amizade!
É verdade... na vida, amigos vem e vão... por isso você, eu, todos, devemos aproveitar ao máximo o tempo que temos com cada amigo que a vida nos apresenta. Realmente curtir, porque os amigos não se veêm durante anos mas quando se encontram os anos que passaram se tornam segundos, a amizade é assim... atemporal!
E tem mais... com os amigos dividimos alegrias e tristezas, chorar e sorrir é quase intrínseco a uma grande amizade... muitas vezes é mais fácil dividir algum medo com os amigos de com os familiares, vai entender o porquê... porque nossos amigos não se importam com os nossos defeitos e qualidades, eles nos admiram pelo que somos!!! Sejamos pobres, ricos, felizes ou amargurados.
Simples assim... amigos se emocionam conosco, as vitórias deles são as nossas e as nossas são as maiores vitórias deles... um espetáculo! Um espetáculo daquilo que o ser humano é na sua essência: sentimento, emoção!
E se o ser humano é emoção... por que não abrir aquele vinho especial hoje? Aquele que te emocionou... aquele que estamos guardando para um "momento especial"... Quer algo mais especial que receber os amigos???
Forte abraço!

Miolo Terroir 2005, o Melhor Merlot do Mundo! A Matéria da Época e os Detalhes que não Podemos Deixar Passar...

Dirceu Vianna Junior, Master of Wine, realizou um esstudo, uma tese, para conclusão do seu curo no Institute of Masters of Wine. Essa tese teve como tema a qualidade do vinho produzido a partir da Merlot em território tupiniquim e tudo isso além de uma entrevista com o próprio Dirceu foram tema para a matéria da Época. Você pode conhecer o conteúdo da entrevista clicando aqui, porém só terá acesso a entrevista o conteúdo restante só para assinantes Época ou se adquirir a revista, ok?.
Bom para evitar polemizar devemos nos ater a alguns pontos, primeiro é ótimo ver oito vinhos nacionais entre os 10 melhores do painel, mas nem por isso o Merlot Terroir 2005 é o melhor Melot do Mundo, isso é exagero. Claro que é um painel extenso que comtempla mais 10 regiões produtoras de Melot e todas elas de qualidade e que os degustadores são os melhores mas existem outras hipóteses que nos devem trazer mais humildade em relação a essa afirmação.
Segundo a faixa de preço comtemplava vinhos entre 5 e 15 libras, algo em torno de R$ 15 a R$ 45 no Brasil, porém em preços de atacado. Ou seja o consumidor final inglês não pagaría esses valores pelos vinhos. Temos que tomar cuidado também em afirmar então que nossos vinhos são os de melhor custo-benefício do mundo.
Depois dessas duas questões vamos as próprias palavras do Dirceu sobre o vinho nacional, abre aspas... "Seria uma falsa generalização e um erro grosseiro dizer que os vinhos brasileiros são os melhores do mundo. O que pode-se concluir é que em safras boas e respeitando um certa faixa de preço os vinhos brasileiros têm condições de ser tão bons ou melhores que vários importados."
Quando estudamos com detalhe a lista do Top Ten notamos que todos os vinhos são da safra 2005, que foi simplesmente a melhor safra que o Brasil já produziu, comparando com Chile, por exemplo, que tem um vinho no Top Ten, sendo este da safra 2006, uma safra boa mas não excepcional como a nossa.
Outro ponto abordado por Dirceu Vianna Jr foi a consistência da produção do vinho nacional que infelizmente não existe... "Por outro lado, a maioria dos 10 últimos colocados também eram vinhos brasileiros, demonstrando que ainda existe muito trabalho para ser feito até que a região apresente uma certa consistência."
Enfim ainda há referências a evoluções que nossos produtores devem fazer, tanto técnico como na manutenção dos vinhedos além da criação da DOC Vale dos Vinhedos que está sendo discutida. Também há informações interessantes sobre a melhor adaptação da Merlot ao nosso solo. É sim uma bela entrevista e cheia de conteúdo, como deve ser! Mas nào vamos sair falando mundo afora que nós somos o país da Merlot porque, como procurei demonstrar acima, nào somos.
Conclusão que eu tiro de tudo isso? É que o vinho nacional está melhorando mas tem muitos desafios pela frente. Esse estudo e tantos prêmios demonstram que nosso produtor vem evoluindo significativamente no quesito qualidade, apesar de não termos a consistência que precisamos ainda nos vinhos tintos. Consistência que já possuímos nos espumantes e já teríamos nos brancos se houvesse algum foco neles.
Enfim a primeira grande "via" para implantação da cultura do vinho no Brasil está sendo trilhada e está colhendo seus resultados. Mas infelizmente a segunda nem é comentada e nem discutida, talvez só por nós consumidores, que é como reduzir o preço do vinho nacional?
Forte Abraço!

Almoço de Domingo: Penne ao Molho de Funghi com Cubos de Filet Mignon


Vá as compras, "tire o escorpião do bolso" e invista alguns R$ numa boa massa de grão duro, não esqueça de 300g de filet mignon, 50g de funghi, uma lata de creme de leite, salsinha e cebolinha e cebola.
Daí você já sabe, hidrate o funghi, utilize um caldo para acentuar o sabor, ah! reserve parte do caldo (duas conchas), após a hidratação para acrescentar a água de cozimento do Penne, tem o mesmo objetivo: acentuar o sabor!
Bom, enquanto o funghi hidratava nós picamos a cebola bem pequena e o filet mignon em cubos também pequenos. Funghi hidratado também deve ser picado mas de forma grosseira, a salsinha e a cebolinha devem ser no capricho...
Opa! Água fervente, pra lá com 200g de penne, não esqueça de ferver a água com o caldo que mencionei, ok?
Numa frigideira grande refogue na manteiga os cubos de filet mignon, quando eles chegarem ao ponto, afaste-os do meio da frigideira levando-os até o limite dmesma e refogue rapidamente a cebola no centro, acrescente uma colher de manteiga se desejar. Dourou! Hora do funghi cair na panela... rapidamente refogue-o e misture com os demais ingredientes. Terminou? Não! Fogo baixo e creme de leite, sem o soro logicamente, misture delicadamente até a cor do mesmo atingir uma espécie de marrom claro.
Durante tudo isso seu penne ficou pronto, do escorredor para a frigideira e novamente misture sem pressa até que o molho se integre ao penne. Finalize com a salsinha e cebolinha picada.
Escolha um bom vinho e um bom parmesão. Eu ainda recebí o lindo sorriso da Val, quer mais?
Forte Abraço!

Conde de Valdemar Crianza 2004

Tinto, 85% Tempranillo, 15% Mazuelo
País: Espanha
Bodegas Valedmar
Preço: R$ 62
Este vinho apareceu no Montando a Adega - Espanha por indicação do amigo Beto Duarte e foi uma grata surpresa poder degustá-lo na Confraria Pão do Cambuí na companhia do também amigo Jean Krause.
Este vinho tem sua origem na aclamada Rioja e matura cerca de 16 meses em carvalho tem um bom preço e é muito agradável. Na minha opinião foi o melhor da noite e teve concorrentes fortes.
A cor ainda é rubí brilhante e translúcida, sem reflexos. Os aromas trazem complexidade e boa intensidade com frutas negras maduras, especiarias e toques animais e defumados.
Este vinho "enche a boca" com seu bom corpo, boa acidez, bom volume tânico, é macio, tem boa persistência e não apresenta sinais de álcool ou de amargor. Tem tudo que um vinho precisa ter para ostentar o chamado equilíbrio, e que equilíbrio!
Casou muito bem com os embutidos que foram servidos na noite. Pratos com bom volume de sabor podem fazer um bom papel com ele, mas não podem ser rústicos ou muito fortes.
Forte Abraço!

Fleur du Cap Sauvignon Blanc 2007 #cbe

Branco, 100% Sauvignon Blanc
País: África do Sul
Fleur du Cap
Preço: R$ 32
Mais um vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs desta vez selecionado pelo confrade Luis Sergio da Vitis Vinifera. Na verdade ele sugeriu Nederburg Twenty 10 Sauvignon Blanc, mas eu não encontrei e fui de Fleur du Cap.
Nosso exemplar vem de Stellenbosch, é varietal e apresenta graduação alcóolica de 14%, ao melhor estilo Novo Mundo.
Na taça chamou atenção pela cor amarelo palha e sem reflexos, apesar dos três anos de idade. O nariz é intenso marcado pelas notas herbáceas, como os chilenos de safras novas. Com algum tempo de descanso na taça notas de frutas cítricas timidamente dão o ar da graça...
A boca confirma o nariz, retrogosto herbáceo, boa acidez, corpo médio e persistência razoável. Correto, eu diría, mas sem impressionar.
Eu e a Val desfrutamos com um risoto de camarões, que afirmo humildademente estava superior ao vinho, pena... o meu risoto talvez precisasse de mais ervas para uma melhor harmonização, acho que especialmente manjericão... Mas fica a foto...
Forte abraço!

Rust en Vrede Shiraz 2003

Tinto, 100% Shiraz
País: África do Sul
Rust En Vrede
Preço: R$ 106
Mais um belo vinho sul-africano por aqui. Conhecí este também na Confraria Pão do Cambuí dirigida pelo amigo e sommelier Jean Krause.
De cor rubí intensa e lágrimas abundantes esse vinho confirmou seus 14,5% de álcool na análise visual.
Os aromas remeteram a frutas frescas e especiarias. Com algum tempo na taça notas de côco surgiram insinuantes e confessando que o carvalho utilizado nos 18 meses de maturação era americano...
Na boca o ataque mostrou potência, quente este vinho apresentou bom corpo, taninos maduros e boa persistência. A madeira não sobrepôs a fruta o que é muito interessante já que 18 meses de maturação de carvalho é um belo período de descanso.
Na minha opinião um Syrah melhor que a maioria dos australianos e coincidência ou não mais um belo Syrah de Stellenbosch, acho que esta cepa francesa vem despontando com mias força por lá...
Pratos com grande volume de sabor para acompanhar este vinho, de preferência carnes de "segunda"cozidas lentamente e bem temperadas.
Forte Abraço!

Advertência

O conteúdo deste blog é destinado a maiores de 18 anos. Seja responsável, se beber não dirija!