Déco Rossi Desmistificou a Harmonização com Comida Japonesa

Foto: Portal Globo.Com
Era uma segunda-feira em São Paulo, depois de pouco mais de uma hora de viagem eu chegava ao Makis Place convidado pelo meu amigo Déco Rossi para um jantar da Winet que propounha o desafio de harmonizar vinhos com a comida das sensações, a comida japonesa.
A verdade é que não me lembro de uma vez sequer ter pedido vinho para acompanhar comida japonesa, e nos últimos quatro anos nem prestigiar uma temakeria eu fui... explico minha esposa não curte comida japonesa, aí já viu... risos.
Possuía uma expectativa grande, primeiro por conhecer a capacidade do Déco, segundo pelas harmonizações propostas, havía um Pinot Noir na lista...
Mas o Déco, com sua forma clara e sucinta de apresentação, deu um show! Desmistificou qualquer resistência a pedir vinhos com comida japonesa e mais... provou que as sensações causadas pela comida japonesa podem ser ainda mais prazerosas!!!
A salada Sunomono (pepinos laminados e temperados) com um toque de manga foi harmonizada com uma belíssima Cava L'Hereu de Raventós i Blanc Brut, a acidez do molho e do pepino foram confrontadas pela da Cava e os sabores se realçaram.
Os pratos frios foram Jyos de Salmão, alguns salteados com Shimeji outros salteados com Cebolinha e mais Salmão, além dos sashimis de Atum e Peixe Prego. Um Sauvignon Blanc neozalandês (The Infamous Goose), com acidez proeminente e uma delicada nota de maracujá doce suportou o prato.
A acidez do vinho enfrentou a 'maresia' do peixe crú e novamente os sabores se acentuaram, destaque para os sashimis que cresceram muito com a harmonização. Aqui o Déco ainda comentou que talvez um Riesling seja mais interessante, mas como o público era muito diverso ele optou por uma uva mais conhecida.
Na sequência foi servido o prato quente, mix de Hot Rolls, o vinho da vez sería um Jean Bousquet Reserva Pinot Noir 2009. Superou todas as minhas expectativas, a verdade é que eu não esperava harmonização nenhuma aqui... ledo engano! O segredo estava no molho tarê! Foi no encontro das características do vinho com o molho que a harmonização 'cresceu' exponencialmente! O melhor a dizer é experimente!
A sobremesa não foi nada japonesa, então fica para outra... mas vale destacar o belo Porto servido para acompanhar. Outra excelente escolha do Déco.
Ao Déco meus parabéns! E se vc é de Sampa e quer conhecer um pouco mais de vinho a Winet oferece cursos também.
Forte Abraço!

Montando a Adega 2011, por Beto Duarte

Beto Duarte viveu alguns anos na Europa e por isso é o blogger que mais conhece dos vinhos do Velho Mundo, confira!
- O Elbo 2008 é o vinho de entrada das Bodegas Vizar, Vino Joven, 100% Tempranillo, 13,5% de álcool. R$ 49 na Casa do Porto.
Vinho para se beber fresco. Vermelho rubi, com reflexo violeta. No nariz pura fruta. Principalmente cereja e groselha. Na boca tem corpo médio, bom equilíbrio e ótima acidez. O final é longo com gosto de frutas negras. Mirtilo! É um Castilla y Leon vizinho do Duero
- Le Champ des Grillons 2010 - Côtes de Thongue - Languedoc - França - R$ 53
Esse rosé elaborado com Syrah, Grenache Noir e Cinsault, é uma excelente opção para quem quer conhecer um rosé de verdade. Produzido pelo Domaine La Croix Belle. Esse 2010 tem cor salmão (comme il faut). No nariz morango, morango, morango, bala de morango, tuti fruti, flores. Na boca é fresco, equilibrado, gostoso de beber. Tem 12,5% de álcool.
É importado pela Cave Jado (ainda não chegou o 2010, mas tem o 2009 que só não tem a cor salmão).
- Vega Sauco Piedras Crianza 2005 - R$ 49 na Ravin.
Notas de cereja, amora, baunilha e tabaco. 100% Tempranillo. Encorpado, equilibrado, boa acidez.
- Jean Bousquet Pinot Noir Reserva 2009 - Mendoza - Argentina - R$ 60 na abflug
Encontrei mais um Pinot Noir de Tupungato (Mendoza) com jeito de Borgonha. Os vinhedos estão a 1.200 metros de altitude. Isso garante uma amplitude térmica maior e um clima mais frio que agrada bastante a Pinot Noir. O que normalmente acontece com a Pinot Noir de climas mais quente, é que a casca da uva se torna mais grossa para se proteger do sol. Coisas da natureza! Aí o vinho ganha um corpo e concentração que fogem das características dessa uva tão fantástica.
Talvez uma explicação para este Pinot Noir ser tão francês, seja ter saído de mãos francesas. Você nunca ouviu falar que conhecer o produtor te dá algumas dicas de como será o vinho? Pois é, produtor francês, vinho francês.
Esse tem um nariz de enganar qualquer "bourguignon". Passou 10 meses descansando em barricas francesas. Tem 13,5% de álcool. A cor é rubi, transparente. Cereja, framboesa, groselha, tabaco e tostado. Na boca o vinho tem corpo médio tem ótima acidez, equilibrio e final longo com notas de café. O vinho tem força para guardar mais uns 5 anos. Melhor ainda o preço!
- Quinta do Côtto Tinto 2007 - R$ 59
Um clássico portugues por 59 reais. Vinho do Douro com Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Souzão. Boa fruta no nariz. Amora, cereja e violeta. Na boca é encorpado, bem equilibrado e intenso. Importado pela Mistral.
O homem sabe tudo, não?
Forte Abraço!

Montando a Adega 2011, por Daniel Perches

 
Daniel Perches é publicitário e editor/autor do Vinhos de Corte além de um bom amigo. Conhece muito do assunto, já visitou vinícolas pelo mundo todo e apresenta tudo sempre de forma sucinta e assertiva, vamos as dicas dele:
- Espumante Maximo Boschi Brut Tradizionale (Brasil) - R$ 55
Produzido pela pequena Maximo Boschi, esse espumante tem uma boa complexidade que permite ele ser bem harmonizado com comidas. Acidez na medida.
- El Descanso Sauvignon Blanc Estate (Chile) - R$ 30
Muita fruta fresca com destaque para maracujá, com toques florais bem aparentes. Um vinho fácil de beber e de harmonizar com pescados até com molhos cítricos.
- Vinha da Defesa Tinto 2008 (Portugal) - R$ 60
Produzido pela Herdade do Esporão com as uvas Syrah e Touriga Nacional. É um vinho que expressa bem as características dos vinhos produzidos no Alentejo, com bastante fruta e potência.
- Massaya Classic (Líbano) - R$ 60
Não temos muitos vinhos libaneses por aqui, então vale provar esse pra conhecer. Produzido com as uvas Cinsault, Cabernet Sauvignon e Shiraz, é um vinho que evoluiu muito na taça e tem uma excelente vocação gastronômica.
- Miros Tinto Roble 2007 (Espanha) - R$ 60
Vinho produzido na famosa região de Ribera del Duero com predominância de Tempranillo (que é a uva emblemática do país). Um vinho muito aromático e com taninos muito finos contrastando com a força e acidez característicos da Tempranillo. Ótimo para acompanhar pratos com um pouco de especiarias e também para um bom churrasco.
São ótimas opções para sua adega!
Forte Abraço!

Montando a Adega 2011, por Déco Rossi

 
André 'Déco' Rossi é um dos melhores blogger's da atualidade. Conhece muito mesmo! E no Montando a Adega demonstra todo esse talaento, confira!
Saurus Patagonia Select Pinot Noir 2007 – Argentina (Patagônia): Uma grande surpresa argentina para mim. Um vinho delicado, mas ao mesmo tempo extremamente aromático, persistente e saboroso. Muitas frutas vermelhas, como é comum nesta uva, e uma madeira bem integrada, dando um pouco mais de corpo a esta uva. Preço: R$ 55 (Importado pela Decanter).
Perez Cruz Reserva Cabernet Sauvignon 2008 – Chile (Maipo): Um best buy no Chile, que tem atraído muitos consumidores. Um vinho que bate de frente com o Montes Aplha Cabernet Sauvignon em termos de estilo e qualidade, mas com custo bem abaixo. Redondo, com taninos agradáveis, corpo médio e um final longo e harmonioso. Preço: R$ 55 (Importado pela Abflug).
Artero Merlot/Tempranillo Crianza 2005 – Espanha (La Mancha): Por ser uma região menos nobre que as famosas Rioja e Ribera del Duero, La Mancha acaba produzindo vinhos a preços mais atraentes. É verdade que é uma região de muita quantidade de vinho e a qualidade muitas vezes deixa a desejar. Mas não é o caso deste vinho e deste produtor, que consegue fazer vinhos corretos, agradáveis a preços honestos. Este vinho tem corpo médio, acidez equilibrada, frutas vermelhas e negras no nariz e uma madeira que deixa um toque de chocolate. Preço: R$ 48 (Importado pela Decanter).
Hugel & Fils Sylvaner 2007 – França (Alsácia): Uma recente descoberta que fiz, procurando vinhos com bom custo-benefício e que fugissem do tradicional. Esta região predominantemente de vinhos brancos é conhecida por seus excelentes Riselings, mas outras uvas brancas também se dão bem por lá. Este Sylvaner é agradável, com excelente acidez, muito aromático e fácil de beber. Uma boa opção para acompanhar um peixe leve com molho de ervas. Preço: R$ 57 (Importado pela World Wine).
Trumpeter Chardonnay 2009 - Argentina (Mendoza): Vinho extremamente agradável, de bom corpo, com aromas de frutas tropicais e uma madeira bem colocada de fundo. Esta linha Trumpeter é excelente custo-benefício em todos os varietais e este chardonnay realmente surpreende. Preço: R$ 55 (Importado pela Zahil).
É isso aí! Tenho certeza que vale a pena conhecer estes rótulos.
Forte Abraço!

Montando a Adega 2011, por Gil Mesquita

 
Talvez um dos posts mais esperados do Montando a Adega seja a valorosa contribuição de Gil Mesquita, autor do Vinho para Todos, isso porque o Gil experimenta muita coisa e tem blog há uns 05 anos...
"Na minha lista, respeitando o limite de $60 que você sugeriu, tentei incluir vinhos que publiquei esse ano no blog e que são boa relação custo x benefício.
Pensei também que poderiam ser vinhos para acompanhar um almoço ou jantar completo, por isso pensei desde o espumante ao vinho de sobremesa, também lembrando de incluir vinhos do Velho Mundo.
Minha lista fica assim:
1. ESPUMANTE

SAINT-HILAIRE BLANQUETTE DE LIMOUX AOC BRUT 2007 - FRANÇA - R$ 45
2. BRANCO

NIMBUS ESTATE GEWURZTRAMINER 2007 - CHILE - R$ 35
3. TINTO

PAGOS DEL INFANTE 2009 - ESPANHA - R$ 57
4. TINTO

DON YTURBE 2006 - ARGENTINA - R$ 55
5. SOBREMESA

DON ZIERO VINTAGE CLÁSSICO 2002 - BRASIL - R$ 45
Grande abraço,
Gil Mesquita"
Show de bola a lista do Gil, não? Para mais detalhes basta clicar no nome dos vinhos... possuem links para as análises que o Gil fez no Vinho para Todos.
Forte Abraço!

Chateau Haut Pommaréde 2009


Tinto,  Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec
País: França - Bordeaux, Graves
Preço: R$ 148
Na mesma degustação de Bordeaux, oferecida pela Expand, tive a oportunidade provar este outro Bordeaux. Um belo vinho, mais complexo que o Peyruchet comentado ontem...
Na taça apresentou cor rubí translúcida e lágrimas abundantes. Os aromas remeteram a frutas negras, pimenta, figo, evoluindo para aromas de café e chocolate.
Na boca tem estrutura, com um bom corpo, boa acidez, taninos aveludados e álcool na medida certa para conferir maciez ao palato. Boa persistência, confirmando os frutos negros.
Este aqui já pode ser guardado por 03 anos e acompanhará pratos mais elaborados como vitela com cogumelos ou aves mais fortes como pato.
Forte Abraço!

Chateau Peyruchet Rouge 2009

Tinto, 70% Merlot, 15% Cabernet Sauvignon, 15% Cabernet Franc
País: França - Bordeaux, Loupiac
Preço: R$ 75
Recentemente pude provar 05 vinhos de Bordeaux da esperada safra 2009. Este foi um dos dois que mais me chamou a atenção. Um Bordeaux a base de Merlot e sem passagem por madeira, pronto para consumo e muito prazeroso.
De cor rubí translúcida, sem reflexos e com lágrimas abundantes. Começou tímido ao nariz, ao melhor estilo bordalês, mas aos poucos as frutas vermelhas e os herbáceos se despreenderam, evoluindo para supreendentes aromas de torefação como o café. Muito exuberantes!
O ataque em boca foi redondo, macio! O grande volume tânico está maduro equilibrado ao álcool e a boa acidez. Com boa persistência, que confirmam as frutas, um vinho muito prazeroso, para celebrar os bons momentos da vida!
Se você tiver um garrafa desfrute já, não espere... será uma ótima experiência! Pode acompanhar carnes grelhadas e massas simples, sem molho de tomate.
Forte abraço!

Montando a Adega 2011, por João Filipe Clemente

 
Se tem um cara que 'garimpa' vinhos é esse tal de João Filipe Clemente, as listas de fim de ano dele são numerosas... imagina o desafio que foi para ele escolher apenas 05... Segue abaixo, na íntegra...
"Muito bem, pedido de amigo meu é ordem, então não posso negar fogo nessa hora e aqui vai minha curta lista de verdadeiros achados até R$60,00. Tenho um monte e certamente deixei de fora alguns rótulos muito legais como os; Valmarino & Churchill Extra-brut, Montoito do Alentejo, Boas Vinhas Dão, Erumir Crianza, Confini Chianti Classico, Protos Rosado e Verdejo entre muitos outros. Também existem achados acima destes valores, como Punto Final Malbec Etiqueta Branca, Viña Sastre Roble ou Il Bruciato, mas temos que seguir as regras ditatoriais que nos foram impostas, (rs) então lá vai:
Alain Brumont Merlot/Tannat, francês da região de la Gascogne encostado no Madiran onde Alain Brumont é papa! Este blend muito tradicional do uruguai, é um vinho que já à tempos passa por minha taça e sempre confirma minhas impressões muito positivamente. Elogiado por diversos criticos e blogueiros de nossa vinosfera, estamos diante de um vinho muito saboroso, ótima fruta, aromático, taninos macios, médio corpo, companheiro para pratos não muito estruturados. Muito bem feito, a merlot arredonda a tannat, uma prova cabal de que vinho bom não precisa ser caro, R$ 48, nem argentino ou chileno!
Alain Brumont Gros-Manseng/Sauvignon Blanc, um vinho que encanta os amantes do vinho branco. Fresco, equilibrado, saboroso, Salmão é seu parceiro ideal, mas frutos do mar também formam uma boa parceria sem contar que é um ótimo abridor de apetite antes de uma refeição ou naquele papo informal com queijo de cabra ou tipo boursin com ervas. Como seu irmão tinto, custa R$ 48 e vale cada centavo.
Legado Munoz Garnacha, um vinho super frutado, leve e fresco que não passa por madeira. Surpreende os mais céticos porque custa apenas R$ 30 e não tem quem não goste. Ótima companhia para pizza, queijos, lanches e comidas leves sendo uma boa opção para encontros descompromissados agradando a gregos e troianos. Não é um blockbuster, nem é essa sua intenção, mas em sua faixa de preço não tem para ninguém!
Thomas Mitchell Chardonnay, um australiano super equibrado, saboroso sem excessos de madeira, mas com perfil moderno com uma marca bem novo mundista que não assusta os mais tradicionalistas. Um vinho sem arestas e de preço incomparável, R$ 42. Recentemente foi avaliado pela revista Adega que lhe conferiu 90 pontos e merece!
Estampa Cabernet Sauvignon/Petit Verdot, este foi um achado recente e vem do Chile. Este produtor tem uma caracteristica, todos seus vinhos são blends declarados. Neste caso a Petit Verdot, ótima uva de blend que aporta normalmente corpo e acidez arredondando o vinho. Em minha experiência, todo o vinho que possui um pouco de Petiti Verdot, muitas vezes somente 1 a 3%, tende a ganhar complexidade. Este vinho é mais um exemplo disso e melhor, custa tão somente R$ 38!
Salute,
Abs
João Filipe"
E o melhor de tudo é que encontramos todos esses rótulos na Vino & Sapore, loja do amigo João...
Forte Abraço!

Montando a Adega 2011, por Alexandre Frias

 
Autor do Diário de Baco, o amigo Alexandre Frias abre o Montando a Adega 2011, seguem as dicas:
Espumante Casa Valduga 130 anos - R$ 59
Um espumante brasileiro para não errar em qualquer ocasião. Cremoso, equilibrado, boa complexidade aromática, além da elegante garrafa para fazer bonito.
Riesling Qualitatswein Dr Loosen - R$ 55
Esse riesling é um verdadeiro achado. Boa tipicidade, mineral, fruta branca delicada e o melhor, bom preço.
Rubio IGT - R$ 59
Um bom sangiovese feito na toscana, rústico, para quem quer o prazer de beber um bom vinho italiano, para acompanhar aquela massa com molho vermelho ou mesmo um ossobuco.
Vega Sauco Piedras Crianza - R$ 49
O best-buy espanhol que já foi campeão no Encontro de Vinhos. Entrega boa fruta, acidez excelente e conjunto equilibrado.
Tinto da Ânfora - R$ 55
Um português muito bem feito pela vinícola Quinta da Bacalhôa. Ótima acidez, frutado, gastronômico por natureza e muito prazeroso.
Forte Abraço!

Montando a Adega 2011


Seguindo o que fizemos no último ano, em 2011 os blogger's foram "desafiados" a escolher rótulos de bom custo-benefício para você montar a sua adega. Ano passado o desafio era por país, mudei um pouco e nesse ano os critérios são os seguintes:
- 05 vinhos ao todo;
- No máximo 03 tintos;
- Preço limite: R$ 60 cd vinho;
- No mínimo 02 vinhos do Velho Mundo;
Espero mais uma vez contribuir para que você amigo leitor possa rechear sua adega com bons vinhos a preço justo. Essa semana saem os primeiros vinhos...
Forte Abraço!

Sabor Real Joven 2008 #cbe


Tinto, 100% Tempranillo (Tinta del Toro)
País: Espanha - Toro
Preço: R$ 35
O tema da Confraria Brasileira de Enoblogs deste mês foi escolhido pela Fabiana do Escrivinhos: "um tempranillo de qualquer faixa de preço".
E aqui está o meu... Um da região do Toro, de um produtor fundado em 2005, uma empresa que nasceu da união de 20 agricultores da região e que possuí vinhas centenárias...
No caso deste Joven as vinhas tinham "apenas" 70 anos... pouco, não? Percebemos essa idade na concentração do vinho e principalmente no seu equilíbrio. Possuí cor rubí ainda com reflexo violáceo e abundantes lágrimas.
Os aromas remeteram a frutas vermelhas e negras maduras, chocolate, minerais, café e pimenta. Na boca tem estrutura, concentração, mas sem perder a elegância européia! Boa acidez e boa persistência, confirma a pimenta no retrogosto. E o álcool? Não deu nenhum sinal de vida.
Podemos guardá-lo mais uns anos, 03 com certeza, talvez até mais... Pode acompanhar risotos parrudos, e carnes em geral, até mesmo um bom churrasco, mas acho que com cordeiro assado será fantásitico! Acompanhado de um risoto então...
Forte abraço!

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