Bogle Petite Syrah 2007

Eu sou fã dos vinhos norte-americanos, isso acredito que vocês já sabem ou já perceberam... Mas da Petite Syrah eu nunca havía escrito, chegou a primeira vez... 
Essa variedade foi desenvolvida na década de 1870, no Rhône - França, onde também é conhecida como Durif. Foi criada através do cruzamento da Syrah com a Peloursin, para resistir a uma praga oriunda da umidade (Powdery Moldew), pela qual a Syrah possuí uma maior fragilidade. Apesar de resistir bem a esta praga, a Petite Syrah demonstrou enorme fragilidade a podridão cinzenta. Por fim se adaptou melhor na Califórnia e ao nordeste de Victoria na Australia, onde é conhecida por Durif. 
Bom, nosso exemplar de hoje vem de Monterey, ao Sul da Baía de São Francisco na Califórina. Foi envelhcido em carvalho norte-americano. 
Na taça foi didático com cor rubí intensa e escura, sem reflexos e finas lágrimas. Ao nariz apresentou muitas frutas negras maduras, especiarias, nuances herbáceos e couro. 
Apresentou um conjunto equilibrado com corpo médio, boa acidez, taninos maduros e boa persistência, confirmando as frutas. 
Um vinho para ser desfrutado nesse momento, não guardaria por mais tempo. Pode acompanhar carnes grelhadas quem sabe acompanhadas de um bom risoto. 
Forte Abraço!

Storia 2006

O Storia 2005 foi o melhor vinho nacional que já bebi, mas hoje dificilmente o encontramos por aí, quem tem, guarda e não vende... 
Eu tinha duas garrafas da safra 2006 adquiridas numa visita a Casa Valduga no ano passado... e numa noite dessas abri uma para curtir com um belo prato preparado pela minha esposa. Decantei o vinho por 30 minutos antes de prová-lo. 
Apresentou cor rubí intensa com suave reflexo violáceo. Lágrimas abundantes corriam lentas pelas paredes da taça. Ao nariz aromas de frutas passadas, tâmara, resinados, herbáceos e nuances de doces como bala de caramelo e chocolate. 
Na boca uma bela estrutura, com muito corpo, boa acidez e imenso e maduro volume tânico. Retrogosto confirmando as frutas e álcool e amargor domados. Está com 05 anos de idade, mas crescendo ainda, acredito que em 02 ou 03 anos estará no auge! 
É um vinho para acompanhar pratos de grande volume de sabor, como carnes fortes cozidas aquelas que levam molhos saborosos e intensos... 
Em relação a safra 2005 tem um pouco menos de força, apesar de toda estrutura, em compensação me pareceu ter mais fruta. Acho que ficou um degrau abaixo, mas com certeza é um belo vinho, para momentos especiais... inclusive pelo preço, cerca de R$ 130.
Forte Abraço!

Cartagena Carmenére 2009


E logo eu que vivo bebendo vinhos chilenos... dá para acreditar? Mais de 01 ano sem experimentar um varietal de carmenére... pode isso? 
Para ser preciso, me dei conta disso hoje... bom o jeito foi remediar... e logo abrí este carmenére do Valle Central, produzido pela referendada Casa Marin. Mas esse vinho aqui me pareceu caro para aquilo que entrega na taça. Sai por R$ 64.
É um vinho de cor rubí intensa, já sem reflexos, mas chorão com lágrimas espessas e lentas. Os aromas são didáticos para um varietal desta cepa, especiarias, notas de pimenta preta, nuance herbáceo e frutas vermelhas maduras, discreta evolução para frutas secas. 
Na boca tem um ataque gentil, com médio corpo, boa acidez e taninos maduros. Retrogosto confirmando as especiarias e ponta doce. 
Encarou uma lasagna tradicional (presunto, queijo e molho de tomate) e uma maminha com canela, assada em uma panela de pressão... foi melhor com o segundo prato. 
Forte abraço!

Fox Brook Shiraz 2008


Mais um shiraz ou syrah por aqui, desta vez norte-americano, oriundo da bela região de Sonoma, California. E que se diga! Sonoma não é uma região tradicional para a Shiraz, mas esse aqui surpreendeu!
Na verdade este vinho é um blend a base de Shiraz, isto porque 76% do vinho é shiraz, o restante é de Mixed Reds (uma forma de dizer que existem outras inúmeras castas tintas no vinho). 
Na taça apresentou cor rubí, translúcida e com halo aparente, denotando evolução. Lágrimas finas e abundantes. Aromas intensos e um painel complexo com frutas passas, especiarias, pimenta, caramelo, bala toffe e algo químico. 
De corpo médio com boa acidez e retrogosto confirmando as especiarias. De médio volume tânico este vinho pode ficar bem interessante com massas com molhos a base de especiarias ou embutidos como um molho de calabresa. 
Sai por R$ 45 e você pode arriscar até com um bom churrasco. 
Forte abraço!

Queijos & Vinhos, e agora? Com que vinho eu vou?

Para mim não tem estação do ano para Queijos & Vinhos, mas admito que no inverno essa combinação se torna imperativa! Mas sempre nos passa na cabeça que vinho servir? Eis a questão! 
Numa análise simplista a melhor opção seriam os vinhos brancos e espumantes que tem acidez para suportar a gordura do queijo, mas nós sempre queremos os tintos, e a verdade é que o vinho varia com o queijo, o que acaba por tornar praticamente obrigatório servir mais de um vinho. 
Mas não precisamos ser tão inflexíveis assim. Podemos escolher um bom vinho e ser feliz, certo? Eu acredito que sim! Portanto se você estiver neste caminho, escolha um tinto de corpo médio e novo para que a acidez esteja em alta, como um bom Bonarda argentino, Merlot nacional, Pinot Noir Chileno e curta a vida! É isso que vale! 
Agora se você quer ser, digamos, um pouco mais rigoroso, e apreciar a harmonização em sua plenitude seguem algumas dicas: 
1 - Queijos de mofo branco, Brie ou Camembert, com brancos  leves e secos. 
2 - Queijos suíços, como o gruyere, clamam por tintos leves (Pinot Noir) ou brancos frutados. 
3 - Queijos mais duros como o parmesão ficam melhor com tintos encorpados ou mesmo um Porto Ruby. 
4 - Queijos de sabor suave, como gouda ou ementhal, também pedem tintos leves. 
5 - Queijo de cabra é com sauvignon blanc. 
6 - Queijos de sabor forte, como o holanda ou o cheddar, com tintos encorpados. 
7 - Se o queijo for defumado procure por vinhos de característica amadeirada. 
8 - Queijos de mofo azul, roquefort e gorgonzola, harmonizam classicamente com Sauternes, mas pode ser também com brancos de sobremesa do novo mundo ou um bom vinho madeira. 
9 - Por fim a ordem... em que ordem servir os queijos e por consequência os vinhos? Primeiro os de mofo branco e/ou cabra, depois os de sabor suave e suíços, em terceiro lugar os azuis e por último os queijos duros e os de sabor forte. 
Bom, aqui em casa não faço tudo isso, para mim é legal apreciar uma boa harmonização, mas não é mais importante que curtir os amigos, a família e o momento. Portanto sirvo os queijos de mofo branco, cabra e suaves juntos. Acompanho com damasco, pão e um bom espumante ou Sauvignon Blanc. Depois parto para os queijos duros e de sabor mais acentuado, devidamente acompanhados de salame, pão italiano e vinho tinto encorpado, normalmente italiano! 
Forte Abraço!

Vertical Almaviva EPU: A Safra 2007

No Chile a safra 2007 é histórica! Logo a expectativa sobre este filho do terroir de Puente Alto  era enorme... E ele correspondeu, demonstrando elegância e potência, além de uma perspectiva de guarda por vários e vários anos. 
Antes de tratarmos do vinho em si, Puente Alto fica nos arredores de Santiago, na região metropolitana, se me permitem dizer, e, segundo o que me foi contado, o Epu surgiu devido a influência de uma plantação de eucaliptos sobre uma parte dos vinhedos. Como o enólogo não desejava esse 'efeito' sobre o Almaviva criou o Epu... o, dito, segundo vinho da casa.
De cor rubí opaca e reflexo violeta, sem halo aquoso aparente e de espessas e lentas lágrimas. Aromas muito intensos de geléia de frutas negras, menta, balsâmico, chocolate e bala toffe. 
Na boca é denso, encorpado, dá a sensação de ser mastigável. Carga tânica absurda e carecendo de tempo para uma maior maturidade, excelente acidez e álcool equilibrado. Suave amargor. Um vinho com grande potencial, mas que ainda não está pronto...
Tenho outra garrafa e vou esperar uns 05 anos para abrir, agora se você tiver uma garrafa e a curiosidade está insuportável, decante o vinho por pelo menos 30 minutos. 
Forte abraço!

Vertical Almaviva EPU: A Safra 2006

Posso dizer com razoável certeza que esse me pareceu o mais chileno dos Epus que experimentamos. Com certeza a tipicidade do terroir é mais evidente nesta safra, seja na cor do vinho, nos aromas ou na rusticidade que ele ainda apresenta. 
Rubí translúcido, sem reflexos, lágrimas espessas e halo aparente indicam que a safra 2006 não deve ser guardada por muito tempo, é um vinho para ser consumido em 02, talvez 03 anos. 
Aromas de boa intensidade denotando frutos vermelhos maduros, herbáceos, azeitona, químicos, resinados e chocolate, um painel complexo e chileno, faltou só a goiabada... 
Na boca é encorpado, levemente alcóolico, enruga bem a boca devido a enorme carga de taninos maduros. Boa acidez e sem amargor. Retrogosto perene e confirmando as frutas. 
Considerando estas características acredito que uma passagem rápida pelo decanter fará este vinho crescer. Também acho que acompanhará bem um bom pedaço de costela ou outras carnes mais fibrosas e gordurosas. 
Forte abraço!

Vertical Almaviva EPU: A Safra 2001

Todos que acompanham esse blog já perceberam que sou fã de vinhos chilenos, deste país saem alguns dos meus vinhos preferidos e entre os eles está o Almaviva Epu, o tal segundo vinho da Almaviva... Aliás EPU significa dois (número) na língua Mapuche. 
O vinho, teoricamente, só é comercializado no Chile, falo teoricamente porque alguns intermediários chilenos revendem para outros países. Mas de qualquer forma para se comprar um Epu é preciso ir ao Chile. 
Ao longo do tempo pude visitar o Chile, experimentar e trazer algumas garrafas dele... e outras safras pedí para os amigos trazerem. Com isso coneguí em dado momento ter 03 safras na minha adega, 2001, 2006 e 2007. Pelo que sei do vinho, anterior a esta apenas a safra 2000, e agora parece que foi lançada a safra 2008. 
Grades vinhos podem e devem ser divididos com os amigos, reuni alguns blogger's e provamos todas as safras em uma noite pra lá de interessante. Hoje vou falar da mais velha safra da noite. 
O Epu 2001 demonstrou ótima forma, agradando todos que estavam presentes e sendo o preferido da maioria. A cor era rubi translúcida e brilhante. O halo aquoso era aparente e o reflexo era âmbar, ambos denotavam a estrada que este vinho já havia caminhado. 
A paleta aromática era intensa e complexa! Frutas negras doces, especiarias,  evoluindo para frutas secas, terra molhada, couro, carne crua e eucalipto. Na boca surpreendeu com sua presença! Encorpado e equilibrado! De excelente acidez e com carga tânica vasta e macia. Excepcional persistência. 
Um belo vinho! Se você tem um ou encontrar um, beba sem medo de ser feliz! 
Forte Abraço!

Casas Del Bosque Gran Reserva Sauvignon Blanc 2008

Uma segunda dessas tive o prazer de oferecer uma Vertical de Almaviva Epu para alguns amigos. E para "abrir os trabalhos" levei este Sauvigno Blanc aqui... Com certeza um dos melhores do Chile. 
Este vinho vem do privilegiado Valle de Casablanca, terroir excepcional para esta cepa. Com 03 anos de idade muitos Sauvigon Blanc já teriam "batido as botas", não é o caso desse! 
Este Sauvignon Blanc tem todas as características didáticas da cepa, elevada acidez, frutas cítricas , etc, porém tem algo a mais... e eu diría que esse algo a mais é o equilíbrio! É realmente difícil encontrar esse tal equilíbrio na Sauvignon Blanc, normalmente a acidez sobra um pouquinho... 
Nessa noite sua cor já era amarelo palha com reflexo dourado, os aromas remetiam a frutas cítricas, notadamente maracujá e limão, além de ervas e alguns nuances florais e minerais. Na boca possuí vasto corpo e elevada acidez concedendo frescor ao vinho. Excelente persistência confirmando as frutas cítricas e deixando o palato com desejo de 'quero mais'. Harmonizamos com um patê de queijo de cabra temperado com ervas, foi muito bem, obrigado! 
Enfim um dos melhores brancos do Chile... para ser bebido na companhia dos melhores amigos. 
Eu já visitei a Casas del Bosque, confira aqui! 
Forte Abraço!

Pizzato Brut

Pude experimentar este vinho na degustação on line realizada através do Wine Bar no Work Shop de Mídias Sociais que a Ibravin promoveu. 
Um belo representante do que o espumante nacional pode ser, e por R$ 40 vc encontra por aí. Elaborado através do método champenoise, tem no seu corte 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir. 
Era de uma cor amarelo palha, límpida e brilhante com perlage abundante, intenso! Aromático! Frutas cítricas, abacaxi e tangerina, além das notas de fermentação e pão tostado. 
É um espumante do tipo parrudo... com acidez cortante e ao mesmo tempo cremoso. Equilibrado, fresco, encorpado e boa persistência, genuinamente brasileiro! Perfeito para brindar as conquistas da vida! 
Forte Abraço!

Chablis Domaine William Fevre 2008

Nem só de Pinot Noir vive a Borgonha... Os magníficos Chablis expressam a Chardonnay de uma forma singular, sem aporte de madeira, o vinho é rico, frutado, aromático, sem ter aquele corpo excessivo... Enfim, são uma experiência a parte... 
A pequena cidade de Chablis fica mais ao norte, na verdade mais próxima de Champagne do que da Borgonha, os vinhos feitos por lá são 100% Chardonnay. O exemplar de hoje foi adquirido por R$ 110. 
Apresentou cor amarelo palha com leve reflexo esverdeado, poucas lágrimas para seus 12,5% de álcool. Um nariz elegante com nuances florais e de frutas brancas como pêssego... nuances minerais. 
Na boca um ataque que se faz despretensioso, mas onde perdura o retrogosto frutado. Tudo equilibrado e moderado, acidez, álcool, corpo, etc. Um belo vinho, para ser bebido em ótimas companhias. 
Forte Abraço!

Herdade do Esporão Reserva Tinto 2006

Novamente o Vivendo Vinhos comenta um clássico... a Herdade do Esporão é reconhecida mundo afora pela sua qualidade, e eu nunca havía comentado algum vinho deles... e por que não começar com aquele que é objeto de desejo de muitos enófilos? 
Este alentejano é um corte de 04 uvas, 03 portuguesas e 01 francesa, a saber, Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira e a Cabernet Sauvignon. Estagia 12 meses em carvalho, 70% americano e 30 % francês. Encontramos nas nossas prateleiras por R$ 85. 
Na taça tem uma vibrante cor rubí translúcida e lágrimas em demasia, denotando seu elevado grau alcóolico (14,5). Os armas são intensos e abundantes: frutas negras doces, notas de couro, terra, balsâmico, notas químicas, pimenta, etc... 
Um vinho encorpado, taninos maduros e com ótima acidez, vocação gastronômica com certeza!  Uma pontinha de amargor aparecendo no seu final assim como álcool, mas nada que atrapalhe. Retrogosto frutado e com boa persistência. 
Vai muito bem com porco alentejano, não é João Filipe
Forte Abraço! 

João Pato Touriga Nacional 2007

Com o frio que vem fazendo esses dias o Caldo Verde "deu as caras" a nossa mesa... Prato típico português... vinho? Português! É lógico... 
Este vinho mais precisamente vem da Bairrada, por lá o mágico Luis Pato faz das suas traquinagens, especialmente com a uva Baga. Só que dessa vez foi com a Touriga Nacional, "com uma pequena porção de Baga", é claro! Este produtor sabe o que faz e ficar rasgando elogios a ele é chover no molhado... 
Um vinho de cor rubi translúcida e já com reflexo âmbar, poucas lágrimas correram na taça denotando os 12% de álcool. Os aromas eram de intensidade moderada, porém persistentes e complexos, iniciaram com frutos vermelhos e negros maduros, passando por chocolate, menta, defumados e resinados... 
Na boca o ataque denota equilíbrio, macio no palato e com retrogosto persistente, confirmando as frutas. Corpo médio e com bom volume de tanino finos e agradáveis. Está no momento ideal para consumo e poderia acompanhar carnes grelhadas. 
Sai por R$ 47 e vale a pena ser conhecido. 
Forte Abraço!

Alfredo Roca Malbec 2007

Esse vinho aqui já é um clássico... um best buy!!! Por meros R$ 22 vc encontra em qualquer rede de supermercados... Um típico Malbec, gostoso e classudo! 
Rubí intenso com leve reflexo violáceo, e muito chorão... aromas de frutas negras maduras, destaque para ameixa e evolução para chocolate. 
Na boca é encorpado e equilibrado! Boa acidez, taninos firmes, sem amargor ou álcool aparente. Retrogosto frutado e com persistência razoável. Perfeito para um bom churrasco! 
Forte abraço!

Pinot Noir Lo Abarca 2005, Bruto!

Outro dia que passou recebí a visita de um grande amigo e iniciamos a noite com este vinho... afinal o cara gosta muito de Pinot Noir e a Casa Marin é um excelente produtor... Mas infelizmente eu não gostei desse vinho deles...
Não posso falar que é um vinho ruim, longe disso, mas não tem nada haver com Pinot Noir, me permitam a crítica e sinceridade... Este vinho é demasiadamente bruto para um Pinot Noir...
É de uma cor rubí intensa, impenetrável a luz, longe daquela 'transparência' que os Pinot's costumam apresentar. Os aromas estão marcados pela madeira, sem sinal das frutas e também sem aqueles nuances de terra e animais característicos, encontramos aromas muito intensos de café e tostados, alguma evolução para bala toffe.
Na boca é encorpado com grande volume de sabor e de final pronunciado. Mais uma vez sem a característica elegância e suavidade da Pinot...
Um belo vinho que, mas que não me agradou... faz parte! Vamos para o próximo!
Forte Abraço!
Preço: R$ 225

A Temperatura do Vinho... Frescura???


E aí? Esse negócio de temperatura de vinho é frescura de enochatos??? Um pouco sim, mas de uma maneira geral, a resposta é não, não é...
Frescura é o cara pedir termômetro no restaurante com o objetivo de verificar a temperatura do vinho... Mas é fato que os vinhos na temperatura correta podem ser muito mais interessantes e desfrutados em sua plenitude!
Abaixo você vai encontrar as temperaturas adequadas para cada "tipo de vinho", mas antes é importante lembrar que o manuseio da garrafa, no momento da abertura da mesma e o contato com a taça costumam aquecer o vinho em 03 graus aproximadamente. Portanto se você tem uma adega procure lembrar dessa informação.
Outro ponto importante é separarmos as temperaturas de serviço do vinho da temperatura para envelhecimento do vinho... teoricamente a melhor temperatura para o vinho envelhecer é 10 graus... As temperaturas abaixo são as do serviço do vinho e variam conforme suas características.
E não esqueça de curtir sempre!!!
Forte Abraço!
Tintos Encorpados - 19ºC – 20ºC
Tintos mais leves – 16ºC – 18ºC
Rosados e Brancos Secos encorpados - 11ºC – 13ºC
Brancos leves e aromáticos, Jerez - 9ºC – 11ºC
Champagne e Espumantes encorpados - 7ºC – 9ºC
Brancos Doces e Espumantes mais leves e descompromissados - 7ºC – 8ºC

Um Novo Vivendo Vinhos

Dentre as muitas coisas que tenho pensado para o blog a primeira delas era alterar o lay-out... quería algo diferente do usual que estávamos habituados... melhor, mais funcional? Não... apenas diferente... Acho que conseguí!
Mas não é só... preciso aumentar a frequência dos posts em respeito a você e a mim mesmo... Fique a vontade para me cobrar!
Além disso foi implementada a versão para celular e criado o domínio http://www.vivendovinhos.com/.
Forte Abraço!

A Sirio 2003, mais uma safra soberba!!! #cbe

Dessa vez a sugestão do vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, foi do meu amigo Alexandre Frias do Diário de Baco. E o cara mandou bem... "Um Supertoscano até R$ 200". Eu decidí por experimentar mais uma safra do A Sirio, já bebí a 2000 e a 2001, que foram belas experiências... esse aqui é um baita vinho!
Estava frio e  com um belo macarrão ao molho de calabresa para acompanhar... abrí o danado! Quase uma hora de decanter e... mais uma vez um vinho soberbo!!! Na taça a cor era rubí translúcida, sem reflexos e lágrimas espessas correram pela taça.
Os aromas eram de chocolate, menta, frutas passadas, notas de couro, terra molhada, raízes... extremamente complexo... muito intenso no nariz, mas na boca! Um vinho que literalmente enche a boca, pleno! Encorpado com excelente acidez e taninos volumosos e maduros, aveludando o palato. Sem sinais de álcool e amargor. De persistência absurda, praticamente interminável!!!
Aqui você pode conferir o post da safra 2000 que fiz há mais de um ano. Esse vinho está na faixa dos R$ 150 e vale cada centavo, podendo ser guardado por mais 05 anos tranquilamente.
Forte Abraço!

Advertência

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