Anakena Sauvignon Blanc 2010


Eu sei... alguns dos amigos devem estar querendo ler sobre outras uvas, mas eu não consigo parar de experimentar suavignon blanc... eu simplesmente adoro os vinhos feitos com essa uva. 
Como já comentei por aqui as melhores regiões chilenas para a sauvignon blanc são Casablanca e San Antonio (especialmente Leyda), mas esse aqui vem do grande Valle Central. 
E acabamos por notar algumas diferenças... um conjunto mais brando, já que não possuí uma acidez tão marcante, onde a fruta madura aparece mais, faz deste aqui um vinho honesto! 
Na taça cor amarelo palha sem reflexos, aromas de maça, maracujá e ervas, sem muita intensidade. Na boca um conjunto equilibrado, médio corpo, boa acidez, ponta alcoólica e média persistência, um vinho correto. 
Acho que pode acompanhar bem aperitivos, que tal com um queijo branco temperado com orégano e um bom azeite? 
Forte abraço!

Artefacto Syrah 2010

 
Que a syrah está presente no Alentejo eu já sabia, já a ví em alguns cortes, mas vinho varietal de syrah no Alentejo foi a primeira vez... e foi uma boa experiência. 
Na taça apresentou cor rubí violácea, tingindo a taça. Um aperitivo do que estava por vir... Os aromas remetiam a frutas negras maduras, pimenta negra, caramelo, chocolate e flores. 
Na boca um vinho de boa estrutura com taninos vivos e acidez em alta. Retrogosto confirmando as frutas e de boa persistência. Muitos diriam que é um syrah tipicamente internacional, com um "jeitão" novo-mundista...
Acompanhou tagliarini ao molho de calabresa mas sobrepujou o prato. Acho melhor um bom pedaço de carne vermelha... 
Forte Abraço!

Palagetto Chianti Colli Senesi DOCG 2007, Estruturado!

 
Quer experimentar um Chianti cheio daquela fruta maravilhosa mas com algo a mais? Que tal estrutura? É o caso deste nosso amigo... 
Mas antes... Colli Senesi não é o nome do vinho, mas sim o nome da região em que foi produzido, ou seja quando lemos Chianti Colli Senesi devemos saber que ele vem da província de Siena. 
Bom... na taça este vinho apresentou cor rubí profunda e marcante. Aromas de frutas maduras, um leve defumado, especiarias como pimenta e carne crua. Boa intensidade e boa complexidade! 
Na boca mais estrutura que um Chianti comum, bom corpo, excelente acidez, taninos finos em volume moderado, sem sinais de amargor ou álcool. Bela persistência confirmando as frutas! 
Eu acompanhei com uma massa com molho de tomate italiano, manjericão e cubos de calabresa... ficou bem bacana! 
Forte Abraço!

Protos Rosado 2009

 
Aqui está um rosé fora do que estamos acostumados, afinal aqui no Brasil o que mais experimentamos são aquelas bombas de frutas chilenas ou argentinas, e que se diga de passagem, isso não é uma crítica e sim uma característica que eu particularmente gosto. 
Mas, como disse, este aqui é diferente, com um toque da elegância européia! Menos fruta, mais complexidade, sem perder a leveza e o frescor. Um rosé de Tempranillo diretamente de Ribera del Duero. 
Na taça cor cereja rosada, muito bonita! Os aromas eram de boa intensidade com nuance defumado acentuado, cereja em calda e uma lembrança de xarope. Boa complexidade e um tanto inusitado para os meus padrões. 
Na boca é leve, com bom frescor e volume tânico pequeno e fino. Pontinha de álcool para aquecer os sentimentos e despertar sorrisos mais tímidos. Acho interessante com aperitivos ou como "welcome drink". 
Forte Abraço!

Sanctuary 2010

 
Mais um belo Sauvignon Blanc neozalandês... mais uma vez da região de Marlborough. Aliás comprar vinhos branco neozalandeses é "tiro certo"! Este aqui é mais uma bela escolha para os dias quentes... com ele você pode refrescar e curtir o calor. 
Na taça cor amarelo palha, leve reflexo esverdeado denotando sua jovialidade. Ao nariz é didático, quando está mais gelado as notas herbáceas são mais pronunciadas, quando está menos gelado as notas de frutas tropicais são mais extrovertidas, especialmente o maracujá, porém temos um belo toque de aspargos também. 
Na boca muita acidez, médio corpo e agradável ponta alcoólica. Retrogosto confirmando os aromas e de bela persistência. Show! Vai acompanhar bem o camarão da praia... 
Forte Abraço!

Château Lamartine Cahors 2006

 
Já provou Malbec francês? Pois é... eu tive esta oportunidade recentemente e foi uma experiência agradável. Provei o Lamartine um vinho que na verdade é um corte, 90% Malbec e 10 % Merlot, sendo quem talvez, na Argentina ou no Chile o produtor não nos informasse o corte, já que por lei não é obrigado... 
Mas não é isso que importa... o importante é poder experimentar um Malbec de sua terra-mãe! E perceber que precisamos experimentar mais malbec's franceses, afinal é só assim que podemos ampliar nossos conhecimentos a respeito do vinho e eles não são propriamente caros, esse aqui está na faixa dos R$ 60, acessível como diria um certo amigo meu... 
Na taça a cor era de um rubí mais claro, já querendo projetar um reflexo atijolado... O nariz era extremamente complexo, com muitos aromas secundários como carne crua, balsâmico, xarope, azeitona, etc. 
Na boca um vinho muito rico em sabor, moderada acidez, corpo médio e volume tânico intenso.  Infelizmente um vinho fugaz, de baixa persistência, uma pena... me decepcionou um pouco nesse quesito... mas não dá para negar que se trata de um bom vinho, só que podería ser melhor... 
Forte Abraço!

Rayun Cabernet Sauvignon 2008

 
Quer beber um belo Cabernet Sauvignon por R$ 25? Quem não quer... 
A linha Rayun da Geo Wines vem me agradando e muito... já falei de um Chardonnay deles aqui e agora esse ótimo cabernet. 
Coloração rubí sem reflexos, muitas lágrimas na taça... aromas complexo intensos, frutos negros maduros, chocolate, menta, ervas, café, etc. O que chama a atenção é que este vinho não tem passagem por madeira! 
Na boca o ataque é pleno e equilibrado, o vinho enche a boca com suas diversas camadas de sabor. Bom corpo, boa acidez, taninos macios e nenhum sinal de amargor ou álcool. Retrogosto com boa persistência. 
Prepare o seu churrasco nesse sábado e vá de Rayun, estará muito bem acompanhado! 
Forte Abraço!

Jean Bousquet Premium Rosé Malbec-Cabernet 2011

 
Esse calor faz com que optemos por pratos mais leves e vinhos brancos... mas podemos beber um bom rosé nesses dias, não? Com certeza! 
E aqui está um "hermano" de caráter e qualidade. Produzido por um francês radicado na Argentina este vinho vem do Valle de Uco e realmente impressiona! 
Esqueçam a foto, tem aquela cor salmão, com reflexo âmbar, lembra casca de cebola... é uma cor que você fica namorando o dia todo... O nariz é delicado e marcante... Frutas vermelhas frescas, nuances minerais e florais, aromas de muita intensidade! 
Na boca o equilíbrio é esplêndido, acidez, corpo médio, suave dulçor e boa persistência. No retrogosto as frutas frescas e as notas minerais. Um belo rosé! 
Acho que pode acompanhar pescados em geral, mas acho que vou preferir com frutos do mar... 
Forte Abraço!

Quinta do Cabriz Colheita Selecionada Branco 2010

 
Os vinhos da Quinta do Cabriz são campeões no que tange custo-benefício! São vinhos de qualidade comprovada, safra após safra demonstram sua consistência. 
Esse branco já havía aparecido aqui no blog, a safra 2006 foi comentado em 2008, confira clicando aqui! Na minha modesta opinião houve uma evolução, o vinho ganhou um pouco mais de longevidade por apresentar um pouco mais de corpo e acidez. 
Na taça cor amarelo palha com reflexo esverdeado intenso. Os aromas remetem a notas herbáceas, florais e de frutas brancas. Na boca é gentil, corpo médio, boa acidez, álcool integrado e nenhum sinal de amargor. O retrogosto puxa mais para a nota herbácea, passando uma sensação mais fresca, menos untuosa. 
Cresceu com o prato, linguado recheado com palmitos, e acredito que suas melhores harmonizações serão com peixes leves e saladas, sempre com um toque delicado de ervas. 
Forte abraço!

Quinta Don Bonifácio Reserva Tannat 2007

 
No mesmo dia em que provei a Cordon Rosada, da Freixenet, o Tiago da Rosso Bianco nos ofereceu esse Tannat gaúcho, da Quinta Don Bonifácio. 
Os vinhos feitos com Tannat normalmente são muito estruturados e com potencial de alta enorme, já que normalmente os taninos precisam de tempo para afinamento, mas esse aqui já pode ser desfrutado tranquilamente. 
Na taça apresentou cor rubi intensa, com leve reflexo violáceo. Os aromas tem a característica nota herbácea tupiniquim, mas também possuí boa fruta negra madura e uma menta sensacional. 
Na boca a estrutura da Tannat está lá, corpo intenso, boa acidez, grande volume tânico, mas os taninos estão finíssimos, muito agradáveis! O conjunto é bem equilibrado, com retrogosto confirmando a menta e de boa persistência. Nenhum sinal de amargor ou álcool...
Acho que vai acompanhar bem uma costela gaúcha... 
Forte Abraço!

Freixenet Cordon Rosado Brut

 
Fim de ano que passou aproveitei um fim de tarde para brindar a vida com meu bom amigo Alexandre Frias, Diário de Baco, fomos até a Rosso Bianco aqui em Jundiaí e ficamos lá por umas duas horas jogando "conversa fora". 
Experimentamos essa Freixenet por lá... fim de tarde, calor do verão... um espumoso cai bem, não? Esse produtor exporta para 150 países, é mole? Esta Cava venho a comprovar a qualidade do produtor... 
De cor rosada e perlage finíssimo, aromas de frutas vermelhas e flores, destaque para os morangos. Na boca o conjunto é equilibrado e leve, suave, retrogosto confirmando as frutas vermelhas frescas. A acidez é suave também, pede por aperitivos e queijos leves. Eu diria que é um espumante afeminado, sem aquela acidez e corpo marcantes que muitos nacionais possuem. 
Uma boa pedida, eu só achei um pouco caro, fica na faixa dos R$ 50. 
Forte abraço!

Vale da Mina Tinto 2008

 
Mais um vinho alentejano por aqui... e esse é para começar o ano, afinal é um Best Buy! Paguei por essa meia garrafa R$ 17 e pela garrafa o preço gira os R$ 25. É um corte de Castelão, Trincadeira e Aragonês (Tempranillo).
Numa noite dessas... de meio de semana decidi por abrir esse vinho que me foi recomendado por alguns amigos. E realmente comprovei sua qualidade. Aromático, equilibrado e persistente. Acompanhei com uma massa e um polpetonne ao sugo, não foi uma harmonização propriamente dita, mas não brigaram e pude desfrutar tranquilamente da refeição. 
Na taça cor rubi ainda violácea e muitas lágrimas... Os aromas demonstraram uma fruta madura exuberante, nuances herbáceos, evoluindo para discretos chocolate e café, o que chama a atenção afinal o vinho não passa por estágio em madeira. Por outro lado reafirma que com uma boa colheita, os vinhos são sempre complexos e excelentes. 
Na boca excelente equilíbrio! Boa acidez, corpo médio, nenhum sinal de álcool ou amargor e taninos finos e maduros. Retrogosto confirmando a fruta madura e com boa persistência. 
Enfim para comprar de caixa... 
Forte Abraço!

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