Monte Verde & Jean Bousquet Premium Malbec 2010

foto: www.efolhetim.wordpress.com
Ontem a noite cheguei a Monte Verde, a Suíça mineirinha. Para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer, Monte Verde é um lugar muito tranquilo, onde faz frio e existem boas pousadas para curtir este frio... como a Pousada João & João onde me hospedei. 
Comecei a noite com um rápida caminhada pelo comércio e comprando aquelas guloseimas mineiras como queijo, queijo recheado com requeijão, sequilhos, lombo defumado e temperado, etc. 
Voltei a pousada, abri o Jean Bousquet Premium Malbec 2010 que trouxe na mala e cortei alguns pedaços de queijo e lombo e... passei a noite assim... com a simplicidade de uma taça de vinho e uma "tábua" de frios, bom demais! 

O Jean Bousquet Premium Malbec 2010 é um vinho simples mas muito bem feito. Cor rubi com reflexo violeta, aromas intensos de amora madra, groselha e pimenta preta. Na boca tem boa presença, corpo médio, boa acidez, persistência média e retrogosto frutado. 
Foi uma ótima companhia para começar esse final de semana!
Forte Abraço!

Château Les Tuileries Entre-Deux-Mers 2010

Sempre estou postando muitos varietais de Sauvignon Blanc por aqui, é minha uva preferida, mas nunca tem um Bordeaux branco... o que eu ando fazendo? Passou da hora de corrigir este erro... 
O Château Les Tuileries é um produtor que fica localizado na região de "Entre-Deux-Mers", porção de terra que fica dentro da "forquilha" que formam os rios Garonne e Dordogne, o mapa abaixo demonstra claramente. 
www.casarioverde.com.br
Essa região produz a maioria dos vinhos tintos que compramos por aí com as denominações Bordeaux ou Bordeaux Supérieur, mas os vinhos brancos podem receber a Apelação "Entre-Deux-Mers" (entre dois mares), desde que seus produtores tenham respeitados as regras de rendimento e produção. 
É o caso do nosso vinho de hoje, um branco produzido a partir de Sauvignon Blanc e Sémillon, típico da região, até didático, simples e aromático, um belo vinho por R$ 56. 
Cor amarelo palha, já com leve reflexo dourado, ou seja, melhor desfrutar dele neste momento. Aromas com boa intensidade denotando o caráter herbáceo e cítrico da Sauvignon Blanc, mas com notas de frutas como damasco e pera, próprias da Sémillon. 
Aliás os aromas da Sémillon ficam mais claros quando o vinho não está tão gelado, eu tenho preferido os brancos a temperaturas um pouco maiores, no balde eles ficam muito gelados e, na minha modesta opinião, perdemos possíveis nuances e sensações. 
Na boca o ataque traz boa acidez, médio corpo e discreta untuosidade. Apesar de ser um vinho fresco é mais moderado que os varietais de Sauvignon Blanc chilenos e neozelandeses. Tem final de média persistência e retrogosto confirmando o caráter cítrico. 
Recentemente estive com minha esposa no Roma Mia Ristorante em Jundiaí e tentamos harmonizar com dois pratos de peixe, o primeiro foi o clássico Abadejo a Belle Meunière e o segundo foi o Abadejo ao Barro, prato com molho rico em requeijão, legumes e ervas. 
Eu diria que foi bem com os dois pratos, mas que encontro maior equilíbrio com o clássico Belle Meunière, neste os sabores do vinho é do suave molho azedo do prato "conversaram" com mais tranquilidade. 
Já no segundo prato não houve uma "briga" de sabores, mas é fato que o molho levou toda a acidez do vinho, surgindo assim com mais intensidade e fruta do vinho, especialmente as notas de pera e damasco. Fotos do nosso sacrifício abaixo... 
Forte Abraço!




Especial Uruguai: Muito Além da Tannat!


Já fazía tempo que eu e meu bom amigo de taças e garrafas, Alexandre Frias, queríamos visitar o Uruguai e explorar um pouco mais a vitivinicultura de nosso vizinho. Como o Alexandre definiu foi um giro rápido e muito proveitoso! 
Visitamos cinco vinícolas em dois dias, concentradas nas proximidades de Montevideu ou na região de Canelones. Pudemos constatar que são pequenas Bodegas, com áreas plantadas que variam entre 20 e 30 hectares e que trabalham com muito esmero e carinho. 
Falando em números ainda, são cerca de 280 produtores no Uruguai que juntos não produzem anualmente metade do que uma Concha Y Toro (Chile) ou uma Trapiche (Argentina) produzem. 
Por lá o consumo de vinhos de "garrafão" ainda representa 76% do consumo total, com a diferença que no Uruguai, os produtores produzem este vinho com variedades viníferas, como Moscatel de Hamburgo e Ugni Blanc. 
Mas o que nos interessa é o vinho fino e percebemos que os produtores uruguaios conhecem profundamente seu terroir e suas condições climáticas. Dominam a enologia e sabem o que querem produzir, muitos deles são vanguardistas, experimentando novas uvas e novas técnicas.  
Os varietais de Tannat demonstram isso claramente, experimentamos desde vinhos sem passagem por barrica, leves e frutados até vinhos robustos e de complexidade ímpar. Toda essa surpreendente versatilidade da Tannat proporciona aos produtores imprimir suas características ao vinho. Talvez, considerando toda a América do Sul, seja no Uruguai  que possamos experimentar vinhos de autor. 
E tem muito mais vinhos bons por lá, como espumantes frescos e agradáveis, além de brancos feitos a partir de Alvarinho, Chardonnay, Viognier ou Sauvignon Blanc. E as tintas? Tem Petit Verdot, Syrah, Cabernet Franc, Tempranillo... varietais ou em cortes com a grande estrela, a Tannat, mas todos vinhos de qualidade. 
Nos próximos dias contarei mais detalhes dessa viagem e especialmente das visitas as Bodegas, afinal o Uruguai vai muito além da Tannat! 
Forte Abraço!

Um novo lay out, um novo blog!

Cá estou eu lidando com todas as possiblidades que o Bolgger oferece e acho que finalmente vou conseguir dar uma pouco mais de dinâmica ao Vivendo Vinhos, espero que gostem! 
Apenas duas considerações, a primeira é que no canto alto esquerdo, você pode escolher outros seis "lay-out's" para o Vivendo Vinhos, está padronizado para o estilo "Magazine", mas tanto o Timeslide como Snapshot ou Sidebar são versões bacanas, escolha conforme sua preferência. 
A segunda consideração é que essa escolha tem como objetivo trazer um aspecto, uma apresentação mais visual ao blog, portanto, eu prometo, a qualidade das fotos vão melhorar. 
E aí? Me conte o que achou... 
Forte abraço!

Montepulciano d'Abruzzo Rosé - Cerasuolo DOC 2008

Beber um rosé com quatro anos não é muito aconselhável, mas eu sempre quero experimentar, tentar, ver o que acontece. E isso foi o que me motivou a comprar esse vinho, além de ser um rosé italiano, afinal eu estou acostumado a beber rosés argentinos e chilenos, de vez em quando experimento um francês ou português. 
Bom um rosé de Montepulciano, meu tio adora os tintos de lá, que sempre possuem  uma certa rusticidade em boca, com elevada acidez e taninos a domar. Como seria esse rosé? 
Foi uma experiência muito legal! Surpreendeu com boa vivacidade, elegância e claras notas de evolução! Na taça apresentou cor âmbar, já não lembrava aqueles vermelhos tão característicos dos rosés. 
Os aromas remeteram a evolução, frutas passificadas, vermouth, ervas maceradas e nuances de terra molhada. Na boca elegância, com corpo médio, boa acidez, pequeníssima carga tânica, fina e bem integrada, boa persistência confirmando as ervas. 
Bebí sozinho, após o jantar, mas acho que poderia acompanhar bem uma tábua de queijos com sabores mais acentuados, como o queijo de cabra. 
Forte Abraço!

Advertência

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