Comemorando com H Stagnari Extra Brut

Trouxe esse espumante na mala, da viagem que fiz ao Uruguai no início do ano. Quando visitei a Bodega H Stagnari fiquei muito curioso com este vinho, é um corte de Chardonnay com Viognier produzido pelo método tradicional. 
Mas aqui tem um detalhe, a proporção é 60% Chard e 40% Viognier, porém a Chardonnay vem de duas safras, 2007 e 2008. Vamos direto ao ponto, o corte é 40% Chard 2008, 20% Chard 2007 e 40% Viognier 2008. Normalmente experimentamos muitos espumantes não safrados, justamente porque misturam safras da mesma uva em seus cortes, o que achei legal foi a transparência do produtor na exposição do corte. 
Enfim, vamos ao vinho, amarelo dourado de perlage fino e intenso, os aromas remetem a frutas cítricas maduras, nuances de fermentação também estão presentes, pão torrado e champignon. Na boca o sabor é fresco e persistente, o mousse que se forma na boca é delicado e agradável, por fim acidez elevada mas sem ser rústica, como algumas Cavas ou espumantes nacionais. Definitivamente um espumante elegante! 
Acompanhou tranquilamente um risoto de brie com damascos numa noite de comemorações, deixando a felicidade que nos contagiava como grande estrela da noite! 
Forte abraço!

Encontro Mistral, uma Volta pelo Mundo do Vinho!!!

foto: www.diariodebaco,com.br 
Depois de alguns anos tentando conseguí ir ao Encontro Mistral. Sempre fui "impedido" pelos compromissos profissionais, faz parte da vida, mas dessa vez foi possível e pude aproveitar o belo portfólio da Mistral. 
Realmente o Encontro Mistral é uma volta ao mundo da vinho em poucas horas, e uma volta extremamente prazerosa! 
Comecei aqui perto, no Uruguai revendo os amigos da Pisano! Daniel e Gabriela vieram expor seus vinhos e trouxeram o Torrontés 2012, fresco, claro e frutado! Sem falar nos excelentes vinhos de "corpo" que os amigos produzem. 
Rapidinho fui ao Líbano e experimentei os bons vinhos do Château Musar, seguí para Bollinger e comecei a me maravilhar com as renomadas Champagnes deste excelente produtor. Respirei e fui a bota! 
Comecei pela ítalo-argentina Masi, e na verdade por um vinho argentino, o Corbec, um vinho argentino com um belo corpo, como todo vinho argentino, mas com uma acidez marcante... sería a mão do produtor??? Incrível, não?! E por lá ainda experimentei dois Amarones... 
Do Vêneto para a Toscana... Biondi Santi e os bons Sassoalloro, destaque para o Sassoalloro Oro que alia a rusticidade italiana a taninos macios e marcantes. E a verdade é que por aí foi... Catello di Ama e o seu excelente e confiável Chianti Classico, gostei também de um intrigante corte de Chardonnay com Pinot Grigio (Vigna al Pogigo 2009), mas o Vin Santo deles ficou devendo... 
Cheguei a Espanha e a Pesquera, apreciar os encorpados e elegantes Condado de Haza é realmente uma experiência! Estes Ribera del Duero são ótimos, aliam características da vinicultura moderna e da tradicional. Gostei muito do Crianza que está com os taninos volumosos e maduros, pensei num bom naco de carne para acompanhá-lo! 
Tá percebendo??? Não tem coisa ruim... Fica impossível indicar algum vinho, ou escolher o melhor provado... É realmente um espetáculo o Encontro. 
Feito este comentário, seguí para a Pol Roger, digamos que fui limpar a boca com Champagne, chic não??? risos... Todas fantásticas! Continuei na França e fui a um grande produtor, Joseph Drouhin e seus Borgonhas... 
Continuando na França, visitei a M. Chapoutier... eu não podería ficar sem um Chateâneuf du Pape... experimentei o La Bernardine 2008, bem típico, quente na boca com fruta madura e taninos volumosos, mas o vinho que marcou na Chapoutier foi o Banyuls, esse tinto doce que possuí a fama de harmonizar com chocolate, está muito equilibrado e gostoso. 
Lá no Encontro eu continuei, mas aqui no blog vou terminar com os vinhos do Châteu Cos d'Estournel, produtor bordalês de grande classe, o Goulée blanc 2009 é fantástico, tem aquela fruta novo-mundista, aromaticamente intenso, belíssima acidez, mas um maior equilíbrio em boca e um final de boca marcante e perene! Ainda teve os tintos, excelentes vinhos de Saint Estèphe sem a menor dúvida. 
Quando puder vá ao Encontro Mistral, só tenha uma coisa na cabeça, um dia só é pouco... saí com a excelente sensação de que pude experimentar ótimos vinhos, mas também saí com aquela sensação que poderia experimentar muito mais, que perdi grandes vinhos... no fim acho que essa última sensação é bobagem, mas se pudesse ir a todos os 03 dias do Encontro, eu iria! 
Forte Abraço!

Casas del Bosque Gran Reserva Carignan 2007 #cbe


Neste mês o amigo Daniel Perches, através da CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs), propiciou que eu abrisse um vinho que já estava na minha adega há uns 03 anos... Já estava na hora, diga-se de passagem...

O tema escolhido foi “Um vinho que tenha a uva Carignan. Se possível, um varietal, qualquer país e qualquer faixa de preço.” Uma escolha diferente e como muitos amigos provavelmente experimentariam vinhos novos, e eu tinha a oportunidade de beber um com 06 anos, não hesitei!

Acompanhado do intrépido amigo Alexandre Frias na quinta-feira passada, abrimos o Casas del Bosque Carignan Gran Reserva 2007. Vinho que eu trouxe na mala quando viajei ao Chile em 2009. Oriundo do pequeno Valle do Loncomilla este vinho me impressionou por sua força e elegância.

E desta vez a elegância era muito maior, o tempo fez bem a este vinho... Na taça ainda apresentou uma cor rubi escura e muitas finas lágrimas choraram pela taça.

Os aromas apresentaram notas de chocolate amargo, menta, eucalipto, passas e balsâmico. Na boca um grande equilíbrio, taninos finíssimos, acidez em alta e um bom corpo. Retrogosto marcante confirmando as frutas passas e com boa persistência.

Já que estávamos na Duo Bruschetteria & Bottega decidimos por estrear a nova Costela do cardápio com molho de vinho e acompanhada de polenta. Um pouco forte para a elegância do vihos, mas teve seus momentos.

Parece que hoje em dia a Casas del Bosque não produz mais esse vinho, se for verdade é lamentável, já que é realmente uma bela experiência.

Forte Abraço!

Advertência

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