Chateau La Motte 2009 & Strogonoff


Mais um Bordeaux por aqui... Desta vez o Chateau La Motte 2009, um corte de Merlot (87%) e Cabernet Sauvignon (13%), com estagio de 12 meses em barricas de carvalho e na minha modesta opinião uma boa oportunidade para conhecer a austeridade bordalesa. Gira a faixa dos R$ 50.
Digo isso porque se trata de um vinho tipicamente bordalês! Na taça aquela cor rubí intensa e translúcida. Aromas tímidos que vão ganhando intensidade com a oxigenação e aos poucos denotando sua complexidade, notas de frutas negras maduras como ameixa e jabuticaba, nuances de pimenta e bacon bem evidentes com o tempo. 
Apresenta boa presença em boca com equilíbrio e um 'q' de elegância! Corpo médio, boa acidez, boa persistência, nenhum sinal de álcool ou amargor. Retrogosto frutado, bem agradável, por fim vai muito bem com um strogonoff! 
Aliás... não sei porquê, mas sempre gostei destes ditos vinhos mais simples de Bordeaux com strogonoff. Enfim acredito ser uma opção bem interessante para conhecer Bordeaux sem gastar muito e talvez melhor que um famoso Chateau Reignac... 
Forte Abraço!

O Famoso Chateau Reignac 2004!!!


Mais uma vez, através da mão de um bom amigo, pude experimentar um vinho que surpreendeu degustadores derrubando vinhos muitos mais caros e famosos numa degustação as cegas. 
Desta vez foi o Chateau Reignac 2004, o vinho que derrotou os Premiers Crus Classés de Bordeaux em uma incrível degustação as cegas, é verdade também que não derrotou todos, ficou em segundo lugar. Deixo aqui o vídeo da degustação, caso você ainda não conheça. 

Eu experimente o Reignac num jantar muito agradável, após um belíssimo Cremant d'Alsace. No dia o jantar foi esta belíssima lasanha de bacon (foto abaixo) que fez um bom par ao vinho, uma boa harmonização.
  
Mas vamos ao vinho que é o que interessa! Decantamos por cerca de 40 minutos e o vinho apresentou muita elegância e austeridade. Lembrando que estamos tratando de um corte de Merlot (75%) e Cabernet Sauvignon (25%), com estágio em barricas de carvalho por 19 meses, no Brasil ele é vendido na casa dos R$ 230.
Ainda de cor rubi translúcida, apresentou aromas de  média intensidade - frutos negros e vermelhos maduros, nuances de couro, terra molhada e especiarias, cravo e pimenta preta em destaque. 
Na boca demonstrou tipicidade, corpo médio, taninos finíssimos, muito bem integrados ao conjunto, álcool discreto, boa acidez e retrogosto confirmando as especiarias.  
É um belo vinho, mas não me parece tão grandioso como a degustação sugere... se é melhor que os grandes Bordeaux que competiu eu não sei, mas se de fato for, receio que ficarei decepcionado com os Premiers Crus Classés... 
Forte Abraço!

Uma Certa Confraria Mentirosa & Chateau Montelena

 
E de tempos em tempos ela se reúne! A Confraria da Mentira esteva há pouco tempo no Eñe  Restaurante brindando a amizade e sempre com bons vinhos à taça! 
Essa reunião foi para lá de especial, porque já fazia um bom tempo que não nos reuníamos a mesa apenas para curtir uma boa taça de vinho, passar o tempo e contar mentira... como fazem os bons amigos... risos 
E contamos com grandes vinhos! O amigo Daniel "importou" duas garrafas de Chateau Montelena diretamente da vinícola, o mítico Chardonnay e excelente Cabernet Sauvignon. 
O Chard 2007 justifica toda a fama que adiquiriu há mais de 30 anos no incrível Julgamento de Paris, o sommelier não se conteve em elogios ao vinho e o comparou aos grandes Montrachet's! 
Acho que a melhor forma de descrever a qualidade do vinho é dizer que simplesmente a garrafa secou em instantes... De uma complexidade 'suis generis', este é um vinho que evoluirá por muitos anos e, sinceramente, ao contrário do que fizemos, desfrute dele lentamente, para acompanhar todos os nuances. 
E o cabernet? Com certeza uma grande expressão do melhor que se pode fazer em Napa, alcoólico mas imperceptível pelo grande volume de acidez, corpo e taninos maduros. Muito prazeroso com madeira, mas fruta sobrepondo, como deve ser... ah! E uma baita persistência em boca... 
E assim se passou mais uma tarde mentirosa... 
Forte Abraço!

Vídeo Post! Toro Loco 2011! #torolocoday


Dando sequência ao #torolocoday, e com um vídeo post atrasado dois dias em relação ao combinado, mas dá para perceber/ratificar as impressões do post da última segunda. 
Fica aí nossa contribuição sobre o Toro Loco 2011, um vinho que na minha modesta opinião é uma boa compra! 
Forte Abraço!

Toro Loco 2011, uma Boa Compra! #torolocoday

www.vinhoparatodos.com
Depois de muita expectativa tive a oportunidade de provar o Toro Loco, vinho que chamou a atenção do mundo por ter batido grandes vinhos numa degustação as cegas na Inglaterra, a International Wine & Spirtis Competition.
Bom... um pouco de marketing faz parte das estratégias das empresas vendedoras, e não vejo nada de errado nisso... E como bem disse o amigo Silvestre Tavares, a Wine, importadora do vinho, foi honesta, já que pelo alvoroço que ocorreu podería ter vendido pelo dobro... 
Posto isso e antes de comentar o vinho gostaria de agradecer ao amigo Gil Mesquita (Vinho para Todos) que ofereceu o vinho neste feriado que passou, já que eu não comprei nenhuma garrafa... Acrescentando ainda que gravamos um vídeo-post que estará aqui nos próximos dias. Vamos ao vinho? 
A grande pergunta a ser respondida, na minha humilde opinião, era: "Qual é a desse vinho?". Era isso que eu desejava saber, se era um mico ou uma boa compra... Pela premiação obtida tinha que ser um dos melhores vinhos de R$ 25 que já experimentei... 
E isso se confirmou na taça! Com certeza uma ótima compra que poderá acompanhar pratos leves nos jantares do dia a dia, como um bom grelhado, uma salada com um molho de iogurte, por exemplo, ou mesmo uma salada que tenha frios na sua composição...
Temos aqui um vinho jovial, com estilo moderno, fruta madura, coloração violeta translúcida e graduação alcoólica moderada (12,5%), não chora muito na taça... 
Ao nariz é bem perfumado destacando as frutas vermelhas como framboesa e cereja, além de um nuance floral no início e com mais tempo na taça até um nuance de bacon pude perceber. 
O ataque em boca demonstra leveza, com corpo moderado, boa acidez e pequeno volume tânico, mas bem maduro, nenhum sinal do álcool, um conjunto harmônico e agradável. De persistência moderada. 
Gostei e acho até que provando pagaria um pouco mais por ele, mas que a Wine não me escute... Me lembrou outras boas compras abaixo de R$ 30 como outro vinho espanhol, o Mayorazgo Joven, só que esse último é mais intenso... 
Forte abraço!

Tudo sobre Chianti! #cbe


Nesse mês de setembro, o amigo Alexandre Frias, Diário de Baco foi o responsável por indicar o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), e ele 'mandou': "Beba um Chianti!" 
Confesso que fiquei feliz com o tema pois para mim Chianti é muito especial. Todos que acompanham este blog sabem da minha paixão pelo Chatêaneuf-du-Pape, paixão herdei do meu pai, mas os vinhos que sempre estiveram sobre a mesa no dia a dia da minha infância e adolescência foram os Valpolicellas e os Chiantis. 
Porém o mês de agosto me 'engoliu' e não pude degustar um Chianti como deveria para poder publicar por aqui. Nessa última semana ainda experimentei um interessante Colli Fiorentini da Fattoria di Lvcignano, mas estava jantando e não tomei as devidas anotações para poder postar aqui. Por isso decidí fazer um post comentando um pouco mais sobre Chianti, sua história e sub-regiões. 
Comecemos pelo 'Gallo Nero', você já deve ter reparado que algumas garrafas de Chianti levam um galinho preto na cápsula que protege o bico da garrafa e a rolha. Na verdade esse símbolo é uma marca que atesta a qualidade do vinho pelo Consorzio Vino Chianti Classico. Mas porque o 'Gallo Nero' é o símbolo do Chianti? A Lenda do 'Gallo Nero' responde... 
Conta essa deliciosa história que na época medieval Firenze e Siena disputavam de forma sangrenta, digamos assim, o território de Chianti e não conseguiam definir a fronteira. Cansados das batalhas decidiram encerrar a disputa de uma forma inusitada e pacífica. 
A disputa ocorreria entre dois cavaleiros, um de cada comuna, que partiria em direção a outra comuna assim que o galo cantasse e no local que se encontrassem seria definida a fronteira. Os cidadãos de Siena escolhera um belo e forte galo branco, já os fiorentinos escolheram, digamos, um galo negro, magro e sofrível. 
Resultado? Antes do dia amanhecer o 'Gallo Nero' já estava cantando, devido a fome que sentía, enquanto o branco levou mais algum tempo para cantar... Assim a fronteira se estabeleceu a míseros 12 km de Siena e Firenze comemorou a vitória e o território de Chianti. 
Depois dessa história vamos a alguns dados geográficos de Chianti, primeiro lembremos que Chianti fica na apaixonante Toscana, e que tem um índice pluviométrico aproximado de 800mm e clima mediterrâneo (Seco e Quente).
Falemos agora um pouco do Chianti, são 08 suas sub-regiões, Chianti Classico,  Rufina, Colli Senesi, Colli Fiorentini, Colli Arentini, Colli Pisane, Montalbano e Montespertoli. O mapa demonstra a localização de cada região.

Me permitam mas particularmente divido o Chianti em 03 regiões, porque acho mais fácil compreender os estilos dentro de cada região, em que pese ser muita ambição da minha parte fazer isso. 
Primeiro a principal região do Chianti, Classico! É a região de origem da DOC compreendida entre as cidades de Siena e Firenze. Nela encontramos a melhor expressão do Chianti com vinhos de fruta e acidez intensa e com potencial para envelhecimento; alguns até com potencial para 10 anos ou mais, especialmente os Riservas. Importante saber que no Classico hoje são permitidas, em pequenas quantidade, algumas uvas francesas na composição do vinho. 
A segunda região que me agrada é Rufina, onde os Chaintis são mais elegantes e que realmente precisam de um bom tempo em garrafa para demonstrarem toda sua qualidade. Ou seja quando comprar um Rufina, esqueça ele na adega por algum tempo, você vai ganhar com isso! 
Por fim as demais sub-regiões, é um exagero meu colocar elas todas no 'mesmo saco', mas aqui os chiantis joviais, com fruta proeminente são agradabilíssimos e acompanham quase todas as massas com molhos simples de forma prazerosa. 
Quando compro um Chianti sempre me apego a essas referências. Acho que realmente valem a pena, em que pese já ter me surpreendido algumas vezes... 
Por fim, se for a Toscana em setembro não perca a Expò del Chianti Classico, confira no vídeo! 
Forte Abraço! 

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