Cave Geisse Blanc de Blanc 2009

Foto: Diário de Baco
Noite dessas em Jundiaí, Mario e Rodrigo Geisse estiveram apresentando seus novos espumantes na Churrascaria da Fazenda. Entre eles estava o famoso Champagne que a família Geisse produziu em parceira com a Dumont. 
Mas me deixe contar sobre o espumante que me chamou a atenção naquela noite foi o Blanc de Blanc 2009, 100% Chardonnay, novidade que está sendo lançada no mercado. Admito que fiquei empolgado com a qualidade desse espumante! Muito agradável em boca, aliando frescor e cremosidade. 
Tem cor amarelo palha e perlage fino, intenso e persistente. Os aromas remeteram a frutas cítricas em calda, como abacaxí e laranja, um toque de especiarias como anis também se fez presente. Mas interessante mesmo foi a nota mineral, uma lembrança de giz que surgiu com o tempo na taça. 
Na boca o abacaxí se mostrou presente e persistente no retrogosto, um espumante de acidez profunda e belo corpo, para acompanhar os melhores frutos do mar! 
Forte Abraço!

Estrelas do Brasil Brut

foto: Vinho para Todos
Já faz algum tempo que experimentei esse espumante com meus bons amigos Gil, Erika, Claudio e Rafaela (Vinho para Todos e Le Vin au Blog). Mas como esquecer dele quando estava em tão agradável companhia! Foi o primeiro vinho daquela tarde-noite... 
Um espumante com uma proposta séria, digamos assim! Não é simples de beber, não dá para ficar bebendo ele com aperitivos, ou a beira da piscina, de forma despretensiosa e refrescante. 
Tem um visual amarelo dourado impactante! Perlage muito intenso. Os aromas denotam sua complexidade com notas de torrefação, açúcar mascavo, melaço, rapadura, queijos brancos e notas de oxidação. 
Na boca apresenta muita estrutura e boa acidez, tirando dele frescor e valorizando a complexidade de sabores e aromas. Um espumante que forma um belo mousse em boca, com retrogosto perene, valorizando as notas de melaço. Complexo! 
Na minha visão um espumante para acompanhar pratos com queijos, como um risoto de aspargos e brie. É preciso um pouco mais de cremosidade no prato. 
Um bom espumante, mas que não é para todos os momentos.
Forte Abraço!

Argentina: Cabernet Sauvignon ou Malbec???

É no mínimo pretensioso da minha parte fazer essa pergunta, mas... tenho ficado muito satisfeito com os varietais de Cabernet Sauvignon argentinos que tenho experimentado, especialmente os de linhas mais básicas os chamados vinhos de ‘entrada’ das vinícolas hermanas.
Eu já estava com esse sentimento que nos vinhos argentinos abaixo de R$ 50 tínhamos exemplares melhores de Cabernet Sauvignon, quando o amigo João Filipe Clemente promoveu um embate entre Cabernet e Malbec da Sottano.
E na linha inicial de vinhos (Classico) foi quase unânime, entre 10 wine bloggers, que o Cabernet era um vinho mais harmônico e agradável. Fique também registrado aqui que na linha Reserva de Família, mais alta dentro da escala proposta pela vinícola, o Malbec foi o melhor para a maioria.Mas aquele sentimento que tenho, se fortaleceu!
E os amigos, o que acham? Os Cabernet´s argentinos abaixo de R$ 50 estão valendo mais a pena?
Forte Abraço!

As Incríveis Champagnes Vollereaux!

www.chezfrance.com.br
Tive a oportunidade ao longo desse ano de experimentar algumas vezes as Champas Vollereaux e posso afirmar que realmente são excelentes produtos e ainda com um preço incrível! Certamente são boas compras. 
Victor Vollereaux engarrafou sua primeira Champagne em 1923 e de lá para cá, já são 06 as gerações que cuidam ou cuidaram desse negócio familiar e secular. A Maison Vollereaux fica em em Pierry. Atualmente temos 03 Champagnes Vollereaux disponíveis no mercado brasileiro, importadas pela Chez France
A Champagne Vollereux Brut, é um corte clássico da região, com Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, segundo o produtor é um vinho para todos os momentos. Eu discordo um pouquinho... acho mais adequado para pescados e entradas. 
Este é um espumante muito franco e frutado, destacando especialmente as frutas cítricas como abacaxi maduro. Com o tempo demonstra sua origem, através de uma nota de fermentação bem perceptível ao nariz, lembra queijos brancos. 
A Rosé de Saignée Brut é um Champagne feito exclusivamente com Pinot Noir, aromaticamente é discreto apresentando flores e frutos vermelhos, tem boa presença em boca, sendo encorpado, com excelente acidez e perene, acredito que é um belo par para um fim de tarde ensolarado e camarões, se não for sonhar demais... 
E por fim o Brut Cuvée Tradition Millésime 2005! Um espumante inesquecível! Complexo e elegante, marcado pelos aromas de brie, cogumelos e frutas cítricas, mas sem ser pesado em boca, com boa leveza, muita untuosidade e grande persistência.

Dal Pizzol Brut Traditionelle & Camarão no Abacaxi!


Quarta-feira é dia para um grande jantar, não? Foi assim numa dessas que passou... Escolhi um vinho da minha última viagem ao Sul, um espumante da Dal Pizzol. Provei por lá e gostei! Era hora de experimentar com tranquilidade... 
Decidido o vinho, fui em busca dos ingredientes... decidi fazer um camarão no abacaxi. Com alguns temperos orientais, digamos assim... como curry, pimenta cayena e canela... Fica um espetáculo de sabor! Misturando a acidez e doçura da fruta com os temperos tão característicos e camarões. 
Um espumante não é a harmonização ideal para pratos asiáticos, prefiro os Brancos do Rhône, a base de Viognier ou um bom Gewurztraminer alsaciano, mas o Brut Traditionelle enfrentou bem o prato com sua acidez franca! A característica cítrica e a ponta doce casaram bem com o abacaxi, enfim foi muito bem! Para ser repetido!  
Um detalhe, apenas, este é um espumante elaborado com Chardonnay, Pinot Noir e Sylvaner, as duas primeiras muito tradicionais para a elaboração dos espumantes, mas a última digamos que é uma presença inusitada!
Bom, nem preciso dizer que a noite foi ótima, boa comida e bom espumante! E ainda ganhei o sorriso da minha esposa, quer mais? A foto, é claro! 
Forte Abraço!

Geiser Tatio Reserva Chardonnay 2010


Comprei este Chardonnay na Sonoma, novo site de compras que está no ar por alguns meses. Como sempre aqui em casa, foi acompanhado de um bom prato a mesa, dessa vez tivemos Sobrecoxas de Frango em Crosta de Damasco e Macadâmia. 
Esse Chardonnay vem do Valle do Maule, é frutado sem aquela presença de madeira característica dos chard's chilenos. E casou bem com as sobrecoxas que assei por duas horas, especialmente com a geleia de damasco que foi base da crosta de macadâmia. 
Na taça um vinho de coloração amarelo palha brilhante, aromas discretos e frutados, destaque para o abacaxi. Na boca corpo médio, boa acidez e retrogosto frutado. Boa persistência! Certamente um vinho gastronômico. Bela compra a R$ 36. 
Forte Abraço!

Advertência

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