O Apocalipse Maia - Capítulo II - Terça Light, Japa Food & Chardonnay Argentino


Não era o que eu pretendia para esta noite, mas foi muito melhor do que pensava quando escolhi o vinho em que pese ele não harmonizar com "Japa Food". 
Foi uma terça corriqueira, comum... serviço nas alturas e calor insuportável, só um prévia do verão, eu diria! Mas a frustração aumentou com o entardecer, tinha 'programado' uma degustação harmonizada para esta noite, determinado prato com determinado vinho, a fim de honrar Tepeu, Deus do Céu, um dos três primeiros criadores. 
Mas a civilização ocidental estava contra mim! Nada dos ingredientes que eu queria... só um deles, que adormeceria esperando a sorte noutro dia... 
Minha esposa chegaria tarde e eu desisti de fazer o jantar, acabamos optando por sair e ir ao Tribo - Sucos & Saladas aqui em Jundiaí, lugarzinho 'transado'e light da cidade, tem foco em saladas e lanches naturais. Recentemente mudou-se de endereço e agora dispõe de um sushi man e algumas opções de 'Japa Food'. 

Temaki de Salmão com Nachos
Chegando lá, me bateu aquele medo de falhar com a minha promessa e com Tepeu. Perguntei por vinho, poucas opções é verdade, mas existia uma meia-garrafa de Tilia Chardonnay 2009, por que não arriscar? Não era o grande vinho que almejava, mas era intrigante àquela altura... seria um sinal dos céus? 
Talvez não fosse, já que o corpo do vinho superou a estrutura da comida japonesa, tando do Temaki como do Hot Ebishake. Como diria meu amigo Alexandre Frias, "o vinho atropelou!" 



Porém, por outro lado, o vinho estava inteiro, demonstrando todo potencial de envelhecimento da Chardonnay, mesmo em vinhos mais simples e armazenado em meia garrafa. 
De cor amarelo palha, apresentou discretos aromas de frutas cítricas e brancas maduras, lembrava carambola e pêssego. Impressionou a nota de evolução persistente que trazia açúcar mascavo repetidamente ao nariz. 
Na boca bom corpo, moderada acidez, persistência razoável com retrogosto frutado e suave doçura. Um vinho simples que agradaria gregos e troianos, se me permitem os Deuses Maias. 
Obrigado Tepeu, Deus do Céu, por me mostrar que sempre haverá um vinho para nos surpreender! 
Forte Abraço!

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