Exótico Hamburger de Gorgonzola & Vinho!!! #CBE


Continuando as comemorações do Dia Internacional do Hamburger e ávido por fazer algo criativo, 'inventei' um tal de hambúrger de gorgozola!!! Sou fã deste queijo e sempre que faço hamburger aqui em casa, o queijo que utilizo é gorgonzola! 
Considerando que não vai nenhum tipo de carne nesse hamburger decidi partir para um vinho branco. Procurei na adega um que tivesse uma pontadinha mais doce para combater o sal do queijo. 
Escolhi um alemão, um Trocken, um riesling... Dr Loosen Riesling Trocken 2011! Também sou fã desse produtor, acho que nunca experimentei um vinho deles que ficou devendo na taça. 
Cor amarelo palha, reflexo esverdeado. Aromas discretos de laranja, maçã verde, alguma mineralidade. Boa acidez, corpo médio e boa persistência, com retrogosto frutado e a ponta doce que eu queria. Um bom conjunto, harmônico. 
Mas com o hamburger não deu... o Gorgonzola sobrepôs, faltou intensidade ao vinho. Foi uma pena, mas vivendo e aprendendo!
Forte abraço!

Hamburger & Vinho - Primeira e Boa Tentativa!!! #CBE


Hoje é o Dia Internacional do Hambúrger!!! E nós da Confraria Brasileira de Enoblogs decidimos homenagear o dito cujo com um post especial de harmonização de Vinho & Hambúrger. E vamos falar a verdade afinal, quem não gosta de um bom Hambúrger??? 
Aqui em casa comecei com o tradicional burger com salada, maionese e muzzarella e também tentei uma versão com gorgonzola, que me deu outra ideia... tema para outro post... 
Considero o Hambúrger um prato seco, por isso sempre a necessidade da maionese, catchup e mostarda, sendo assim optei por um vinho que tivesse uma acidez moderada e uma ponta doce no sabor, escolhi o Alamos Malbec, no caso o 2011. 
Este vinho é um mainstream! Cor rubí violácea, aromas de frutas negras que passam por espciarias, pimenta, ervas, e com o tempo na taça desenvolvem frutas secas, tâmara. Na boca apresenta corpo médio, taninos volumosos e retrogosto frutado e suavemente doce. 
Nas duas versões que preparei foi muito bem com a alternativa como o queijo gorgonzola, que deixou o prato ainda mais seco, porém mais salgado, foi aí que a ponta doce do vinho fez a diferença! Equilibrou o vinho e as frutas negras verdadeiramente explodiram ao palato e valorizaram o sabor e tempero da carne! Bom notar também que houve um bom acerto dos taninos com a untuosidade do gorgonzola. 
Porém com a versão com muzzarella não foi um desatre, mas também no foi um êxito! O queijo e o Hambúrger passaram suavemente por cima do vinho, talvez uma safra mais antiga ou um Malbec mais manso resultassem numa bela harmonização! 
Forte Abraço!

Como são feitas as Barricas de Carvalho? 02 Vídeos Muito Interessantes

Eu sempre fui um curioso com os processos de vinificação e sempre deixei de lado as outras coisas que compõe o vinho, como a rolha, as barricas e as garrafas, vamos começar a remedira um pouco disso com esses 02 vídeos sobre como são produzidas as barricas, um vídeo é inglês outro é da Jordan Winery, vinícola Norte Americana. 
Ambos elucidam bem todas as etapas do processo e demonstram a arte que é construir uma barrica, o que acaba por justificar seus altos preços. 
Forte Abraço!

Don Pascual Brut Blancs de Blancs 2012, Bonitinho, mas Ordinário!!!

foto: www.vinhoparatodos.com 
E lá estávamos nós no Uruguai começando um domingo tranquilo em Punta del Este, dia lindo e sol reconfortante para combater o início do frio que vem com o outono... 
Próximo a marina estava o Napoleón Restaurant onde sentamos para petiscar e almoçar, quando abrimos a carta, nada chamou a atenção exceto por um Brut Blancs de Blancs da Don Pascual, vamos pedir esse espumante? Sí, como no... 
Mas para a nossa surpresa era um vinho branco!!! Um corte de Sauvignon Blanc (85%) e  Sauvignon Gris (15%). Bom, decidimos seguir em frente. Afinal ele até que era bonitinho... 
Na taça cor amarelo palha, já com reflexo dourado. Os aromas remetiam a maracujá maduro e com o tempo os aspargos deram o ar da graça. Na boca um vinho fugaz que confirmou o maracujá, lembrando até suco mesmo, mas sem presença nenhuma... 
Enfim bonitinho, mas ordinário! 
Forte Abraço!

Você conhece o Battonage???

O Battonage é uma ferramenta dos enólogos para acrescentar complexidade ao vinho. Como sabemos  no processo de fermentação são geradas as borras, depósitos de leveduras. 
Em alguns casos os vinhos envelhecem sobre estas borras, normalmente quando já são fermentados diretamente em Barricas de Carvalho, este processo é conhecido como Sur Lie, tem como objetivo aumentar a integração entre a madeira e o vinho, acrescentando assim qualidade, através de maior cremosidade e profundidade aos sabores do vinho. Muitos dizem que a nota de avelã dos grandes Chardonnays da Borgonha vem desse processo.
Porém acontece que as borras são mais pesadas que o líquido e portanto se depositam no fundo do barril em dias, mas, como sabemos, os vinhos envelhecem até por anos em barricas, portanto é preciso colocar todo o vinho em contato com as borras, esse processo de agitar as borras para que elas entrem em contato com todo o vinho dentro da Barrica é o Battonage. 
O vídeo abaixo da Jordan Winery ajuda a ilustrar este processo. Aliás, dizem por lá, que o Battonage é música para os ouvidos do Enólogo...
Forte Abraço! 

Gimenez Mendez Idenity 2010 no Retorno ao El Fogón!


Recentemente passei uns dias no Uruguai, desta vez não fui fazer enoturismo, mas sim o turismo regular, se é que posso dizer desta forma. Viajei com a minha esposa e amigos e acabamos por passar um dia na Bouza, assunto para outro post... 
A única coisa que eu realmente fazia questão de repetir era ir ao El Fogón, restaurante no Centro de Montevidéo, na Av San Jose. Tive uma noite memorável lá no ano passado e queria repetir
O El Fogón tem uns vinhos de safras mais antigas na carta, alguns rótulos tem verticais a disposição. Mas acabei escolhendo algo mais novo desta vez, safra 2010. A verdade é que sempre gostei dos vinhos da Gimenez Mendez e ainda não havia provado nenhum neste retorno ao Uruguai. 
Escolhi o Idenity, um corte de Tannat, Syrah e Petit Verdot, vinho elaborado em homenagem a Marta Mendez, presidente da Bodega.
É um belo vinho! Na taça aquela cor rubi púrpura e lágrimas abundantes. Os aromas começaram fortemente marcados pelo carvalho, aquele aroma de bodega mesmo, barrica em contato com o vinho, mas com o decanter e o tempo foram evoluindo, vieram as frutas negras maduras, florais, especiarias como a pimenta do reino e canela e ervas como alecrim. Em dado momento a madeira retornou como chocolate e baunilha. 
Na boca mostrou-se um vinho potente, de grande estrutura, com acidez elevada e carga tânica volumosa e suave. Já casa muito bem com as carnes, mas não há duvidas que este vinho vai crescer nos próximos dois anos. Retrogosto frutado e persistente. 
Acompanhei com Assado de tira de Novilho... 
Forte Abraço!

Colomé Estate Malbec 2009, O #Malbec das Alturas!!! #cbe #winesofargentina


Neste mês tivemos o Malbec World Day, e a CBE recebeu o convite da Wines Of Argentina para degustarmos Malbecs variados ao longo de todo abril. 
Eu optei por este intrigante vinho de Salta, região já tradicional na produção dos melhores Torrontés argentinos. O importante em Salta é a altitude, acima dos 2.000m, com temperaturas mais amenas o frescor da uva e por consequência dos vinhos é sua potencial qualidade. 
O Colomé Estate Malbec 2009 foi produzido a partir de vinhedos que ficam entre 2.300m e 3.100m de altitude. Estagiou 12 meses em barricas francesas, 20% novas. Apesar de levar Malbec no rótulo, não é um varietal. É um corte com base de Malbec (85%), tem ainda Tannat, Cabernet Sauvigon e Syrah. 
O resultado é um vinho de coloração rubi intensa e sem reflexos. Os aromas remetem a frutas negras em geléia, pimenta negra, couro, terra molhada, chocolate, café, baunilha e uma dicreta nota de mineralidade. Um painel de ótima complexidade! O detalhe aqui é que aquele sutil floral da Malbec não dá o ar da graça. 
Na boca é um vinho que se impõe através do seu robusto corpo carregado de taninos macios e elevada acidez. Essa acidez que é resultado da altitude deixa este vinho menos doce que a maioria dos Malbecs que conhecemos, poi afinal os 14,5% de álcool estão lá! Um conjunto de maior equilíbrio portanto! No retrogosto sentimos a fruta mas tem uma interessante pegada mineral. 
Acompanhou um ragu de pernil de cordeiro que fiz numa noite de sexta-feira. Serví esse cordeiro sobre uma cama de purê de abóbora e polvilhei uma farofa de funghi por cima! Ficou bonito mas mais importante é que fez um belo par com a carne! 
Forte abraço!

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