A Experiência Valduga!


Me hospedar numa das pousadas do complexo da Famiglia Valduga era uma vontade antiga. Desde a primeira vez que visitei a vinícola fiquei impressionado com o projeto, é perceptível a dedicação e a paixão que pairam no ar daquele lugar. 
O complexo Valduga é grandioso, não só pelo tamanho e rusticidade exterior dos seus prédios, mas muito pela finesse e pelo calor interior que encontramos por lá, é realmente acolhedor. 
Dentro do complexo encontram-se algumas pequenas pousadas, com quartos espaçosos e confortáveis, vistas para lá de agradáveis e muito charme. As ruas de paralelepípedo, o silêncio extremo contrastando com o cantar de alguns pássaros, alguns curiosos e errantes gatos, o belíssimo Ristorante Maria Valduga tudo isso a sua disposição, um rico cenário, um início de uma experiência para o enófilo deixar sua paixão por vinhos se elevar ao amor! 
Mas tantas outras coisas por lá fizemos... e claro que vocês também podem fazer, desde um passeio pela loja de vinhos do complexo que tem ambiente mais moderno e bom atendimento. Para quem se hospeda ou não, o curso de vinhos oferecido pela Valduga é imperdível, 04 horas de muito aprendizado, incluindo passeio pela propriedade além de degustação de produtos. 
Há muitas outras experiências ainda fora da Casa Valduga, afinal eles são um grupo de 05 empresas, portanto vá até a Casa Madeira e desfrute das saborosas geleias e antepastos de alta qualidade que a mesma oferece, mas não exagere! Faça como nós! Dê mais alguns passos e conheça o restaurante da Casa Madeira e delicie-se com um Codorna ao Molho de Vinho... de comer de joelhos... 

Nesse almoço inclusive experimentamos 03 vinhos do grupo, 02 importados, sim, o grupo também atua na importação de rótulos de qualidade através de outra empresa, a Domno do Brasil. Mas como o foco da viagem são os vinhos brasileiros vou falar do Espumante Gran Extra Brut, 60 meses de autólise das leveduras, com certeza um dos melhores que provamos durante toda a viagem, rico em sabores e aromaticamente, mas de uma elegância e finesse absurda, sensacional! Enfim... a Casa Madeira é mais uma experiência aos sentidos! 
Mas não pense em descansar! Reserve o final de tarde para passar no Jardim Leopoldina, novo projeto da Famiglia, que tem cafés, deliciosos sorvetes e as recém lançadas cervejas artesanais do grupo, que levam o mesmo nome: Leopoldina. Passe lá algumas horas, não deixe de se encantar com o imponte plátano que fica a entrada da cafeteria-bar e aproveite para descansar o paladar aproveitando uma bela cerveja! São 05 tipos a sua disposição, a minha preferida foi a Witbier... mas elas sempre são as minhas preferidas... 

A Valduga oferece múltiplas oportunidades para os seus clientes/turistas, como queiram chamar... e conforme você as vai vivendo, sua paixão por vinhos apenas cresce e cresce mais... A Valduga é uma senhora experiência! Vale muito a pena! 
Forte Abraço!

Cave Geisse: Primor & Excelência!


Nossa chuvosa manhã continuava subindo o Distrito de Pinto Bandeira até a um dos mais renomados produtores nacionais: Cave Geisse! 
Vinícola de propriedade do chileno Mario Geisse, que tem ao seu lado os filhos na condução do projeto, se dedica exclusivamente a produzir espumantes de alta qualidade, de excelência! São 240 mil garrafas produzidas anualmente. 
Fomos recebidos pela competente Kelly que nos mostrou a cantina e o primor de organização da mesma. Nada escapa, os detalhes são muito bem cuidados na Geisse e acredito sim que isso esteja refletido na alta qualidade do espumante que apresentam. 
As Caves são charmosas e o passeio é bem agradável, uma pena que a chuva impediu que conhecêssemos a propriedade, uma vez que há uma cachoeira nela e um deck junto a mesma onde se pode degustar um espumante da casa. Eu adoro andar pelos vinhedos, vou ter que voltar... 
Passamos também pelas autoclaves e pela sala onde as garrafas descansam para retirada da levedura antes de chegarmos a sala de degustação, sempre encontramos mensagens carinhosas pelo caminho, na Geisse se faz vinho com dedicação e empenho, mas também com alegria e amor! 
Degustamos o Blanc de Blanc e o Blanc de Noir, espumantes que demonstram bem as contribuições que a Chardonnay e a Pinot Noir dão a um corte. 
O Blanc de Blanc é um espumante feito apenas de uvas brancas, no caso da Geisse apenas de Chardonnay, e assim podemos observar como ele é rico em fruta e frescor, logo podemos imaginar que quando o enólogo está elaborando um espumante com diversas uvas, um corte, ele utilizaria a Chardonnay desta forma, desejando aportar fruta e frescor ao vinho. 
Por sua vez o Blanc de Noir é produzido exclusivamente a partir de Pinot Noir e tem uma postura mais séria e discreta, é fino e de grande presença em boca! Paralelamente ele complementaria a chardonnay aportando corpo e finesse
Foi muito interessante, uma verdadeira aula! Espero que quando você tiver a oportunidade de visitar a Cave Geisse, que seja num belo dia de Sol e que possa explorar tudo que a Vinícola oferece! 
Forte abraço!

Don Giovanni: Personalidade Própria!


Nosso segundo dia de visitas era dedicado a Pinto Bandeira, região de maior altitude e com alguns dos produtores mais conhecidos e renomados do Brasil. Muito forte na produção de espumantes.
A Don Giovanni produz 120 mil garrafas anualmente, 90% da uva plantada na propriedade é para espumantes, apenas 10% é para elaboração de vinhos tintos, mesmo assim se a safra daquele ano não atingir o padrão mínimo de exigência e qualidade da vinícola, os tintos não são elaborados. 
Fomos recebidos pela Juliana Rossato, enóloga e sommelière. Juliana atua na área comercial da Don Giovanni, é a simpatia em pessoa! Nos trouxe muito bem a emoção e a história da vinícola, que tem uma bonita parte ligada ao conhaque Dreher, mas que nunca vou poder descrever em palavras, só visitando mesmo para compreender... Aliás para quem não sabe, e eu não sabia até recentemente, conhaque era feito de uva e não de gengibre antigamente. 
Antes de continuar um detalhe da nossa visita foi a chuva, choveu muito na nossa passagem por Bento Gonçalves, e quando chegamos a Don Giovanni a energia elétrica estava a meia fase, o que deu um caráter mais charmoso a visita, afinal tudo ficou a meia luz... 
Menos as Caves, as caves ficaram mais sombrias eu diria... mas elas são um dos pontos altos da visita, as plaquinhas a giz com safra 2001 pra lá, safra 2003 pra cá, até num cantinho superior uma placa lá escondida dizendo: safra 1997... mexe com o imaginário de qualquer apaixonado! 

Depois desse passeio aguçar os nossos sentidos e paladar, eu e o meu intrépido companheiro de viagem, Claudio do Le Vin au Blog, estávamos prontos para provar os espumantes da casa. Subimos ao varejo da vinícola, muito bonito, com belas obras de arte inclusive, e nos dirigimos a uma sala ao lado onde degustamos 04 espumantes. 
Mais importante que a característica individual de cada um deles, foi compreender a proposta do produtor, vinhos e espumantes com personalidade, ricos em sabor e aromas. Todos eram plenos em boca e refrescantes! Lindos como a história da Don Giovanni. 
Ainda houve tempo para provar o Segundo Acto, um corte de Merlot, Ancelotta, Cabernet Sauvignon e Tannat, belo tinto da casa, maduro e com evolução vindoura. Mas quer saber? Já podemos abrir e ficarmos muito felizes com ele, e que a Juliana e o Claudio não nos escutem... 
Pessoalmente adorei estar na Don Giovanni, que ainda oferece uma pousada e um restaurante sob reservas, que tem um já famoso risoto de alcachofras, cultivadas na propriedade, experiências que pretendo usufruir em futuras visitas. O que me marcou foi todo esse ambiente lindo e diferenciado! De alguma forma ainda conseguiram imprimir tudo isso nos espumantes e vinhos que produzem, isso é ter personalidade própria! Absolutamente fantástico! 
Forte Abraço! 

Adolfo Lona: Esmero e Qualidade!



A Vinícola Adolfo Lona fica em Garibaldi, é pequenina mas acolhedora, produz exclusivamente espumantes, cerca de 72.000 garrafas por ano. 
Conhecer Adolfo Lona pessoalmente é um presente para o apaixonado pelo vinho, mas visitá-lo em sua cantina é pra lá de especial. Se tiver oportunidade, não deixe passar! 
Lona além de simpático e conhecer tudo sobre o riscado, é professoral nas explicações sobre os processos com rara habilidade didática! Minha esposa, que não conhecia nada do processo de elaboração de um espumante, aprendeu muito e o que mais gostamos foi o modo simples e descomplicado que Lona utilizou para explicar os conceitos. 
Depois de nos mostrar a cantina, nos dirigimos a sala onde os espumantes descansam já engarrafados e por lá batemos um bom papo, descontraído e coloquial, fiquei mais de 03 horas conversando com o homem e nem vi o tempo passar!!! Por lá degustamos 02  espumantes enquanto aguardávamos os amigos Claudio e Rafaela do Le Vin au Blog que nos acompanharam nesta jornada. 
O primeiro foi o campeão de vendas da casa, o Brut Rosé! Um espumante elaborado pelo método Charmat, a segunda fermentação acontece nos tanques, a partira das uvas Chardonnay e Pinot Noir, com 08 gramas de açúcar residual por litro e muito reconhecido pelo mercado! 
Deixando de lado a parte técnica, é um espumante prazeroso, que preserva a fruta e pode acompanhar diversos momentos e celebrações, abrir uma garrafa dessas é garantia de sorrisos. 

Já o segundo espumante que degustamos foi o top da linha Adolfo Lona, o memorável Orus, com produção limitada a 600 garrafas por ano. Este é um Nature ou Pas Dosé, expressão que indica ausência total de açúcares. Trata-se de um corte de 03 uvas, Chardonnay, Pinot Noir e Merlot, elaborado pelo método tradicional ou Champenoise, segunda fermentação em garrafa. 
Aqui pude degustar a elegância de um espumante fino, rico em sutilezas e complexidades o Orus é um espumante grandioso, marcante! Prova absoluta do esmero de Adolfo Lona em obter espumantes de qualidade soberba. 
Forte Abraço!

Visitando o Vale dos Vinhedos - Setembro/2015


Acabei de retornar de uma viagem de 04 dias pelo Vale dos Vinhedos. Já visito a região há muitos anos, desde garoto é verdade, quando um tio meu residiu e trabalhou em Bento Gonçalves. Obviamente a época não me importavam os vinhos e a estrutura para o turista, mas sim os primos que raramente via e a oportunidade de conviver um pouco com eles. 
Mas agora é diferente... a paixão pelo vinho é parte fundamental da minha vida e minhas férias sempre tem programações eno-turísticas é claro! Esse ano visitei 06 vinícolas, me hospedei numa delas, almocei e jantei em alguns dos restaurantes mais tradicionais da região. 
Hoje começo a contar um pouco dessa minha andança pelos vinhedos gaúchos, neste primeiro post vou fazer mais um apanhado geral mais sobre a região. 
Chegando ao Vale dos Vinhedos 
Obviamente você pode viajar a Bento Gonçalves de várias formas, eu peguei um voo até Porto Alegre (Aeroporto Internacional Salgado Filho) e posteriormente segui de carro até o Vale pela BR 116, RS 240, RS 122 e RS 446, foram aproximadamente 120 km, bem tranquilos, na sua grande maioria em pista dupla. 
Mas nem tudo são flores, as estradas mais próximas do Vale estão ruins e são mal sinalizadas, foi o que mais me incomodou, a noite procure evitá-las. 
Hospedagem 
Há diversas opções hoje em dia no Vale, para todos os bolsos, mas acredito que a magia acontece quando nos hospedamos numa das pousadas ou hotéis que as próprias vinícolas possuem. É a melhor dica que posso dar... 
Restaurantes 
Come-se bem, muito bem no Vale, a especialidade é o Rodízio Colonial, onde a grande estrela é o Galeto a Primo Canto, imperdível! Entre as boas opções estão os tradicionais Canta Maria e o Di Paolo. 
Mas não vivemos só de Galeto certo? Portanto experimente a Codorna do Casa Madeira, temperada no vinho tinto e ervas finas, lá também encontramos um leve e saboroso nhoque de batata doce. Em Garibaldi o excelente e refinado Primo Camilo o aguarda com um ambiente intimista e um risoto inesquecível. 
Há ainda muitas outras opções que não pude conhecer como o Mamma Gema, o Pizza entre Vinhos, o Restaurante da Don Giovanni, entre outros... todos bem recomendados. 
Nos próximos posts começo a falar das vinícolas que visitei, vem comigo? 
Forte Abraço!

IRROSSO 2013, Mais um Belo Tinto Apresentado pelo Winebar!!!


Na última semana rolou mais uma degustação do Winebar, desta vez com a Casanova di Neri, vinícola italiana da apaixonante Toscana. Conduzida pelo amigo Daniel Perches, esteve presente o simpático e competente Giácomo Neri, produtor que concedeu entrevista e falou sobre seus vinhos e seu Brunello de 100 pontos! 
O IRROSSO 2013 não levou 100 pontos do Parker, mas garanto! É um vinhaço! Tem muita coisa nessa garrafa, o produtor entrega o que promete. Um vinho de muitos nuances, que desperta emoções pra quem é apaixonado... fica até difícil de analisá-lo de forma técnica. 
Cor rubi escura, aromas de frutos silvestres, ervas frescas, cogumelos, terrosos, animais, aquele aspecto de floresta... Na boca bela estrutura, maciez, acidez, bom volume de taninos e bem persistente em boca. Acho que cai bem com assados de carne, aqueles cozidos lentos e maravilhosos e saborosos.
Deixo aqui o vídeo com a entrevista para você curtir! 
Forte Abraço!

Arboleda Chardnnay 2013 no Winebar!!!


Nesta semana rolou mais um Winebar, projeto superinteressante onde Daniel Perches recebe um convidado, normalmente produtor/representante de uma vinícola e nós winebloggers ao redor do Brasil degustamos os vinhos do mesmo e temos oportunidades de tirar dúvidas sobre os vinhoss e o mercado, tudo ao vivo e de forma descontraída, como deve ser. 
Mais uma coisa importante do Winebar é que ele é aberto a todo o público, ou seja se você quiser acompanhar é só acessar o canal no Youtube e assistir e se porventura tiver dúvidas entre no chat on line e as encaminhe. Afinal o consumidor é o que mais importa para o produtor e tenho certeza que eles ficarão contentes em respondê-las!!! 
Desta vez recebemos 03 vinhos e a convidada foi Maria Eugenia Chadwick, filha de Eduardo, e embaixadora internacional da Viña Arboleda. Farei um post para cada um dos vinhos, separadamente, por que? Porque merecem, são bons vinhos, são boas compras e são boas experiências. 
Os que me acompanham há mais tempo e especialmente os amigos mais próximos, sabem que torço o nariz para muitos chardonnays, especialmente os do Novo Mundo, pelo falta de integração entre madeira e fruta. O que deixa o conjunto pesado e enjoativo ao meu paladar, que admito, foge da maioria. Pois a maioria gosta desse estilo, onde a madeira pode vir até a  sobrepujar a fruta nos chardonnays. Este Arboleda é a prova que madeira e fruta podem se complementar perfeitamente e conferir muita complexidade ao vinho. Nessa parte, pra mim foi um espetáculo, e um alívio... risos. 
Na taça cor amarelo palha, nariz herbáceo ao começo denotando a origem do Vale de Casablanca, mas a fruta, especialmente um abacaxi em calda tomou conta, notas suaves de tostado, manteiga, ervas, pimenta e minerais. 
Essa característica herbácea inicial na verdade é mais culpa minha do que do vinho, explico! Tenho o hábito de servir estupidamente gelado... quanto mais frio o vinho menos fruta sentiremos ao nariz, não sei porque... mas é uma observação que tenho feito ao longo do tempo e das taças. E por causa dela estou cada vez mais convencido que devemos beber os brancos frios e não gelados, ali por volta de 10 - 12 graus, assim desfrutamos de todas sua complexidade. 
O lance da temperatura também vale para as sensações no palato, garanto! Mas voltando a degustação, o vinho enche a boca, estruturado, porém de conjunto equilibrado, com acidez vibrante e delicada untuosidade, notas picantes e minerais se confirmaram no retro-olfato. É perene, ficamos com ele no paladar por muito tempo. 
Belo vinho! Aqui em casa acompanhamos de uma torta de palmito, mas faltou condimentação a comida para suportar o vinho... ele atropelou!!! Na próxima vou adotar a sugestão do produtor, comida asiática! Afinal o vinho já ganhou prêmios nesse sentido! Quem sabe com um frango picante no molho de laranja e mel eu não me dê melhor? 
Forte Abraço!

Valle Dell'Acate Il Frappato Vittoria 2013, Eu Quero Mais!!!


Eu admito! Quando a garrafa acabou, eu estava inconformado! Como assim, acabou? Acabou mesmo? Mas só tinha uma, só uma??? É... Eu adorei esse vinho, ele era tudo que eu queria num vinho tinto, quando está calor. 
Meu pai me presenteou com esta garrafa de Frappato que trouxe diretamente da Sicília, eu nunca tinha experimentado Frappato, aliás nunca ví um nas gondolas tupiniquins, talvez até tenha visto, mas não "botei reparo", digamos assim. 
Tinha sido uma tarde quente e minha esposa tinha me convidado para um boa pizza, prontamente aceitei!!! E lá fui eu para a adega escolher o vinho da noite, já que a Pizzaria Verace Napolitana, que frequentamos aqui em Jundiaí é bem camarada na Taxa de Rolha (R$ 15), aliás acabou de ser lançado um novo aplicativo que nos ajuda a encontrar os lugares onde o nosso vinho é bem vindo, aqueles restaurantes camaradas que não cobram, ou que cobram preços justos, o nome do aplicativo? Taxa de Rolha!!! 
Mas retomando o nosso causo, admito que levei a garrafa com pouco conhecimento sobre o vinho, sabia dos meus estudos que se tratava de um vinho leve, e por essa característica achei apropriado para aquela noite calorenta. 
Me surpreendeu e agradou desde o início com sua intensa cor rubí escura, aromas de frutos silvestres e ervas, especialmente alecrim. Mas na boca foi muito agradável, o corpo leve estava lá conforme esperado, mas a composição entre uma excepcional acidez, pequena carga tânica, porém rústica, agressiva, que pegava no final do gole junto com o retrogosto vivo e intenso das frutas. Um convite a mais um gole, e a mais um... e a mais um.. e a mais um... 
Um vinho fantástico dentro de sua simplicidade, nada de aromas secundários ou terciários, nada de horas de decanter, nada disso... um vinho para ser aberto e apreciado, com uma boa massa com molho ao sugo como base é claro, ou uma boa pizza, mas eu diria que com os sabores tradicionais!!! Margherita, Muzzarella, etc... Naquela noite a melhor experiência foi com o Corniccione Primo aí de baixo... 
Nem só de Nero D'Avola vive a Sicília!!!
Forte abraço!

En Travertin - Pouilly Fumé 2011, uma EXPERIÊNCIA!!!


Semana passada comentei um Sauvignon Blanc chileno, que tal falarmos de um francês??? Afinal a França é a terra-mãe da Sauvignon... 
Como diz minha amiga Rafaela Giordano há Sauvignon Blanc e há Pouilly Fumé! Essa denominação de origem fica no Vale do Loire, aliás o Vale tem esse nome devido ao rio Loire, o maior rio da França. Pouilly Fumé fica a sua margem direita. 
Os Pouilly Fumés são vinhos que não lembram os Sauvignon Blanc chilenos que estamos acostumados. Não são herbáceos, possuem característica mais frutada e ganham complexidade com seus aromas minerais e florais. Na boca são frescos, vivos e persistentes. Como se percebe são únicos e não devem ser consumidos extremamente gelados, mas sim frios, por volta dos 10 graus eu diria. Outro ponto interessante dos Pouilly Fumés é que eles envelhecem melhor que os Sauvignon Blancs do Novo Mundo, portanto não tenha pressa em abrir a sua garrafa, 03 anos normalmente é um bom momento.
No Brasil temos boas opções a nossa disposição. Entre elas o En Travertin, da Henri Bourgeois. Um vinho que demonstra toda a tipicidade dessa região! Um vinho marcado pela fruta, pelos aromas de limão e maracujá fresco. De corpo médio, acidez pronunciada e final longo, uma verdadeira experiência! 
Forte Abraço!

Savigny-Les-Beaune 2011 - Champy


Fechamos o mês com um Borgonha e Borgonha na taça, é sempre um prazer!!! Ainda mais numa noite agradável, cercado de bons amigos... é demais! 
Foi assim, uma noite despretensiosa, véspera de feriado, amigos em volta da mesa, bom papo, boa comida, bom vinho... a noite passa que é uma beleza! 
Este Borgonha é produzido pela Domaine Champy na Comuna de Savigny dentro de Côte de Beaune, a primeira coisa que me agradou nele foi sua tipicidade. 
Na taça aquele rubi translúcido, lindo! Frutos vermelhos frescos, cogumelos, terra molhada e suaves nuances de algo defumado compunham o painel aromático deste vinho. Na boca, elegância! Corpo médio, boa acidez, taninos finíssimos, retrogosto frutado e perene. 
Você pode beber um vinho desses sem comida, ele é maravilhoso, se basta por si só! Mas harmonizar é nossa segunda paixão, não? Que tal um risotinho de bacon? 
Forte Abraço!

Terrunyo Sauvignon Blanc 2011, DEMAIS!!!


Muito se engana quem pensa que a Concha y Toro só produz vinhos de pegada mais comercial, para o grande público. Há sim em suas linhas vinhos destinados a paladares mais exigentes, vinhos de excelente qualidade! 
Essas linhas de maior qualidade são descritas pela vinícola como Fine Wine Collection, vinhos para colecionarmos... Duas dessas linhas são a Terrunyo e a já bem conhecida e reconhecida Marques de Casa Concha. 
Hoje trataremos da primeira, a Terrunyo! Esta linha possuí o conceito de seleção de lotes específicos dos vinhedos da Concha y Toro. Ou seja aquele pedacinho de terra faz um vinho diferente, de caráter único e complexo como diz a própria vinícola,. É o bom e velho conceito de Terroir. 
São 05 vinhos, Sauvignon Blanc, Riesling e Syrah vem do Viñedo Los Boldos no Valle de Casablanca, cada um do seu Cuartel, 05, 06 e 03 respectivamente. Já o Cabernet Sauvignon vem do Valle do Maipo e o Carmenère vem de Peumo no Valle del Cachapoal. 
Recentemente eu experimentei este Sauvignon Blanc 2011, com já 03 anos de idade, um vinho que pouco amadureceu graças a boa conservação e a tampa de rosca. Para os apreciadores desta cepa como eu, um verdadeiro deleite! Um vinho Demais! 
Tipicamente chileno em taça, amarelo palha, esverdeado, aromas de ervas, grama, limão, na boca a acidez é bruta, cortante! Corpo médio, persistente e herbáceo! 
Aliás quanto mais gelado você beber, mais herbáceo será, isso serve para qualquer Sauvignon Blanc chileno, se essa característica de desagrada, deixe ele apenas frio, o lado frutado do vinho tomará conta. 
Ainda não provei todos os vinhos da linha Terrunyo, mas garanto que o Carmenère vale muito a pena. 
Forte Abraço!

Vinã Maipo Brut, Refrescante!!!


A Viña Maipo é uma das grandes no Chile, tem uma linha bem ampla de produtos, muitos bem interessantes. É conhecida especialmente pelos seus vinhos tintos e pelo bom custo benefício que seus produtos apresentam. 
Tive a oportunidade de experimentar esse espumante quando visitei Paraty em setembro, era uma tarde de calor, queijos fizeram companhia a taça. 
Viña Maipo Brut é um corte de Chardonnay, Riesling e Chenin Blanc. Apresenta aromas de frutos tropicais frescos, abacaxi, maçã verde, laranja, etc. Pode-se perceber aromas de fermentação quando o espumante está menos frio. 
Na boca ele confirma os frutos tropicais, possuí boa acidez, corpo médio e um final agradável e perene. Foi bem com o calor e com os queijos, fico com essa harmonização para futuras oportunidades. 
Forte Abraço!

Dolcetto D'Alba DOC Colombé 2013


Dolcetto D'Alba é um vinho clássico do Piemonte, produzido com a uva de mesmo nome: Dolcetto. É inegavelmente um vinho agradável e porque não dizer, dócil! 
Eu acredito que os vinhos mais leves, simples e fáceis são as melhores opções para brindarmos o verão, especialmente este infernal que estamos vivendo. Dolcettos são vinhos que se encaixam nessa descrição. 
O Colombé 2013 é um vinho de muita qualidade, um Dolcetto típico! Aromas intensos de frutos vermelhos frescos e ervas. Na boca apresenta estupenda acidez, retrogosto frutado e taninos finíssimos. 
Vai muito bem com aperitivos como uma tábua de frios, mas eu prefiro mesmo é com uma boa pizza! 
Forte Abraço!

Salton Reserva Ouro Brut Combina com o Verão!


Os espumantes nacionais estão cada vez mais presentes nas taças do consumidor, são, na minha opinião, o que os produtores tupiniquins fazem de melhor, pois conseguem aliar boa qualidade e preços mais módicos, portanto são vinhos campeões no quesito: Custo-benefício. 
Produzido pela centenária Vinícola Salton, o Reserva Ouro é um corte a base de Chardonnnay (70%), Pinot Noir (20%) e Riesling (10%) acompanham. Como a segunda fermentação ocorre nas autoclaves (tanques herméticos) ele é produzido pelo Método Charmat.
A degustação do mesmo confirma a  predominância da Chardonnay e o estilo Charmat, o que, pessoalmente me agrada. Na taça temos um espumante amarelo palha, de perlage fino e intenso, do estilo barulhento. 
Os aromas trazem predominância de frutas cítricas frescas como abacaxi, mas tem complexidade e com um pouco mais de tempo na taça e temperatura mais elevada pode-se perceber as notas de fermentação, como pão tostado e frutos secos. 
Na boca combina com o Verão! Fresco e agradável, este espumante escorrega bem! Para quem é mais detalhista pode perceber que o espumante forma com a saliva um mousse de boa cremosidade, sinal de qualidade. 
Bebi num final de tarde ensolarado, a beira de uma piscina numa pousada em Paraty... acho que é o caso desse vinho, não harmonize ele com pratos e sim com ambientes ou situações,  vai bem com festas e amigos e vai muito bem quando estamos falando de relaxar! 
Forte Abraço! 

Sempre confiável, Alamos Malbec!


Não é de hoje que a Catena Zapata tem seus vinhos aclamados pelos críticos e, mais importante, por nós consumidores. 
A linha Alamo é a de melhor custo benefício da vinícola, em que pese já ter sido mais barata... É uma linha bem ampla apesar de focar nos varietais brancos e tintos, possuí também um rosé, um espumante, além de um corte de 03 uvas, com o nome de Red Blend. 
O Alamos Malbec é obviamente o carro chefe da linha, afinal a Malbec é a uva emblemática da Argentina. Ele é um vinho de pegada moderna, que agrada a todos. Aromas frutados, típicos da casta como ameixas, morangos e cerejas, na boca corpo médio, acidez mediana, taninos em profusão e maduros. 
A melhor descrição para ele é confiável, safra após safra demonstra qualidade na taça. Vai muito bem com aquele churrasquinho que fazemos nesses dias quentes de verão, pode deixar a cerveja de lado, abrir uma Alamos Malbec e sorrir! 
Forte Abraço!

GSM Blanc 2012 J. V. Fleury


Já faz algum tempo que bebi este vinho, numa véspera de feriado com um bom amigo para ser um pouco mais preciso, sem deixar de ser vago... Abrimos despretensiosamente e foi uma bela experiência, um vinho leve, delicado e com boa complexidade! 
Era uma quarta e eu estava fazendo um risoto de cogumelos, acho que com bacon, antes de devorarmos o mesmo, apelamos para a politicamente correta Salada de folhas. Entre uma alface e outra, um gole deste vinho branco francês! 
Maduro, já de cor amarelo ouro, apresentava aromas de frutas cítricas e brancas como abacaxi e pêssego, como disse frutas maduras. Nuances de mel e um toque floral traziam mais elegância ao vinho. 
Na boca confirmou as frutas, bom equilíbrio entre untuosidade e acidez, leve mas de retrogosto perene, marcante! Daqueles vinhos que facilitam os sorrisos e que aumentam os elogios assim como o volume da conversa... risos 
Esta maravilha é produzida pela Vidal-Fleury, hoje pertencente a família Guigal. As uvas são 50% Greenache Blanc, 35% Marsanne e 15% Sauvignon Blanc, o detalhe é que após a prensagem, a maceração é feita apenas com as cascas da Sauvignon Blanc. Descansa 03 meses em tanques de inox. 
É comercializado pela Ravin por R$ 76 e vale o investimento! Apenas pedimos a importadora que corrija a ficha técnica do vinho no site, pois atualmente está apresentando do GSM tinto.
Forte Abraço!

Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011


Borgonha sempre causa muita expectativa! E estávamos lá, a postos, para mais um Winebar que trazia 03 vinhos, um deles era este Borgonha. 
Entendo que cada vez mais se valorizam as uvas no gosto moderno do consumidor, mas admito que estranhei bastante um Borgonha levar o nome Pinot Noir no rótulo, pode ser chatice minha, provavelmente é, mas eu acho que sou retrógrado mesmo, Borgonha não precisa do nome da uva, ponto! 
Bom, passado o estranhamento e alguns poucos dias na adega, a noite do Winebar havia chego, era hora de desarrolhar o danado! Na taça o vinho trouxe o empolgante rubi translúcido e poucas lágrimas, apenas 12,5% de álcool. 
Os aromas são intensos porém bem planos, muita fruta vermelha fresca. Na boca, a típica leveza, boa acidez, taninos finos e final mediano. Enfim um Borgonha de entrada, mas um pouco simples nas minhas impressões. 
Está sendo comercializado por R$ 125 na Expand
Forte Abraço!

Les Amis Brut Rosé, Leve e Refrescante!


Eu confesso que quando recebí a garrafa deste espumante para mais uma degustação do Winebar, fiquei desconfiado... Um espumante de Greenache não é lá muito comum, assim como me saltou os olhos o fato de ser da Provence, região pródiga em vinhos rosés... admito que pensei: "Bom, pelo menos está na cor certa..." 
Eu sou daqueles que prefere a simplicidade nos espumantes e quando lí Vin Mousseux no rótulo, gostei! Vin Mousseux quer dizer apenas Espumante, simples e direto! E assim é o vinho também... 
Cor rosé denotando sua origem, um lindo 'casca de cebola', lembrando os melhores e mais delicados rosés da Provence, perlage intenso, bolhas finíssimas, aromas de frutas vermelhas e pêssego. 
Na boca apresentou delicadeza, leveza e frescor! Formou bom mousse ao palato e apesar de marcante é fugaz, convidando ao próximo gole. Experimentei no Nakoo Sushi em Jundiaí, onde paguei R$ 15 pela rolha, já que levei o vinho. Foi bem com a maior parte da comida japonesa, mas falta acidez para acompanhar os sashimis

Na minha modesta opinião fica melhor com legumes grelhados ou assados, acompanhados de algum molho da culinária asiática, como os que degustei no Shambhala Spa Lounge em Paraty.


O Les Amis é importado com exclusividade pela Expand, que o comercializa por R$ 65 e cedeu gentilmente o vinho para degustação no Winebar
Forte Abraço!

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