A Experiência Valduga!


Me hospedar numa das pousadas do complexo da Famiglia Valduga era uma vontade antiga. Desde a primeira vez que visitei a vinícola fiquei impressionado com o projeto, é perceptível a dedicação e a paixão que pairam no ar daquele lugar. 
O complexo Valduga é grandioso, não só pelo tamanho e rusticidade exterior dos seus prédios, mas muito pela finesse e pelo calor interior que encontramos por lá, é realmente acolhedor. 
Dentro do complexo encontram-se algumas pequenas pousadas, com quartos espaçosos e confortáveis, vistas para lá de agradáveis e muito charme. As ruas de paralelepípedo, o silêncio extremo contrastando com o cantar de alguns pássaros, alguns curiosos e errantes gatos, o belíssimo Ristorante Maria Valduga tudo isso a sua disposição, um rico cenário, um início de uma experiência para o enófilo deixar sua paixão por vinhos se elevar ao amor! 
Mas tantas outras coisas por lá fizemos... e claro que vocês também podem fazer, desde um passeio pela loja de vinhos do complexo que tem ambiente mais moderno e bom atendimento. Para quem se hospeda ou não, o curso de vinhos oferecido pela Valduga é imperdível, 04 horas de muito aprendizado, incluindo passeio pela propriedade além de degustação de produtos. 
Há muitas outras experiências ainda fora da Casa Valduga, afinal eles são um grupo de 05 empresas, portanto vá até a Casa Madeira e desfrute das saborosas geleias e antepastos de alta qualidade que a mesma oferece, mas não exagere! Faça como nós! Dê mais alguns passos e conheça o restaurante da Casa Madeira e delicie-se com um Codorna ao Molho de Vinho... de comer de joelhos... 

Nesse almoço inclusive experimentamos 03 vinhos do grupo, 02 importados, sim, o grupo também atua na importação de rótulos de qualidade através de outra empresa, a Domno do Brasil. Mas como o foco da viagem são os vinhos brasileiros vou falar do Espumante Gran Extra Brut, 60 meses de autólise das leveduras, com certeza um dos melhores que provamos durante toda a viagem, rico em sabores e aromaticamente, mas de uma elegância e finesse absurda, sensacional! Enfim... a Casa Madeira é mais uma experiência aos sentidos! 
Mas não pense em descansar! Reserve o final de tarde para passar no Jardim Leopoldina, novo projeto da Famiglia, que tem cafés, deliciosos sorvetes e as recém lançadas cervejas artesanais do grupo, que levam o mesmo nome: Leopoldina. Passe lá algumas horas, não deixe de se encantar com o imponte plátano que fica a entrada da cafeteria-bar e aproveite para descansar o paladar aproveitando uma bela cerveja! São 05 tipos a sua disposição, a minha preferida foi a Witbier... mas elas sempre são as minhas preferidas... 

A Valduga oferece múltiplas oportunidades para os seus clientes/turistas, como queiram chamar... e conforme você as vai vivendo, sua paixão por vinhos apenas cresce e cresce mais... A Valduga é uma senhora experiência! Vale muito a pena! 
Forte Abraço!

Cave Geisse: Primor & Excelência!


Nossa chuvosa manhã continuava subindo o Distrito de Pinto Bandeira até a um dos mais renomados produtores nacionais: Cave Geisse! 
Vinícola de propriedade do chileno Mario Geisse, que tem ao seu lado os filhos na condução do projeto, se dedica exclusivamente a produzir espumantes de alta qualidade, de excelência! São 240 mil garrafas produzidas anualmente. 
Fomos recebidos pela competente Kelly que nos mostrou a cantina e o primor de organização da mesma. Nada escapa, os detalhes são muito bem cuidados na Geisse e acredito sim que isso esteja refletido na alta qualidade do espumante que apresentam. 
As Caves são charmosas e o passeio é bem agradável, uma pena que a chuva impediu que conhecêssemos a propriedade, uma vez que há uma cachoeira nela e um deck junto a mesma onde se pode degustar um espumante da casa. Eu adoro andar pelos vinhedos, vou ter que voltar... 
Passamos também pelas autoclaves e pela sala onde as garrafas descansam para retirada da levedura antes de chegarmos a sala de degustação, sempre encontramos mensagens carinhosas pelo caminho, na Geisse se faz vinho com dedicação e empenho, mas também com alegria e amor! 
Degustamos o Blanc de Blanc e o Blanc de Noir, espumantes que demonstram bem as contribuições que a Chardonnay e a Pinot Noir dão a um corte. 
O Blanc de Blanc é um espumante feito apenas de uvas brancas, no caso da Geisse apenas de Chardonnay, e assim podemos observar como ele é rico em fruta e frescor, logo podemos imaginar que quando o enólogo está elaborando um espumante com diversas uvas, um corte, ele utilizaria a Chardonnay desta forma, desejando aportar fruta e frescor ao vinho. 
Por sua vez o Blanc de Noir é produzido exclusivamente a partir de Pinot Noir e tem uma postura mais séria e discreta, é fino e de grande presença em boca! Paralelamente ele complementaria a chardonnay aportando corpo e finesse
Foi muito interessante, uma verdadeira aula! Espero que quando você tiver a oportunidade de visitar a Cave Geisse, que seja num belo dia de Sol e que possa explorar tudo que a Vinícola oferece! 
Forte abraço!

Don Giovanni: Personalidade Própria!


Nosso segundo dia de visitas era dedicado a Pinto Bandeira, região de maior altitude e com alguns dos produtores mais conhecidos e renomados do Brasil. Muito forte na produção de espumantes.
A Don Giovanni produz 120 mil garrafas anualmente, 90% da uva plantada na propriedade é para espumantes, apenas 10% é para elaboração de vinhos tintos, mesmo assim se a safra daquele ano não atingir o padrão mínimo de exigência e qualidade da vinícola, os tintos não são elaborados. 
Fomos recebidos pela Juliana Rossato, enóloga e sommelière. Juliana atua na área comercial da Don Giovanni, é a simpatia em pessoa! Nos trouxe muito bem a emoção e a história da vinícola, que tem uma bonita parte ligada ao conhaque Dreher, mas que nunca vou poder descrever em palavras, só visitando mesmo para compreender... Aliás para quem não sabe, e eu não sabia até recentemente, conhaque era feito de uva e não de gengibre antigamente. 
Antes de continuar um detalhe da nossa visita foi a chuva, choveu muito na nossa passagem por Bento Gonçalves, e quando chegamos a Don Giovanni a energia elétrica estava a meia fase, o que deu um caráter mais charmoso a visita, afinal tudo ficou a meia luz... 
Menos as Caves, as caves ficaram mais sombrias eu diria... mas elas são um dos pontos altos da visita, as plaquinhas a giz com safra 2001 pra lá, safra 2003 pra cá, até num cantinho superior uma placa lá escondida dizendo: safra 1997... mexe com o imaginário de qualquer apaixonado! 

Depois desse passeio aguçar os nossos sentidos e paladar, eu e o meu intrépido companheiro de viagem, Claudio do Le Vin au Blog, estávamos prontos para provar os espumantes da casa. Subimos ao varejo da vinícola, muito bonito, com belas obras de arte inclusive, e nos dirigimos a uma sala ao lado onde degustamos 04 espumantes. 
Mais importante que a característica individual de cada um deles, foi compreender a proposta do produtor, vinhos e espumantes com personalidade, ricos em sabor e aromas. Todos eram plenos em boca e refrescantes! Lindos como a história da Don Giovanni. 
Ainda houve tempo para provar o Segundo Acto, um corte de Merlot, Ancelotta, Cabernet Sauvignon e Tannat, belo tinto da casa, maduro e com evolução vindoura. Mas quer saber? Já podemos abrir e ficarmos muito felizes com ele, e que a Juliana e o Claudio não nos escutem... 
Pessoalmente adorei estar na Don Giovanni, que ainda oferece uma pousada e um restaurante sob reservas, que tem um já famoso risoto de alcachofras, cultivadas na propriedade, experiências que pretendo usufruir em futuras visitas. O que me marcou foi todo esse ambiente lindo e diferenciado! De alguma forma ainda conseguiram imprimir tudo isso nos espumantes e vinhos que produzem, isso é ter personalidade própria! Absolutamente fantástico! 
Forte Abraço! 

Adolfo Lona: Esmero e Qualidade!



A Vinícola Adolfo Lona fica em Garibaldi, é pequenina mas acolhedora, produz exclusivamente espumantes, cerca de 72.000 garrafas por ano. 
Conhecer Adolfo Lona pessoalmente é um presente para o apaixonado pelo vinho, mas visitá-lo em sua cantina é pra lá de especial. Se tiver oportunidade, não deixe passar! 
Lona além de simpático e conhecer tudo sobre o riscado, é professoral nas explicações sobre os processos com rara habilidade didática! Minha esposa, que não conhecia nada do processo de elaboração de um espumante, aprendeu muito e o que mais gostamos foi o modo simples e descomplicado que Lona utilizou para explicar os conceitos. 
Depois de nos mostrar a cantina, nos dirigimos a sala onde os espumantes descansam já engarrafados e por lá batemos um bom papo, descontraído e coloquial, fiquei mais de 03 horas conversando com o homem e nem vi o tempo passar!!! Por lá degustamos 02  espumantes enquanto aguardávamos os amigos Claudio e Rafaela do Le Vin au Blog que nos acompanharam nesta jornada. 
O primeiro foi o campeão de vendas da casa, o Brut Rosé! Um espumante elaborado pelo método Charmat, a segunda fermentação acontece nos tanques, a partira das uvas Chardonnay e Pinot Noir, com 08 gramas de açúcar residual por litro e muito reconhecido pelo mercado! 
Deixando de lado a parte técnica, é um espumante prazeroso, que preserva a fruta e pode acompanhar diversos momentos e celebrações, abrir uma garrafa dessas é garantia de sorrisos. 

Já o segundo espumante que degustamos foi o top da linha Adolfo Lona, o memorável Orus, com produção limitada a 600 garrafas por ano. Este é um Nature ou Pas Dosé, expressão que indica ausência total de açúcares. Trata-se de um corte de 03 uvas, Chardonnay, Pinot Noir e Merlot, elaborado pelo método tradicional ou Champenoise, segunda fermentação em garrafa. 
Aqui pude degustar a elegância de um espumante fino, rico em sutilezas e complexidades o Orus é um espumante grandioso, marcante! Prova absoluta do esmero de Adolfo Lona em obter espumantes de qualidade soberba. 
Forte Abraço!

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