Don Giovanni: Personalidade Própria!


Nosso segundo dia de visitas era dedicado a Pinto Bandeira, região de maior altitude e com alguns dos produtores mais conhecidos e renomados do Brasil. Muito forte na produção de espumantes.
A Don Giovanni produz 120 mil garrafas anualmente, 90% da uva plantada na propriedade é para espumantes, apenas 10% é para elaboração de vinhos tintos, mesmo assim se a safra daquele ano não atingir o padrão mínimo de exigência e qualidade da vinícola, os tintos não são elaborados. 
Fomos recebidos pela Juliana Rossato, enóloga e sommelière. Juliana atua na área comercial da Don Giovanni, é a simpatia em pessoa! Nos trouxe muito bem a emoção e a história da vinícola, que tem uma bonita parte ligada ao conhaque Dreher, mas que nunca vou poder descrever em palavras, só visitando mesmo para compreender... Aliás para quem não sabe, e eu não sabia até recentemente, conhaque era feito de uva e não de gengibre antigamente. 
Antes de continuar um detalhe da nossa visita foi a chuva, choveu muito na nossa passagem por Bento Gonçalves, e quando chegamos a Don Giovanni a energia elétrica estava a meia fase, o que deu um caráter mais charmoso a visita, afinal tudo ficou a meia luz... 
Menos as Caves, as caves ficaram mais sombrias eu diria... mas elas são um dos pontos altos da visita, as plaquinhas a giz com safra 2001 pra lá, safra 2003 pra cá, até num cantinho superior uma placa lá escondida dizendo: safra 1997... mexe com o imaginário de qualquer apaixonado! 

Depois desse passeio aguçar os nossos sentidos e paladar, eu e o meu intrépido companheiro de viagem, Claudio do Le Vin au Blog, estávamos prontos para provar os espumantes da casa. Subimos ao varejo da vinícola, muito bonito, com belas obras de arte inclusive, e nos dirigimos a uma sala ao lado onde degustamos 04 espumantes. 
Mais importante que a característica individual de cada um deles, foi compreender a proposta do produtor, vinhos e espumantes com personalidade, ricos em sabor e aromas. Todos eram plenos em boca e refrescantes! Lindos como a história da Don Giovanni. 
Ainda houve tempo para provar o Segundo Acto, um corte de Merlot, Ancelotta, Cabernet Sauvignon e Tannat, belo tinto da casa, maduro e com evolução vindoura. Mas quer saber? Já podemos abrir e ficarmos muito felizes com ele, e que a Juliana e o Claudio não nos escutem... 
Pessoalmente adorei estar na Don Giovanni, que ainda oferece uma pousada e um restaurante sob reservas, que tem um já famoso risoto de alcachofras, cultivadas na propriedade, experiências que pretendo usufruir em futuras visitas. O que me marcou foi todo esse ambiente lindo e diferenciado! De alguma forma ainda conseguiram imprimir tudo isso nos espumantes e vinhos que produzem, isso é ter personalidade própria! Absolutamente fantástico! 
Forte Abraço! 

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