Arboleda Chardnnay 2013 no Winebar!!!


Nesta semana rolou mais um Winebar, projeto superinteressante onde Daniel Perches recebe um convidado, normalmente produtor/representante de uma vinícola e nós winebloggers ao redor do Brasil degustamos os vinhos do mesmo e temos oportunidades de tirar dúvidas sobre os vinhoss e o mercado, tudo ao vivo e de forma descontraída, como deve ser. 
Mais uma coisa importante do Winebar é que ele é aberto a todo o público, ou seja se você quiser acompanhar é só acessar o canal no Youtube e assistir e se porventura tiver dúvidas entre no chat on line e as encaminhe. Afinal o consumidor é o que mais importa para o produtor e tenho certeza que eles ficarão contentes em respondê-las!!! 
Desta vez recebemos 03 vinhos e a convidada foi Maria Eugenia Chadwick, filha de Eduardo, e embaixadora internacional da Viña Arboleda. Farei um post para cada um dos vinhos, separadamente, por que? Porque merecem, são bons vinhos, são boas compras e são boas experiências. 
Os que me acompanham há mais tempo e especialmente os amigos mais próximos, sabem que torço o nariz para muitos chardonnays, especialmente os do Novo Mundo, pelo falta de integração entre madeira e fruta. O que deixa o conjunto pesado e enjoativo ao meu paladar, que admito, foge da maioria. Pois a maioria gosta desse estilo, onde a madeira pode vir até a  sobrepujar a fruta nos chardonnays. Este Arboleda é a prova que madeira e fruta podem se complementar perfeitamente e conferir muita complexidade ao vinho. Nessa parte, pra mim foi um espetáculo, e um alívio... risos. 
Na taça cor amarelo palha, nariz herbáceo ao começo denotando a origem do Vale de Casablanca, mas a fruta, especialmente um abacaxi em calda tomou conta, notas suaves de tostado, manteiga, ervas, pimenta e minerais. 
Essa característica herbácea inicial na verdade é mais culpa minha do que do vinho, explico! Tenho o hábito de servir estupidamente gelado... quanto mais frio o vinho menos fruta sentiremos ao nariz, não sei porque... mas é uma observação que tenho feito ao longo do tempo e das taças. E por causa dela estou cada vez mais convencido que devemos beber os brancos frios e não gelados, ali por volta de 10 - 12 graus, assim desfrutamos de todas sua complexidade. 
O lance da temperatura também vale para as sensações no palato, garanto! Mas voltando a degustação, o vinho enche a boca, estruturado, porém de conjunto equilibrado, com acidez vibrante e delicada untuosidade, notas picantes e minerais se confirmaram no retro-olfato. É perene, ficamos com ele no paladar por muito tempo. 
Belo vinho! Aqui em casa acompanhamos de uma torta de palmito, mas faltou condimentação a comida para suportar o vinho... ele atropelou!!! Na próxima vou adotar a sugestão do produtor, comida asiática! Afinal o vinho já ganhou prêmios nesse sentido! Quem sabe com um frango picante no molho de laranja e mel eu não me dê melhor? 
Forte Abraço!

Valle Dell'Acate Il Frappato Vittoria 2013, Eu Quero Mais!!!


Eu admito! Quando a garrafa acabou, eu estava inconformado! Como assim, acabou? Acabou mesmo? Mas só tinha uma, só uma??? É... Eu adorei esse vinho, ele era tudo que eu queria num vinho tinto, quando está calor. 
Meu pai me presenteou com esta garrafa de Frappato que trouxe diretamente da Sicília, eu nunca tinha experimentado Frappato, aliás nunca ví um nas gondolas tupiniquins, talvez até tenha visto, mas não "botei reparo", digamos assim. 
Tinha sido uma tarde quente e minha esposa tinha me convidado para um boa pizza, prontamente aceitei!!! E lá fui eu para a adega escolher o vinho da noite, já que a Pizzaria Verace Napolitana, que frequentamos aqui em Jundiaí é bem camarada na Taxa de Rolha (R$ 15), aliás acabou de ser lançado um novo aplicativo que nos ajuda a encontrar os lugares onde o nosso vinho é bem vindo, aqueles restaurantes camaradas que não cobram, ou que cobram preços justos, o nome do aplicativo? Taxa de Rolha!!! 
Mas retomando o nosso causo, admito que levei a garrafa com pouco conhecimento sobre o vinho, sabia dos meus estudos que se tratava de um vinho leve, e por essa característica achei apropriado para aquela noite calorenta. 
Me surpreendeu e agradou desde o início com sua intensa cor rubí escura, aromas de frutos silvestres e ervas, especialmente alecrim. Mas na boca foi muito agradável, o corpo leve estava lá conforme esperado, mas a composição entre uma excepcional acidez, pequena carga tânica, porém rústica, agressiva, que pegava no final do gole junto com o retrogosto vivo e intenso das frutas. Um convite a mais um gole, e a mais um... e a mais um.. e a mais um... 
Um vinho fantástico dentro de sua simplicidade, nada de aromas secundários ou terciários, nada de horas de decanter, nada disso... um vinho para ser aberto e apreciado, com uma boa massa com molho ao sugo como base é claro, ou uma boa pizza, mas eu diria que com os sabores tradicionais!!! Margherita, Muzzarella, etc... Naquela noite a melhor experiência foi com o Corniccione Primo aí de baixo... 
Nem só de Nero D'Avola vive a Sicília!!!
Forte abraço!

En Travertin - Pouilly Fumé 2011, uma EXPERIÊNCIA!!!


Semana passada comentei um Sauvignon Blanc chileno, que tal falarmos de um francês??? Afinal a França é a terra-mãe da Sauvignon... 
Como diz minha amiga Rafaela Giordano há Sauvignon Blanc e há Pouilly Fumé! Essa denominação de origem fica no Vale do Loire, aliás o Vale tem esse nome devido ao rio Loire, o maior rio da França. Pouilly Fumé fica a sua margem direita. 
Os Pouilly Fumés são vinhos que não lembram os Sauvignon Blanc chilenos que estamos acostumados. Não são herbáceos, possuem característica mais frutada e ganham complexidade com seus aromas minerais e florais. Na boca são frescos, vivos e persistentes. Como se percebe são únicos e não devem ser consumidos extremamente gelados, mas sim frios, por volta dos 10 graus eu diria. Outro ponto interessante dos Pouilly Fumés é que eles envelhecem melhor que os Sauvignon Blancs do Novo Mundo, portanto não tenha pressa em abrir a sua garrafa, 03 anos normalmente é um bom momento.
No Brasil temos boas opções a nossa disposição. Entre elas o En Travertin, da Henri Bourgeois. Um vinho que demonstra toda a tipicidade dessa região! Um vinho marcado pela fruta, pelos aromas de limão e maracujá fresco. De corpo médio, acidez pronunciada e final longo, uma verdadeira experiência! 
Forte Abraço!

Advertência

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