Domaine Virginie Thunevin 2006


Jean-Luc Thunevin é um dos vinhateiros famosos de Bordeaux, produz o Bad Boy, um vinho muito cultuado que ainda não tive oportunidade de provar. Essa fama aliada a uma promoção de saldão da Wine fez com que eu adquirisse essa garrafa, paguei R$ 56 por ela, salve uma falha de memória. 
Com Bordeaux eu sempre espero uma boa oportunidade, uma oportunidade especial para desarrolhar o danado, afinal para nós brasileiros as oportunidades de um bom Bordeaux são poucas. Assim acompanhado do amigo Gil Mesquita (Vinho para Todos) fiz o serviço! 
Os 08 anos de idade estavam aparentes na taça, a cor era rubi, mas com os reflexos e bordas bem atijoladas, os aromas remetiam a frutas bem passadas e principalmente balsâmico e couro, além de bacon. Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez moderada, retrogosto confirmando as frutas e taninos bem fininhos e aveludados. 
Apesar do peso da idade se sentir na taça, a elegância bordalesa se fez presente! Lamentei ter guardado o vinho por quase dois anos, devia tê-lo aberto antes, quem sabe percebê-lo mais próximo do seu auge... 
Tem uma garrafa dessas? Abra!!! Tá na hora... 
Conheça outros vinhos de Bordeaux aqui! 
Forte Abraço!

No Carrinho do Supermercado por R$ 14!!! Regresso Tinto


Uma pergunta que sempre me faço é: "Quanto deve custar um vinho para o dia a dia?" Sinceramente eu não sei a resposta, acho que depende de cada um, da situação financeira de cada um. 
No meu caso eu não gostaria de gastar mais de R$ 50 num grande vinho, então acho que vinho do dia a dia deveria custar bem menos, tipo uns R$ 5, um verdadeiro SONHO!!! A verdade é que achar bons vinhos na faixa dos R$ 20 é o melhor que conseguimos por aí. 
Esses dias estava fazendo compras no Supermercados Boa aqui de Jundiaí, que tem uma adega legal, com boa variedade de rótulos. E encontrei dois vinhos em promoção que me chamaram atenção, um deles foi esse português por R$ 13,87! Não tive dúvida e comprei! 
No domingo seguinte, num almoço em família, executei o danado!!! Como eu esperava um vinho simples, mas gostoso, daquele estilo frutadão! Este português tem cor rubi intensa, aromas de frutos vermelhos discretos, na boca apresentou leveza, acidez moderada, retrogosto frutado e taninos bem fininhos, em pouca quantidade. 
Como disse um vinho simples, mas agradável, bom para beber despretensiosamente e também para servir a amigos que não estão tão acostumados com vinho ou bebidas mais encorpadas. 
Conheça outros vinhos portugueses que experimentei aqui!
Forte Abraço!

A Evolução do Palagetto Chianti Colli Senesi DOCG 2007


Em janeiro de 2012 fiz um post sobre este Chianti (relembre aqui), que a época me surpreendeu por sua estrutura, incomum para os Chiantis e mais incomum ainda para os Colli Senesis, que são conhecidas pelo seu frescor, pelas sua fruta exuberante... 
Essa característica não usual fez com que eu guardasse por mais 02 anos a outra garrafa que eu tinha na adega, afinal, a curiosidade de guardar um Chianti por 07, 08 anos e ver o que acontece, ficou gigantesca!!! 
Novamente me surpreendi, pois o vinho perdeu muito da sua força, daquela estrutura que apresentou. A cor já demonstrava sinais de idade, um rubi com reflexos atijolados e os aromas traziam notas de fruta passada, tâmara e balsâmico. 
Na taça o corpo era médio, acidez em alta ainda, retrogosto confirmando as frutas passadas e taninos rústicos. Harmonizamos com pizzas caseiras, encaixou muito bem com o molho de tomate, como todo bom Chianti! 
Ou seja evoluiu mais para um Chianti, perdendo aquela característica de Novo Mudo que possuía, achei legal, mas admito que não esperava... 
Conheça outros vinhos com a amada Sangiovese aqui! 
Forte Abraço e Viva Chianti!!!

Mastro Janni Brunello di Montalcino 2007


Quando encontramos amigos sempre reservamos vinhos especiais para estes momentos e o amigo Gil Mesquita me apresentou um novo Brunello na última visita que fiz a ele. 
Ainda preciso tentar entender porque nós blogueiros normalmente optamos por grandes vinhos italianos para estes momentos... É uma coincidência que sempre me chama a atenção, os produtores franceses não devem estar felizes conosco... risos 
Enfim o nosso "feriadão" estava terminando e fomos para a cozinha, os homens para fazermos uma massa com ragu de cupim! Após cerca de duas horas, nosso ragu e massa estavam prontas... 
Aí o Gil desarrolhou este típico Brunello, cor rubí translúcida, aromas de frutos silvestres, ervas, terra molhada e couro. Na taça muito frescor, acidez intensa, taninos volumosos e finos, retrogosto frutado e perene, harmonizando bem com o ragu. 
Brunello é Brunello, sempre vale a pena! 
Forte Abraço!

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