Valle Dell'Acate Il Frappato Vittoria 2013, Eu Quero Mais!!!


Eu admito! Quando a garrafa acabou, eu estava inconformado! Como assim, acabou? Acabou mesmo? Mas só tinha uma, só uma??? É... Eu adorei esse vinho, ele era tudo que eu queria num vinho tinto, quando está calor. 
Meu pai me presenteou com esta garrafa de Frappato que trouxe diretamente da Sicília, eu nunca tinha experimentado Frappato, aliás nunca ví um nas gondolas tupiniquins, talvez até tenha visto, mas não "botei reparo", digamos assim. 
Tinha sido uma tarde quente e minha esposa tinha me convidado para um boa pizza, prontamente aceitei!!! E lá fui eu para a adega escolher o vinho da noite, já que a Pizzaria Verace Napolitana, que frequentamos aqui em Jundiaí é bem camarada na Taxa de Rolha (R$ 15), aliás acabou de ser lançado um novo aplicativo que nos ajuda a encontrar os lugares onde o nosso vinho é bem vindo, aqueles restaurantes camaradas que não cobram, ou que cobram preços justos, o nome do aplicativo? Taxa de Rolha!!! 
Mas retomando o nosso causo, admito que levei a garrafa com pouco conhecimento sobre o vinho, sabia dos meus estudos que se tratava de um vinho leve, e por essa característica achei apropriado para aquela noite calorenta. 
Me surpreendeu e agradou desde o início com sua intensa cor rubí escura, aromas de frutos silvestres e ervas, especialmente alecrim. Mas na boca foi muito agradável, o corpo leve estava lá conforme esperado, mas a composição entre uma excepcional acidez, pequena carga tânica, porém rústica, agressiva, que pegava no final do gole junto com o retrogosto vivo e intenso das frutas. Um convite a mais um gole, e a mais um... e a mais um.. e a mais um... 
Um vinho fantástico dentro de sua simplicidade, nada de aromas secundários ou terciários, nada de horas de decanter, nada disso... um vinho para ser aberto e apreciado, com uma boa massa com molho ao sugo como base é claro, ou uma boa pizza, mas eu diria que com os sabores tradicionais!!! Margherita, Muzzarella, etc... Naquela noite a melhor experiência foi com o Corniccione Primo aí de baixo... 
Nem só de Nero D'Avola vive a Sicília!!!
Forte abraço!

En Travertin - Pouilly Fumé 2011, uma EXPERIÊNCIA!!!


Semana passada comentei um Sauvignon Blanc chileno, que tal falarmos de um francês??? Afinal a França é a terra-mãe da Sauvignon... 
Como diz minha amiga Rafaela Giordano há Sauvignon Blanc e há Pouilly Fumé! Essa denominação de origem fica no Vale do Loire, aliás o Vale tem esse nome devido ao rio Loire, o maior rio da França. Pouilly Fumé fica a sua margem direita. 
Os Pouilly Fumés são vinhos que não lembram os Sauvignon Blanc chilenos que estamos acostumados. Não são herbáceos, possuem característica mais frutada e ganham complexidade com seus aromas minerais e florais. Na boca são frescos, vivos e persistentes. Como se percebe são únicos e não devem ser consumidos extremamente gelados, mas sim frios, por volta dos 10 graus eu diria. Outro ponto interessante dos Pouilly Fumés é que eles envelhecem melhor que os Sauvignon Blancs do Novo Mundo, portanto não tenha pressa em abrir a sua garrafa, 03 anos normalmente é um bom momento.
No Brasil temos boas opções a nossa disposição. Entre elas o En Travertin, da Henri Bourgeois. Um vinho que demonstra toda a tipicidade dessa região! Um vinho marcado pela fruta, pelos aromas de limão e maracujá fresco. De corpo médio, acidez pronunciada e final longo, uma verdadeira experiência! 
Forte Abraço!

Savigny-Les-Beaune 2011 - Champy


Fechamos o mês com um Borgonha e Borgonha na taça, é sempre um prazer!!! Ainda mais numa noite agradável, cercado de bons amigos... é demais! 
Foi assim, uma noite despretensiosa, véspera de feriado, amigos em volta da mesa, bom papo, boa comida, bom vinho... a noite passa que é uma beleza! 
Este Borgonha é produzido pela Domaine Champy na Comuna de Savigny dentro de Côte de Beaune, a primeira coisa que me agradou nele foi sua tipicidade. 
Na taça aquele rubi translúcido, lindo! Frutos vermelhos frescos, cogumelos, terra molhada e suaves nuances de algo defumado compunham o painel aromático deste vinho. Na boca, elegância! Corpo médio, boa acidez, taninos finíssimos, retrogosto frutado e perene. 
Você pode beber um vinho desses sem comida, ele é maravilhoso, se basta por si só! Mas harmonizar é nossa segunda paixão, não? Que tal um risotinho de bacon? 
Forte Abraço!

Advertência

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